Boate de Salvador é acusada de destratar artistas negros que faziam show no local

      



Os cantores Hiran e Vandal foram os responsáveis por comandar os shows da primeira edição da festa Nossa Rima, na quinta (6), na boate Amsterdam, localizada no Rio Vermelho. No dia seguinte ao evento, surgiram acusações tanto de Hiran, quanto da produtora dele, na internet.

 

A primeira reclamação surgiu da produtora, Tatiana Lírio, por meio de nota em rede social: Venho aqui em repúdio a casa @amsterdamrv em Salvador relatar o ocorrido ontem com os artistas @vandaldeverdade e @realhiran, que foram tratados como criminosos pelos seguranças e donos da casa. De revistas truculentas, a maus tratos e ainda serem impedidos de entrar no camarim, além de outras inconveniências que só provam o quanto a casa e os seus donos são racistas ou, no mínimo, desatenciosas com aqueles que levam público ao local. Além disso, o pagamento não foi feito no dia acordado mesmo com a casa lotada pra ver os shows de ambos. Providências estão sendo tomadas.

 

Hiran, nas redes sociais, demonstrou indignação ao relatar o caso. “Fui maltratado e desrespeitado por seguranças. Um deles gritou na cara de produtoras e dos artistas que eu levei para cantar, a gente foi proibido de entrar no nosso camarim depois do show. Muita gente viu, ninguém fez nada. Eu odeio ver gente daqui [Bahia] destratando gente daqui, preto destratando preto", desabafou o cantor.

 

Em entrevista ao Metro1, Vandal, o outro artista que se apresentou no evento, contou que a Amsterdam já tem um histórico com casos do tipo. “Várias pessoas já sofreram com a segurança feita pelos policiais. Eles tratam artistas negros emergentes diferente. Para mim, enquanto negro, desde a passagem de som, até a volta para casa, é um desafio. O segurança quando vê estética da periferia, não segue o procedimento normal de tratamento”.

 

Em comentário nas redes sociais, a Amsterdam lamentou o ocorrido, pediu desculpas e informou que a situação já está sendo apurada.
*Do Metro1