Trajetória baiana na energia eólica é destaque em Fórum Nacional

      



A trajetória de sucesso percorrida pela Bahia nos últimos 10 anos e a previsão de liderança no segmento eólico no cenário nacional foi o tema apresentado no 10º Fórum Nacional Eólico 2018. O evento terminou na sexta-feira (27), em Natal (RN). A projeção é que, até 2019, o estado aumente o número de parques eólicos instalados e se torne líder na geração desta energia renovável, ultrapassando o Rio Grande do Norte.

O parque industrial voltado para produção de equipamentos consolidou o estado como principal polo nacional na fabricação de componentes. A cadeia produtiva conta com sete grandes empreendimentos instalados: GE/Alstom, Siemens/Gamesa, Torrebras, Acciona, Torres Eólicas do Nordeste (TEN), Wobben Windpower e Tecsis. São R$ 440 bilhões em investimentos e mais de 5 mil empregos.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), presente no Fórum, serão mais de 200 parques espalhados pelo interior do estado, onde o potencial de geração pela força dos ventos é maior. “Alavancar o desenvolvimento do semiárido é um dos melhores frutos colhidos. Não temos água, não temos como fomentar a agricultura sem ela, mas temos vento, e é por isso que investimos em energia eólica. A partir daí, conseguimos interiorizar parte do desenvolvimento”, afirma Laís Maciel Lafuente, diretora da SDE.

A diretora explica que, para chegar a este patamar, o governo baiano entendeu que as empresas precisam de apoio nas esferas federais e municipais, para implantação de um projeto novo. Além disso, precisava subsidiar o setor com informações pertinentes e articular junto a outros órgãos como CDA, Inema e Iphan. O que daria celeridade aos processos de regularização fundiária, licenciamento e outorga.

Com a chegada da indústria eólica no interior surgem diversas oportunidades. Na construção dos parques são gerados empregos na construção civil, vias precisam ser abertas e facilitam o acesso às comunidades, renda é gerada com o arrendamento de terra, sem que o proprietário precise sair dela. Tudo isso, movimenta a economia, gera arrecadação de impostos, existem, ainda, compensações ambientais exigidas nas licenças, sem contar com o impacto positivo nas questões sociais, que é a mais importante de todas.