Rebeldes assumem autoria de atentado contra Maduro. EUA nega envolvimento

      



Um suposto grupo rebelde, Movimento Nacional Soldados de "Franelas" (camisas), assumiu o ataque contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de acordo com um comunicado lido no Youtube pela jornalista de oposição venezuelana Patricia Poleo, radicada nos Estados Unidos. O grupo afirma ser integrado por militares e civis.

Maduro afirma ter sido vítima de um ataque com drones carregados de explosivos, do qual escapou ileso. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que uma explosão é ouvida e os seguranças de Maduro, que fazia um discurso, correm para protegê-lo com um colete à prova de balas. De acordo com o governo, os drones detonaram explosivos diante da tribuna presidencial e em outros pontos da Avenida Bolívar, no centro de Caracas.

Ao contrário do presidente, que permaneceu de pé e tentou observar o que acontecia, vários militares a seu lado se abaixaram e, pouco depois, Maduro foi retirado do local. Sua esposa, Cilia Flores, e vários nomes importantes do governo também estavam no palanque.

"Minha primeira reação foi de observação, de serenidade, porque tenho plena confiança no povo e nas Forças Armadas", afirmou no palácio presidencial de Miraflores.

O procurador-geral, Tarek William Saab, ligado ao governo, informou que na segunda-feira revelará as identidades dos detidos.

"Haverá uma sanção implacável", alertou Saab, que testemunhou o incidente.

O procurador-geral afirmou que um dos drones gravava o ato. "Observei como o drone que filmava os atos explodiu", declarou ao canal CNN.

Após a explosão, a transmissão da cerimônia em rede de rádio e televisão foi interrompida. Fotografias mostram um militar ensanguentado.

Um apartamento em um edifício próximo sofreu um incêndio. Um policial que pediu anonimato afirmou à AFP que deste imóvel saíram os drones e que um explodiu. Outras versões, no entanto, relatam uma explosão acidental de um botijão de gás.

EUA negam envolvimento

O conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, John Bolton, negou neste domingo (5) qualquer vínculo do governo americano com o incidente.

"Posso afirmar categoricamente que não houve absolutamente nenhuma participação do governo americano no que aconteceu", afirmou Bolton ao canal Fox.