Rui Costa prega união do Brasil ‘em torno da família’

      



O governador Rui Costa (PT), o senador eleito Jaques Wagner (PT) e o presidente estadual do PT na Bahia Everaldo Anunciação passaram o dia de ontem reunidos em São Paulo para definir quais serão os rumos da campanha de Fernando Haddad (PT) daqui para a frente. O presidenciável disputa o segundo turno com Jair Bolsonaro (PSL). "Queremos um Brasil sem ódio e sem preconceitos. Um Brasil unido em torno da família e da geração de empregos", disse Rui, reeleito com o maior percentual da história da Bahia, após reunião Haddad. "A vitória de Haddad não é do PT. É a vitória de todas as regiões, dos pais e mães de família que desejam um Brasil que respeito o pensamento contrário e valorize a democracia", afirmou no encontro.

Também participaram da reunião os governadores Camilo Santana (CE), Wellington Dias (PI), Flávio Dino (MA) e Fernando Pimentel (MG). "Estamos fortalecendo a coligação da união pelo Brasil", garantiu Rui Costa. Coordenador da campanha de Fernando Haddad (PT), o senador eleito Jaques Wagner (PT) quer que o presidenciável suba o tom das propostas sobre segurança pública.

"Acho que o segundo turno é uma nova eleição. Agora é preciso buscar uma reestruturação. O PT e a campanha do Haddad vão ter que trabalhar por conteúdos, porque pouco se discutiu propostas concretas no primeiro turno", afirmou Everaldo Anunciação à Tribuna. "Houve já no primeiro turno uma migração de votos. Há uma manifestação natural da maioria do povo brasileiro que não concorda com a concepção de Bolsonaro. A nossa meta agora é pegar parte dos votos dos outros candidatos, dos indecisos e dos que se abstiveram". De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, na primeira reunião com a direção do PT após a passagem de Haddad para o segundo turno, Wagner disse que o candidato precisa fazer uma defesa mais enfática da repressão ao crime e do endurecimento da legislação penal, sobretudo em casos de homicídio.

Ainda segundo a publicação, o ex-governador da Bahia assumiu a coordenação da campanha com a função de atrair partidos de esquerda e centro para formar uma frente ampla de apoio a Haddad e tentar virar os votos lulistas que migraram para Bolsonaro na região Nordeste.
*Da TB