Aliados não creem em retaliação após ‘chapinha’

      



Depois de o PTB, PSC, PPL e Solidariedade decidirem não integrar o chapão e se unirem para formar uma chapinha na eleição proporcional, surgiram rumores de que o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), não gostou de os aliados descumprirem um acordo e teria prometido retaliar. O revide aconteceria não ajudando a eleger os deputados federais do grupo. Ontem, os correligionários do democrata soteropolitano disseram, no entanto, que não acreditam que haverá represálias por parte do chefe do Palácio Thomé de Souza.

“Não acredito em retaliação, porque o Solidariedade marcha com o prefeito desde 2016. E, naquela eleição, atendemos a um pedido do prefeito e deixamos de eleger quatro vereadores por conta de uma coligação com o PV. Então, fidelidade a gente tem ao grupo do prefeito e continuaremos a ter. Agora, a gente não pode entrar em uma coligação [no chapão] sem perspectiva de vencer. Vamos ganhar a eleição na chapinha e fazer parte do grupo do prefeito”, afirmou Luciano Araújo, presidente do Solidariedade na Bahia, em entrevista à Tribuna.

Ele revelou que a resistência à chapinha veio dos deputados do Democratas, que queriam a presença dos partidos no chapão. “Quando alguns deputados do DEM reuniram e disseram que iriam retirar o apoio a Irmão Lázaro [que é candidato ao Senado], aí nos reunimos também e o pessoal da coligação decidiu que, se os deputados do DEM tirassem o apoio a Lázaro, nós tiraríamos o apoio a Jutahy [Magalhães Júnior, que também é postulante à Câmara Alta do Congresso Nacional]. Mas quando o prefeito soube, ele disse que ninguém ia tirar o apoio de ninguém. E ficou tudo em paz”, declarou Araújo. “Essa pressão toda é porque os medalhões podem ser prejudicados”, acrescentou.

De acordo com ele, a coligação formada pelo PTB, PSC, PPL e Solidariedade pode eleger até seis deputados federais. Hoje, na aliança, já há dois parlamentares: Benito Gama (PTB) e Uldurico Júnior (PPL). Para disputar a Assembleia Legislativa da Bahia, o SD decidiu sair sozinho, já as outras siglas vão marchar unidas.

Presidente do PSC na Bahia, o deputado estadual Heber Santana também não acredita em retaliação de ACM Neto. “A gente está no mesmo grupo. Está no mesmo projeto. Está todo mundo resolvido e vamos trabalhar na campanha de José Ronaldo, Irmão Lázaro e Jutahy”, afirmou o social-cristão. Na avaliação dele, “não houve rompimento” quando PTB, PSC, PPL e Solidariedade decidiram não integrar o chapão. De acordo com o parlamentar, o entendimento do grupo aconteceu após o PPS e PHS, que também iriam ficar no chapão, resolveram criar uma chapinha com PSL e PRTB.
*Da Tribuna