“Memórias Contemporâneas” pauta “A dança da/na Diáspora Africana”

      



No dia 16 de julho (segunda-feira), às 19h, acontece mais uma edição do “Memórias Contemporâneas”, realização conjunta da Fundação Pedro Calmon (FPC), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), e o Goethe-Institut Salvador-Bahia. Desta vez, o projeto apresenta o tema “A dança da/na Diáspora Africana”, com a coreógrafa, dançarina, professora e pesquisadora Amélia Conrado (Brasil) e o coreógrafo Augusto Soledade (Brasil/Estados Unidos), atual residente do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut. Eles serão mediados por Carmen Paternostro, professora doutora, vice-diretora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O evento se realiza na Biblioteca do Goethe-Institut, com entrada franca.

 

Instituído pelo Centro de Memória da Bahia da FPC, o “Memórias Contemporâneas” é um projeto nas áreas de história e memória que objetiva a constituição de um banco de dados audiovisual acerca da cultura e seus agentes, a partir da década de 1950. Os encontros, que se atentam à relação de organizações e movimentos sociais com o campo da cultura e o protagonismo das linguagens artísticas nas disputas identitárias, são registrados em vídeo. Pondo em diálogo agentes convidados e o público, o pensamento calcado na memória é difundido, gerando, assim, outra fonte de conhecimento que não apenas os documentos escritos. A parceria entre a FPC e o Goethe-Institut atribui ao projeto o compromisso de desenrolar temas de reflexão a partir de experiências globais, perpassando as relações de poder na contemporaneidade na discussão de pautas urgentes.

 

OS CONVIDADOS – Doutora e mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Amélia Conrado é também especialista em Coreografia pela Escola de Dança da UFBA e licenciada em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). É professora associada da UFBA, lotada na Escola de Dança e Faculdade de Educação. É membro-pesquisador do Grupo Internacional de Pesquisa RETINA – Recherches Esthétiques & Théorétiques sur les Images Nouvelles & Anciennes, sob coordenação do filósofo François Soulages. Atua nas áreas de educação, arte negra e cultura popular, tendo como sub-áreas de estudos: educação para as relações étnico-raciais, danças afro-brasileiras, indígenas e populares e capoeira angola. Além destas, trabalha com didática do ensino da ginástica artística e educacional. É coreógrafa, dançarina e professora de dança afro e danças populares brasileiras. Dos trabalhos artísticos, destacam-se a “Noite da Beleza Negra” do Bloco Afro Ilê Aiyê, Balé Folclórico da Bahia em “Rapsódia Nordestina” e a obra “Maria Meia Noite”. Publicou artigos em livros e revistas especializadas em danças afro-brasileiras. Pesquisadora para o inventário e salvaguarda da capoeira como patrimônio imaterial do Brasil (IPHAN/Ministério da Cultura). Foi contemplada com o Prêmio Professor Visitante Ilustre pelo Five College Latin American, Caribbean and Latino Studies (Massachusetts Amherst, EUA).

 

Nascido na própria Bahia e radicado nos Estados Unidos, Augusto Soledade iniciou seu treinamento de dança na UFBA, em um programa com forte ênfase em dança moderna, e treinou com Garth Fagan e Clyde Morgan. Também é formado em jornalismo pela mesma instituição e obteve seu M.F.A. em Dança da SUNY Brockport em 1998. Contemplado com a prestigiada bolsa Guggenheim em Coreografia em 2008, é o diretor artístico, fundador e coreógrafo residente da Augusto Soledade Brazzdance, conhecida como Brazz Dance Theater Incorporated, em Miami. Em 2015, Soledade foi premiado pela sétima vez com a Miami Dade Choreographer’s Fellowship, do Miami Dade Cultural Affairs. Em 2012, foi premiado com o Knight Arts Challenge Grant em apoio ao Miami Dance Mecca Project, uma iniciativa implementada pela Augusto Soledade Brazzdance para impulsionar a reputação de Miami como um centro emergente para a dança contemporânea. Muitos outros prêmios e bolsas marcam sua trajetória. Já ensinou em diversas instituições acadêmicas norte-americanas e, atualmente, atua como professor associado em tempo integral em Dança na Nova Southeastern University em Davie, Flórida.

 

Carmen Paternostro, professora doutora, vice-diretora da Escola de Dança da UFBA. Dançarina, coreógrafa e diretora de espetáculos. Fez doutorado na Escola de Teatro com estágio sanduíche na Alemanha. Tem bacharelado, licenciatura e mestrado realizados na Escola de Dança da UFBA, onde hoje atua como professora adjunta na graduação e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Dança. Faz parte do Grupo de Pesquisa GIP-CIT do PPGAC e do Grupo de Pesquisa Corponectivos: Dança Artes e Intersecções, na linha Filosofia e Artes Performáticas. Tem três livros publicados em torno da dança expressionista e o teatro coreografado.

 

Memórias Contemporâneas: “A dança da/na Diáspora Africana”

Com: Amélia Conrado (Brasil) e Augusto Soledade (Brasil/Estados Unidos)

Mediação: Carmen Paternostro

Quando: 16 de julho (segunda-feira), 19h

Onde: Biblioteca do Goethe-Institut Salvador-Bahia

(Av. Sete de Setembro, 1809 – Corredor da Vitória)

Entrada franca