BAHIA VENCEU CERRO PELA SUL-AMERICANA

      



Por Zedejesusbarreto
Foto:Romildo de Jesus
O Tricolor foi superior, sobretudo no segundo tempo, fez valer seu mando de campo e ganhou de 2 x 0 o primeiro confronto, ontem, 25, contra o Cerro de Montevidéu, em Pituaçu, pela Copa Sul-Americana.

Desde o começo a equipe baiana teve mais a bola, controlou a partida, mas só na etapa conseguiu furar o bloqueio uruguaio, atuando com mais velocidade, e fazer os gols. Poderia ter sido mais, se Zé Rafael não tivesse desperdiçado um pênalti.

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Curiosidades:

- Algumas necessárias mudanças no Bahia, depois do clássico e goleada (4 x 1) no BaVi de domingo: Flávio na lateral direita, Groli na zaga, Édson e Nilton como apoiadores, Élber na frente. Tudo porque o Tricolor está disputando três competições: Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana. Essa é a quarta partida do Bahia em oito dias: Vasco, Chapecoense, Vitória e Cerro, na puxada sequência.

- Cerro quer dizer monte, colina. O clube, azul e branco, foi fundado num bairro turístico de Montevidéu, em 1922, e nunca foi campeão uruguaio. Já disputou, sem brilho, três Copas Libertadores e é estreante na Sul-Americana. Tem um torcedor ilustre, o ex-presidente Pepe Mujica. Quando entrou em campo estava há 15 jogos invicto.

 

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Bola Rolando

A partida começou estudada, cautela de parte a parte. Uma primeira chance apareceu logo aos 6 minutos, quando Zé Rafael foi puxado pela camisa dentro da meia lua adversária. Régis não bateu bem a falta frontal. O Tricolor evoluindo melhor, atacando. Os uruguaios travando o jogo com faltas. Aos 20’, jogadores e torcedores da casa reclamaram de pênalti do goleiro em Zé Rafael, mas o árbitro peruano nem tchum.

Aos 23 minutos, a arbitragem já havia distribuído cinco cartões amarelos, dois para os baianos (Ze Rafael e Grolli), três pros uruguaios, e expulsou o técnico Fernando Correa. Aos poucos os visitantes foram as acalmando em campo e botando suas manguinhas de fora, perigando, gostando do jogo, equilibrando as ações.

Aos 32’, a finalização de Gilberto foi travada pela zaga, Nilton pegou o rebote de voleio, passou perto. E foi só, num primeiro tempo truncado, faltoso, feio, de futebol pobre. O torcedor não gostou, vaias ouvidas na descida pros vestiários.

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A proposta do Cerro era claramente garantir o empate para decidir em casa, na pressão. Pareciam à vontade, suportando bem, até que ...

- Gol ! 1 x 0 Bahia, Gilberto, de cabeça, aos 8 minutos, escorando escanteio cobrado da direita, subindo atrás da zaga, do lado oposto.

Dois minutos depois, Gilberto fez boa jogada pela direita, cruzou rasteiro e Zé Rafael emendou, raspando o poste uruguaio. Um Bahia mais agressivo, mais veloz, buscando mais o gol na segunda etapa. Chegando com mais apetite. Aos 20’, saiu Élber para a entrada de Marco Antonio.

Aos 26’, após jogada esperta de Marco Antonio, pela direita, o cruzamento foi interceptado pelo braço do defensor uruguaio. Pênalti.

- Gol ! 2 x 0 , Régis batendo com categoria a penalidade, rasteirinha, no canto, deslocando o goleiro. Aos 28 minutos.

Aos 30’, Leo tabelou com Zé Rafael e bateu forte, cruzado, na rede, fora. Aos 32’, Marco Antonio puxou contragolpe em velocidade e enfiou na área para Zé Rafael, derrubado. Outro pênalti. Zé Rafael bateu forte, alto, por cima do travessão, perdendo a chance de ampliar o placar.

Os uruguaios catimbando, tentando melar o jogo, ao estilo deles. Saiu Leo, entrou Mena na lateral esquerda tricolor. Depois, Vinícius no lugar de Régis. Aos 47’, Flávio arriscou de fora e quase acertou o canto.

Valeu pelo triunfo construído na segunda etapa, quando o Bahia poderia ter feito um placar mais amplo. O pênalti desperdiçado pode fazer falta no jogo de volta, no Uruguai.

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Destaques

Grolli seguro no miolo da zaga; Flávio cresceu muito na segunda etapa quando foi para o meio campo, sua real posição; Nilton mostrou que sabe jogar, precisa de mais ritmo; Zé Rafael correu uma barbaridade; Gilberto fez o dele; Régis parece que só joga de vera quando entra no segundo tempo. Marco Antonio entrou e arrebentou pelo lado direito.

Não vai ser fácil o jogo em Montevideu. A moçada do Cerro corre muito e pega forte, vai ser catimbado.

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Ficha técnica:

Bahia – Ânderson, Flávio, Grolli, Lucas Fonseca e Leo (Mena); Édson, Nilton, Régis (Vinícius) e Zé Rafael; Élber (Marco Antonio) e Gilberto. Treinador, Ênderson Moreira.

Cerro de Montevidéu – Yrrazabal, Nuñez, Torres, Izquierdo e Zazpe; Porras, Tamareu, Klein e Paiva; Lopez e Gonzalez (Ciganda). Técnico, Fernando Corrêa.

No apito, o peruano Michael Espinoza.

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O próximo jogo do Bahia é domingo, ainda em Pituaçu, contra o Atlético – o Galo Mineiro, valendo pelo Brasileirão. Lucas Fonseca e Zé Rafael desfalcam a equipe, então, suspensos.

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O Vitória joga nesta quinta, 19h30, contra o Sport Recife, no Barradão. Duelo de leões rubro-negros, Bahia x Pernambuco, clássico nordestino, sem favoritos.

 

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