João Henrique diz que sofre “perseguição” na Bahia

      



O candidato ao governo da Bahia, João Henrique (PRTB), disse, ontem, que sofre uma “perseguição” no estado, ao ser perguntado sobre as pesquisas eleitorais que o apontam como o postulante com maior índice de rejeição. Segundo o último levantamento do Ibope, 29% do eleitorado baiano disseram que não votariam nele. João Henrique negou que as duas gestões na prefeitura de Salvador sejam rejeitadas pela população. Segundo ele, foi criado na cidade um “mito” e “mentiras” contra ele e a administração. O candidato afirmou que o funcionalismo público se sentiu “valorizado” no seu governo. “Eu acho que tanto meu pai [João Durval Carneiro] quanto eu, por nós não pertencermos a grupos políticos tradicionais do estado da Bahia, a gente tem sempre essa perseguição. A gente tem sempre que sair como terceira via, a gente tem sempre que sair de terceiro, quarto ou quinto lugar, e lutar contra tudo e todos”, afirmou, em entrevista ao Bahia Meio Dia, da TV Bahia.

O aspirante ao Palácio de Ondina disse que é candidato por “missão”. “Eu acho, não, eu tenho certeza que é uma missão que nós temos. Quando viemos aqui para este planeta nós temos missões, e eu acho que esta é uma das minhas missões. Fui prefeito de Salvador duas vezes, graças a Deus, saindo do último lugar nas pesquisas e chegando sempre em primeiro lugar. Eu acho que desta vez vai ser parecido também”, ressaltou.

João Henrique se esquivou quando indagado se cumpriu a decisão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) de devolver aos cofres públicos R$ 568 mil. “Isso tudo já foi respondido, e eu gostaria que quem está em casa nos ouvindo pudesse ouvir as minhas propostas para governar a Bahia. Porque tudo isto aí já foi devidamente respondido, senão eu não estaria aqui no ‘BATV’, como candidato a governador da Bahia. Me desculpe, mas eu preferia olhar para frente e falar do que eu tenho a oferecer para os 15 milhões de baianos”, pontuou.

O candidato do PRTB atribuiu a um “erro de interpretação” a decisão do TCM de rejeitar as contas dele por não aplicar o mínimo exigido pela Constituição dos 25% na educação. “Eu apliquei muito mais. Foi problema de interpretação. Por exemplo, aqueles funcionários terceirizados não queriam entender como funcionários da educação só porque não eram concursados, eram terceirizados. Os aposentados também, eles não entendiam que deveriam entrar no cálculo. E, no entanto, no governo que antecedeu à minha gestão, o meu governo, eles entendiam no Tribunal de Contas que pagamento a aposentados fazia parte dos 25%. Então, veja quanta injustiça, quanta coisa que fizeram contra mim”, se defendeu.
*Da Tribuna