França e Uruguai seguem. Messi e CR-7 fora

      



Por Zedejesusbarreto
Nos confrontos eliminatórios da abertura das oitavas de final da Copa da Rússia, sul-americanos e europeus empataram. E os dois melhores jogadores do mundo, Cristiano Ronaldo e Messi estão fora, não luziram na competição, tiveram apenas lampejos. Nenhum dos dois conseguiu um título mundial pelas suas seleções, em suas carreiras. E certamente é a última copa de ambos, pela frustração e até pela idade, passados dos 30 e em declínio técnico e físico.

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Pela manhã, em Kazan, num jogão de bola com sete gols, a França despachou a Argentina por 4 x 3, perante mais de 45 mil pessoas nas arquibancadas, mais barulho dos argentinos. Pouco se viu de Messi.

À tarde, em Sóchi, estádio também cheio, o Uruguai, duas vezes campeão do mundo, derrotou (2 x 1) a atual seleção campeã da Europa (2 x 1), numa partida menos excitante, tecnicamente mais pobre. O gajo CR-7 apagadão, nunca fez gol jogando contra o zagueiro Godin, que atua há várias temporadas no Atlético de Madri, rival direto do Real.

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Esses resultados já definem o primeiro confronto das quartas de final: França x Uruguai, no dia 6 de julho, em Novgorod.

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Garra uruguaia

A Celeste Olímpica do Uruguai fez valer em campo seu estilo: marcação muito forte, garra, defendendo-se sempre com 10, uma defesa bem entrosada, bom goleiro e dois atacantes que dão a alma em campo e sabem fazer gol. Contragolpes letais. Não é uma equipe que joga bonito, mas é difícil de ser batida, manhosa, brigona. Dois golaços de Cavani, um de cabeça/ombro, outro num chute de chapa, de prima, da entrada da área, colocado, depois de bom passe de Betancur e corta-luz do bravo parceiro Luizito Suarez.

Os irmãos lusitanos têm uma seleção limitada, que depende da inspiração do astro Cristiano, que pouco finalizou, anulado pela marcação. O gol português foi do becão brasileiro-lusitano Pepe, alagoano de Maceió, já em fim de carreira. Portugal até teve mais posse de bola, controlou mais o meio campo pela boa atuação do apoiador William Carvalho. Nada mais. Domínio inócuo. O jogo foi de Cavani, partidaça !

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Allez France !

Au revoir, Messi ! Pode prantear à vontade, argentinos, o choro é livre. Não faltaram bravura, garra, excessos de virilidade, vontade à equipe no gramado. O que faltou de verdade a ‘los hermanos’ foi futebol.

Uma equipe com goleiro fraco, defesa desarrumada, sem meio campo, Mascherano cheio de varizes, chegando sempre atrasado nos lances, limitado a recuar bolas, o gênio Messi isolado e desolado, muito bem marcado de perto por Kanté e Matuidi, e um ataque de raros lampejos – o gol de fora da área de Di Maria ( 1 x 1), talvez a cabeçada certeira de Aguero já no finalzinho ( diminuindo para 4 x 3). E só. Muito pouco para uma equipe que tem dois títulos mundiais e muita tradição. Bolinha pobre. E uma despedida de copas melancólica de Messi, o cabisbaixo La Pulga, o camisa 10 sem brilho.

Do outro lado, uma França renovada, com uma defesa sólida (Umtiti e Varane) dois guerreiros incansáveis na pegada (Matuidi e Kanté) mais um craque de lucidez e rara elegância no meio campo, o negão Pogba; dá gosto vê-lo jogar; mais à frente o buliçoso Griezmann e um garoto de 19 anos, um certo Mbappé, que nas arrancadas nos lembrou Ronaldo Fenômeno: hábil, veloz e vigoroso. A arrebentou o jogo: sofreu o pênalti convertido por Griezmann (1 x 0) e fez dois gols na segunda etapa, o terceiro e o quarto, sobrando em campo. O outro gol foi do lateral Pavard. E que chicotada, de primeira, da entrada da área, a bola toda ‘si ribulino’, inalcançável. Os franceses, ‘les bleus’, são candidatíssimos também ao título. Mbappé foi o cara do jogo.

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Um jogaço ! A França foi superior em campo, os 90 minutos. Uma equipe mais bem arrumada, melhor organizada. Os franceses foram os primeiros garantidos no funil das quartas de final. Quanto aos vizinhos latinos do sul, restou o caminho da casa. Valeram a fibra, o entusiasmo e a devoção da fanática torcida, com seus tangos e milongas. No mais, é hora de repensar tudo, de renovação total. Tchau.

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Jogos do domingo

Mais dois jogos eliminatórios pelas oitavas de final da Copa acontecem neste domingo:

- Em Moscou, no Luzhniki Stadium, às 11h, a Espanha encara a Rússia, anfitriã.

- Em Novgorod, 15h, Croácia x Dinamarca.

Só europeus em campo, pois.

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De olho no México

O Brasil em campo só na segunda, às 11 da manhã, dia do 2 de julho, Independência da Bahia, a festa dos Caboclos, Salvador para, engalanada.

Tite deve manter o mesmo time que começou e venceu a Sérvia, 2 x 0, com Fagner na lateral direita (mesmo Danilo já inteiro) e Filipe Luiz na lateral esquerda, a despeito de Marcelo ter voltado aos treinos depois da lombalgia. No mais, é preciso jogar como uma decisão. O México merece todo o respeito, é preciso cuidados com os contragolpes, mas nada a temer. Pra cima deles, então.