CAVALGADA AO LUAR

      



Por Henrique Ribeiro
 
I
 
Era noite de lua cheia
 
No alto sertão de Tucano
 
A luz da lua era tão nítida
 
Que podia servir ao ar
 
Livre  a mais gostosa ceia
 
Foi  a noite mais bela do ano
 
 
 
II
 
Saímos da bela Fazenda Uriz
 
Em plena noite de luar
 
Tranquilamente a cavalgar
 
Numa aventura espetacular
 
 
 
III
 
Não  bastasse a claridade
 
Belíssima da luz da lua
 
A cavalgada foi tranquila
 
Recheada de boa amizade
 
IV
 
O Arnaldo, no cavalo
 
Foguete montou
 
O Poeta no cavalo xodó
 
Por lá desfilou
 
V
 
A noite de lua cheia
 
E cheia de estrelas
 
Foi tão iluminada que
 
Dava para procurar
 
Agulha no paiol
 
Superou a luz do sol
 
 
 
VI
 
A sela de xodó folgou
 
O poeta equilibrar tentou
 
Não conseguiu, lentamente
 
Deslizou e na areia aterrissou
 
Mas quase não se machucou
 
 
 
VII
 
O Cavalo foi selado
 
Pelo meu amigo Vasco
 
Que provavelmente
 
Não gostou do uniforme
 
Do Botafogo, por mim,
 
Naquela noite, utilizado
 
VIII
 
No caminho encontramos
 
Vários bons cavaleiros
 
Que logo foi formando
 
Um belo cortejo campeiro
 
 
 
IX
 
O Geraldo nosso amigo
 
Já tinha tomado “todas”
 
Antes de nós tomarmos
 
“Todas” e algo mais
 
Mas não fugiu da raia
 
Encarou mais esta batalha
 
X
 
Chegamos ao Bar do Domingos
 
Já estava parcialmente fechado
 
Mas nos serviu, bem obrigado
 
Degustamos cerveja  e salgados
 
Preparamos a nossa bela volta
 
De homens e cavalos animados
 
XI
 
Na volta  não podia ser melhor
 
O poeta entrosou com  o xodó
 
Paramos no Bar do Reinaldo
 
Assistimos o Brasil jogar contra
 
Argentina e dá  um show maior
 
IX
 
Nós fomos recebidos
 
Com galinha caipira e
 
Cerveja estupidamente
 
Gelada por um garçom
 
Educamente, servidos
 
X
 
A volta para fazenda Uriz
 
Foi regada a Black Label
 
Do cantil do seu Arnaldo
 
Com Geraldo apelidando
 
O poeta de Padre Bento
 
Da novela  global Paraíso
 
Pelo seu cavalgar, o cavalo
 
Xodó, que era o mais lento
 
XI
 
Toda boa cavalgada
 
Tem seu belo preço
 
Está não foi diferente
 
As nádegas do Arnaldo
 
Ficaram assadas
 
O poeta ficou com as
 
Hemorroidas  e as
 
Coxas  machucadas
 
XII
 
A cavalgada ao luar
 
Foi um belo sonho
 
Que virou realidade
 
A lua foi a parceira
 
Deslumbrante  com
 
Sua onírica claridade