LEÃO DE QUATRO EM CURITIBA

      



Por Zédejesusbarreto
A defesa mais vazada da competição, com 31 gols sofridos, pesada, sem pegada, atordoada, desentrosada. Nada de troca de passes no meio-campo, só marcador. E um ataque inoperante, sem nenhuma inspiração. Esse foi o Vitória em campo contra o fogoso Atlético Paranaense, jogando em alta voltagem.

Resultado? 4 x 0 e chocolate. O Leão apanhou sem reagir.

Assim, a equipe baiana estacionou nos 18 pontos, terminou o jogo em 13º lugar mas pode perder a posição no final dessa rodada, até pelo confronto entre Santos (com 16 pontos) x América Mineiro (com 17), ainda na noite do domingo.

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Duelo de rubro-negros

O Vitória envergou uniforme branco/ camisa, calção e meiões. O Atlético de vermelho e preto, camisas com listas verticais. Temperatura boa, 20 graus em Curitiba. Apenas metade das arquibancadas da Arena da Baixada ocupada.

 

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Bola rolando

Mal o árbitro apitou e a equipe da casa mostrou suas armas, foi pra cima, marcando na frente e buscando o gol com apetite, em velocidade.

- Gol ! 1 x 0 Atlético, Cirino de cabeça, aos 11 minutos. Jogada trabalhada pela direita, cruzamento rasante na linha da pequena área baiana, a marcação cochilou e o avante do Atlético (que é baiano), antecipou-se e testou forte, sem defesa.

Aos 14’, a resposta do Leão, com um chute de Yago, livre, na linha da grande área, que cobriu o travessão, assustando. Aos 18’, após um erro no meio campo baiano, Cirino arrancou pela direita em velocidade e cruzou rasteiro; Pablo, livre na pequena área perdeu chance incrível. Um buracão nas costas de Bryan e Ruan. A zaga do Vitória muito lenta, pesadona.

- Gol ! 2 x 0, Marcinho, aos 21min. A jogada se repetiu do lado direito, no mesmo espaço, as costas de Bryan; dessa vez o cruzamento de Cirino encontrou o lateral Marcinho, enfiado no meio da pequena área baiana, livre. Só completou.

Aos 26’, outra chance clara de gol desperdiçada pelos paranaenses: Bruno, livre na área, errou o alvo. Aos 33’, André Lima testou um cruzamento de Bryan, da esquerda, nas mãos do goleiro Felipe. Aos 35’, Lucas Fernandes arriscou de longe, novamente em cima do goleiro.

Com o placar adverso, o rubro-negro baiano saiu de trás em busca de um gol. Projetou a marcação mais no campo adversário e equilibrou, foi acuando. Aos 38’, André Lima bateu falta tirando da barreira mas Felipe espalmou para o lado. Os atleticanos apostando na velocidade dos contragolpes.

- Gol ! 3 x 0, Wellington, aos 46 min, aproveitando rebote do goleiro Ronaldo, que enjoou um chute forte de Marcinho na puxada de um contra-ataque veloz pelo lado esquerdo.

Placar indigesto na primeira etapa, fruto da atuação apagada, mamão com açúcar, da defensiva do Leão, perdendo todas na correria, chegando sempre atrasada nos lances.

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Na volta dos vestiários, o mesmo panorama. O Atlético mais incisivo, querendo mais. O Vitória marcando, mordendo mas sem criar muita coisa. Aos 17’, Mancini tirou o apoiador Arouca e lançou o meia-atacante Erick. Aos 20’, do outro lado, saiu Marcinho e entrou Nikão.

- Gol ! 4 x 0, Pablo. Nikão foi lançado na esquerda, nas costas de Ramon, cruzou a meia altura, Pablo antecipou-se a Kanu e testou firme, sem defesa. Eis a goleada.

Aos 27’, por muito pouco o Atlético não ampliou, em contra-ataque nas costas de Ramon e Kanu, sem pernas. Aos 30’, saiu o apoiador Wellington para a entrada de Crisan, na equipe do Sul. No Vitória, o avante André Lima deu lugar ao apoiador argentino Meli (Mancini com medo de tomar mais gols?).

O Leão não mostrou qualquer poder de reação, perdido, sem coordenação coletiva. Mesmo com o placar elástico, os atleticanos estiveram mais perto do gol, com total controle da partida. Já aos 47’, Wállisson fez boa jogada individual e finalizou forte, fora, na jogada mais perigosa da equipe baiana na segunda etapa. Só.

Uma partida infame da equipe rubro-negra, pra esquecer.

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Destaques

A boa e inteligente estratégia ofensiva do time paranaense, explorando os contragolpes em alta velocidade pelas laterais. Individualmente, o eficiente Wellington, a correria e objetividade de Cirino e Marcinho pelos lados.

No Vitória, a falta de estrutura coletiva. Só Neilton tentando resolver sozinho.

E a pergunta: Mancini continua prestigiado? A equipe não está respondendo mais em campo, uma bolinha murcha, futebol pobre, sem nenhuma inspiração. E não é de hoje.

 

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Ficha técnica:

Atlético(PR) – Felipe Alves, Jonathan, Leo, Paulo André e Lodi; Wellington, Bruno, Rafael Veiga e Marcinho; Cirino e Pablo. Treinador, Tiago Nunes.

Vitória – Ronaldo, Ramon, Kanu, Ruan e Bryan; William Farias, Arouca (Erick), Yago e Lucas Fernandes (Wállisson); Neilton e André Lima (Meli). Treinador, Mancini.

No apito, Ânderson Daronco comandando arbitragem gaúcha.

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Próximo embate do Vitória, pela rodada 17ª do Brasileirão/ Série A, será domingo contra o Cruzeiro, no Barradão.

 

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Jogos da rodada:

Ceará 1 x 0 Fluminense; Vasco 1 x 4 Corínthians; Palmeiras 3 x 0 Paraná.

Cruzeiro 0 x 2 São Paulo; Flamengo 4 x 1 Sport; Internacional 3 x 0 Botafogo.

Ainda no domingo – Chapecoense x Grêmio; Santos x América (MG)

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Na segunda-feira, 20h - Bahia x Atlético (MG), em Pituaçu.

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O Flamengo lidera, com 34 pontos, seguido pelo São Paulo com 32 e Inter com 29. O Galo Mineiro, que ainda joga na rodada, contra o Bahia, é o quarto, com 26.

Na zona do miserê: Chapecoense (que ainda joga contra o Grêmio), Atlético Paranaense, Paraná Clube e o lanterna Ceará.

 

 

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