"Bolsonaro é inteligente, mas é uma inteligência do mal", diz Wagner

      



O ex-governador da Bahia e senador eleito Jaques Wagner (PT) afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole, que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) é uma "ameaça" ao país e que pode "dividir o Brasil".

"Não tem ideia. Não tem propostas. Ele está querendo dividir o Brasil. Daqui a pouco separa branco de negros, católicos de evangélicos. É realmente uma ameaça. Espero que Deus ilumine as cabeças dos baianos e dos brasileiros. [Faremos uma campanha] sem xingamento, tentando mostrar as pessoas que a frustração, a raiva que pode ter do político A, B e C não podem desembocar para uma opção pior ainda. Nós estamos no século 21 e não dá para responder tudo na bala e na porrada. [...] Ele é inteligente, mas é uma inteligência do mal", ressaltou.

O ex-governador criticou a campanha de Bolsonaro por divulgar informações falsas e disse que o pleito "virou eleição Pinóquio", em referência à personagem que mente.

Para Wagner, o PT já foi punido, inclusive, com a prisão de lideranças da sigla. "Se admite os erros, você ganha o respeito da população. É óbvio que o PT teve erros. O erro principal foi não ter feito a reforma política para acabar com a coligação e o financiamento privado. Coisas que tinham de ruim na política e levam todo mundo para o mesmo ralo", pontuou.

O senador eleito defendeu que Fernando Haddad (PT) mostre sua "cara" e o que "fez de bom" no segundo turno das eleições. Para ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já contribuiu com a candidatura petista ao transferir parte dos 29% votos obtidos no primeiro turno. "É um cara nova. É uma cara de político moderno. [...] Agora é a hora do Haddad presidente", ressaltou.

O ex-governador relatou, ainda, que vai visitar amanhã (11) o ex-presidente Lula, que o chamou para conversar na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
*Do Metro1