Bahia empatou com o Verdão na Fonte pela Copa do Brasil

      



Por Zedejesusbarreto
Com o uso e abuso pela primeira vez do WAR, decisivo, o Bahia empatou com o Palmeiras, em casa, no primeiro confronto das equipes pelas quartas de final da Copa do Brasil. Um fica pela estrada e outro segue na disputa do título e da boa grana para o Campeão. Uma babinha em torno de 60 milhas. É pra correr em campo. O segundo e definitivo jogo é em São Paulo, na Arena do Verdão, dia 16 de agosto. Outro jogo, tudo igual.

Um jogo movimentado, dinâmico e bom de ver, equilibrado, com chances de lado a lado, o gol não saiu, mas os 27 mil que estavam nas arquibancadas da Fonte Nova gostaram do espetáculo, aplaudiram no final.

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O Palmeiras em campo com seu tradicional padrão em camisas verdes e calções brancos; o Bahia todo de vermelho. Estranho. Um gramado horrível, queimado, marcado pelas estruturas dos shows, de longe parecendo um pasto.

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Bola rolando

Início muito corrido, empenho total dos atletas. Logo aos 2 minutos, a primeira, e já costumeira bobeada da defensiva tricolor: William ficou de cara, livre, mas Ânderson cresceu e abafou o lance, salvando o gol, ótima defesa. O Palmeiras abafou no começo, não deixava o Tricolor respirar.

Aos 14’, Dudu levantou do bico da área, pela esquerda, a dupla de zaga baiana (Tiago e Lucas) parou pedindo impedimento e Deyverson, livre e em posição legal, por um triz não abriu o placar com um golaço de meia-bicicleta. Raspou o poste.

Só aos 18’ o Bahia chegou, ameaçou com Zé Rafael batendo falta (sofrida por ele) quase na linha da área, pela esquerda; na batida, a bola quase triscou na forquilha. O Verdão atacava mais, chegava perigosamente, pegando duro no meio campo. O Bahia suportava atrás e valia-se das arrancadas de Zé Rafael e das bolas paradas, nas faltas e escanteios.

Aos 27’ o Bahia armou um ótimo contragolpe com Zé Rafael, que rolou para Gilberto, fechando da direita, livre: a bola quicou numa saliência do gramado ruim e o chute pegou muito mal, longe, desperdiçando a chance, a mais clara da equipe na primeira etapa.

 

A partir dos 25’ o Bahia equilibrou. Começou também a jogar no campo adversário, levando perigo, exigindo da defensiva e do goleiro palmeirense. Pau a pau. O Tricolor fez uma boa pressão no final, chutando seguidamente no gol, mas não furou o bloqueio, o gol não saiu.

Empate justo. Os paulistas começaram melhor, abafando, mas o Tricolor equilibrou na metade do tempo e foi mais ofensivo nos 15 minutos finais.

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Nada de mudança nos vestiários. Logo no primeiro minuto, Lucas Fonseca achou Mena na esquerda, nas costas da zaga; o cruzamento saiu certo e Gilberto testou de frente mas a bola raspou o poste. Lá e cá, muita correria em busca do gol. Aos 7 mim, saiu o rodado William com dores na coxa e entrou o garoto Artur. Mais azougue.

Aos 10’, Anderson salvou o que seria um gol contra de Gregore, tentando cortar de cabeça um escanteio. Aos 13’, em novo contragolpe bem articulado, Edigar Junio deixou Vinícius de frente, mas ele foi derrubado na linha da grande área, frontal. Outra chance de gol desperdiçada, falta batida na barreira. Logo depois, chute de Edigar Junio, na área, para defesa complicada de Wéverton. O tricolor em cima, na pressão, e o goleiro paulista trabalhando bem.

- Olhe o WAR aí !!!

Num contragolpe palmeirense, Dudu puxou toda a defesa tricolor para a esquerda e achou, entrando livre do outro lado o garoto Artur, que foi empurrado na área por Gregore, chegando na cobertura. Daronco marcou o pênalti, correto, e expulsou o atleta do Bahia, sob protestos. Decidiu usar o WAR, quatro minutos de espera e muito papo entre os árbitros, todos. O pênalti foi confirmado mas o cartão vermelho foi anulado, ficou mesmo no amarelo. Fato inédito na Copa do Brasil.

- Bruno Henrique bateu o pênalti com força, alto, carimbando o travessão. Ufa! A torcida comemorou como se fosse um tento. Aos 30 minutos.

O jogo ficou ainda mais elétrico, nervoso, tenso e intenso. O Bahia mais adiantado, pressionando, tentando tudo, chutando mais, buscando o gol. Mas também abrindo-se ao contragolpe. Arriscoso.

Enderson Moreira trocou Vinícius por Régis. Outra troca : Saiu Edigar Junio, já boiado, e entrou o serelepe Marco Antonio. O time paulista já parecia, agora, satisfeito; começou a amansar o ímpeto dos baianos, mascando o ritmo, fazendo faltas, ganhando tempo.

Aos 44’, Dayverson deu uma cotovelada no rosto de Mena e foi expulso (Daronco mais uma vez auxiliado pelo WAR). Jogo parado. Nove minutos de acréscimos. O Bahia em cima. Elber substituiu Zé Rafael já por volta dos 50 minutos. O Verdão se segurando atrás.

Nada de mais aconteceu. Bom jogo, empate justo.

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Destaques

O goleiro Anderson atuou bem, vem se firmando como titular. Leo fez falta. Muita luta de Gregore e Elton; Ze Rafael foi quem mais criou e correu.

No Palmeiras, o conjunto. Felipe Melo é uma liderança e Deyverson deu muito trabalho à zaga baiana. Dudu apagado, bem marcado.

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Ficha técnica:

Bahia – Ânderson, Bruno, Tiago, Lucas Fonseca e Mena; Élton, Gregore, Vinícius e Zé Rafael; Edigar Junio e Gilberto. Treinador, Ênderson Moreira.

Palmeiras – Wéverton, Marcos Rocha, Antonio Carlos, Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Moisés e Bruno Henrique; Dudu(Scarpa), Deyverson e William (Artur). Técnico, Paulo Turra.

No apito, o bombado gaúcho Ânderson Daronco, com direito a WAR, a tal arbitragem de vídeo, tão polêmica.

 

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Próximos compromissos

Pelo Brasileirão, Bahia e Vitória voltam a campo no domingo. O Rubro-negro recebe o Cruzeiro (MG) no Barradão. O Bahia encara o Fluminense, no Rio.

 

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Foto: EC Bahia