“PRTB vai dar palanque para Bolsonaro na Bahia”

      



A aliança nacional celebrada entre o PRTB e o PSL resolveu um problema do pré-candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, na Bahia: ele finalmente terá um palanque local. E um dos maiores entusiastas do presidenciável é justamente o pré-candidato ao Governo da Bahia, João Henrique (PRTB). Foi o ex-prefeito de Salvador que sugeriu ao PSL nacional a parceria entre o deputado federal e o agora pré-candidato à vice General Mourão (PRTB). "Há uns 60 dias lancei essa proposta para que fizéssemos essa união. Não havia sido bem avaliada naquele momento. Talvez não fosse o momento adequado. Então, nós fomos chamados no domingo, em São Paulo. Chegamos quase de noite, fizemos fotos e gravações. Coloquei que temos uma agenda em função de um programa que têm muitos pontos em comum. E o general tem muita experiência em economia. Ambos, ele e Bolsonaro, são do Exército", explica JH à Tribuna.

Segundo o pré-candidato baiano, a chapa nacional atende aos anseios da população justamente agora em que o país vive uma série crise política. "As pesquisas mostram que a insegurança pública e o desemprego são os dois maiores problemas que atingem a nossa população. Falei "gente, estamos com a faca e o queijo na mão" [...] Falei para juntar os dois belos programas de governo", analisou. No arranjo local, o PRTB encabeça a chapa e o PSL viria na vice com Alberto Pimentel, mas a presidente do diretório estadual, Dayane Pimentel, anunciou ontem a desistência do candidato. "Quando essa casadinha foi feita, ficou estabelecido que nos estados o PSL e o PRTB estariam juntos, se apoiando. Ficou decidido que, não tendo o PSL um candidato próprio para disputar a governança, o mais sensato é que se apoie o candidato do PRTB. Primeiro, porque é um candidato do Mourão. Depois, porque declarou apoio a Bolsonaro”, disse Dayane em vídeo nas redes sociais.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Mourão passou em um dos principais critérios que conselheiros de Bolsonaro recomendavam que fossem levados em consideração: um vice que desestimule o Congresso Nacional a buscar um eventual impeachment. A lógica da parceria é a de que ninguém gostaria de ver um militar assumir o poder. A mesma ideia valia para o "príncipe" Luiz Philippe de Orléans e Bragança, um dos principais defensores da volta da monarquia no Brasil.
*Da Tribuna