Tricolor toma gude preso do Colorado na Fonte

      



Por Zedejesusbarreto 
O Bahia perdeu seu segundo jogo em casa na noite de quarta, torcedor injuriado. Foi um ‘gude preso’, aquele 1 x 0 ferrado do duro time Colorado, o Internacional de Porto Alegre. O Tricolor teve mais posse de bola, atacou bem mais, criou chances e chances de fazer gols, tentou até o fim mas não conseguiu sequer o empate. Faltaram talento e capricho nas finalizações. Os gaúchos defenderam-se bem, fecharam-se e souberam contragolpear, administraram o resultado com inteligência.

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Com o resultado, o Inter chegou aos 41 pontos, está a um ponto apenas do líder, o São Paulo, que empatou (1 x 1) com o Paraná. O Bahia caiu uma casa, está em 12º com 22 pontos (tem um jogo a menos) mas pode ainda descer mais um pouco, a depender dos outros resultados da rodada.

 

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Bola rolando

A partida começou bem equilibrada, bom duelo pelo meio campo, bola no chão, mas a primeira chance clara de gol foi do Colorado; uma bola espirrada sobrou limpa para o meia Camilo, cara a cara com o goleiro Anderson; o chute passou a um palmo da trave. Aos 8 minutos. O Inter mais incisivo.

O Tricolor respondeu aos 12’, com um cruzamento de Leo para o arremate de Edigar Júnio, antecipando-se à marcação; a bola cobriu o travessão. Aos 17’, Zé Rafael tentou da entrada da área e por muito pouco não acertou o alvo; a pelota passou a dedos do travessão. Aos 19’, Zé Rafael e Gilberto chegaram perto, assustaram no mesmo lance, mas não conseguiram finalizar.

- Gol ! 1 x 0, Inter. Patrick, de cabeça, mergulhando livre na pequena área, após cruzamento da direita de Rossi que envolveu fácil o pesadão Lucas Fonseca no fundo, pela direita, uma bola que parecia perdida. Aconteceu aos 24min, quando o Bahia parecia melhor, atacava mais.

O Tricolor foi pra cima. Aos 28’, após cruzamento de Vinícius, cobrando falta da esquerda, Gilberto cabeceou e ela passou perto do rodapé. Aos 30’, nova cabeçada de Gilberto, livre, errando o alvo. Aos 40’, Zé Rafael, de novo, pegou uma sobra na direita e tentou de canhota, Lomba encaixou, bem colocado. Aos 43’, com o Tricolor todo avançado, o Colorado armou um contragolpe perigoso, a defesa baiana aberta, mas o chute de Camilo da esquerda, guloso, foi rebatido por Ânderson.

O Bahia trocou mais passes, jogou mais no campo adversário, pressionou, chutou bem mais, mas o Colorado foi cirúrgico, eficiente na primeira etapa; na bobeira da zaga, fez o gol. Depois, os gaúchos se fecharam por inteiro, marcando duro, uma equipe atleticamente bem dotada, apostando no contragolpe, no vacilo do adversário.

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Desde os primeiros movimentos após o intervalo, ficou clara a estratégia do Colorado; todo atrás da linha da bola, fechando todos os espaços e disparando em alta velocidade com a posse de bola, tudo bem treinado, estudado. E mais, buscou eficiência nas bolas paradas, alçadas na área tricolor, usando a boa estatura dos seus atletas. Ao Bahia restava atacar e atacar... como exigia o torcedor. Muita posse de bola, troca de passes, mas pouca eficiência na finalização, inclusive desperdiçando cobranças de falta próximas da área gaúcha.

Aos 13’, saiu Edigar Junio e entrou Regis. Aos 16’, Leo tabelou com Ze Rafael e chutou forte, enviesado, para Lomba rebater. Os gaúchos mascando, quebrando o ritmo, fazendo seguidas faltas táticas, ganhando tempo e preparando o bote. Aos 21’, Regis tabelou com Leo e cruzou na medida; Gilberto testou livre, de frente, para fora. Chance clara perdida. O Tricolor encurralava mas não chegava ao gol.

Ênderson Moreira ousou mais: colocou o veloz avante Marco Antônio no lugar do meia Vinícius, aos 27 minutos. Aos 36’, Ze Rafael rompeu a zaga e a bola espirrou para Leo, que chutou mal. Cleiton, atacante, estreando no Bahia, no lugar do lateral Bruno. Tudo ou nada, ataque contra defesa, o tempo passando, e nada aconteceu.

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Destaques

No Bahia, a luta, a vontade de todos. A equipe atacou muito mas foi infeliz, ou incompetente. Zé Rafael foi o melhor. Lucas Fonseca falhou no gol, Gilberto abusou de perder chances.

No Inter, a organização tática, a marcação, a postura defensiva. Cinco triunfos seguidos (três fora de casa) sem tomar gols. Não é à toa que está na cola da liderança.

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Ficha Técnica

Bahia – Ânderson, Bruno (Cleiton), Tiago, Lucas Fonseca e Leo; Gregore, Élton, Vinícius (Marco Antonio) e Zé Rafael; Edigar Junio (Régis) e Gilberto. Técnico, Ênderson Moreira.

Internacional - Lomba, Dudu(Zeca), Moledo, Cuesta e Iago; Dourado, Edenilson, Patrick e Camilo; Rossi (Alano) e Pottker. Técnico, Odair Helmman.

No apito, Rodrigo d’Alonso (Santa Catarina)

 

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Tabela estafante

Pior ! Na sequência do Brasileirão, o Tricolor fará três jogos seguidos fora de casa: encara o Santos no sábado, sobe a Fortaleza para fazer o jogo atrasado (da 15ª rodada) contra o Ceará e desce a Curitiba para enfrentar o Atlético Paranaense. Cruel. Jogos difíceis e viagens longas, desgastantes. Só volta a jogar na Fonte Nova no dia 5 de setembro, contra o Sport do Recife.

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- O Vitória joga nesta quinta, às 19h30, no Maracanã, contra o Flamengo. Duelo rubro-negro, pedreira.

*Foto do EC Bahia