Mais uma testemunha do caso Odebrecht morre na Colômbia

      



Corpo de Rafael Merchán, ex-secretário de Transparência do governo Juan Manuel Santos, foi encontrado em casa. É a segunda testemunha da investigação contra empreiteira brasileira que aparece morta no país.Rafael Merchán, ex-secretário de Transparência da presidência da Colômbia e uma das testemunhas do caso Odebrecht no país, foi encontrado morto na quinta-feira (27/12) em Bogotá,

O episódio ocorre menos de dois meses depois da morte de Jorge Enrique Pizano, outro importante colaborador da Justiça nas investigações do escândalo. Três dias depois de Pizano, foi a vez de seu filho, Alejandro Pizano, morrer, vítima de envenenamento.

"Tristeza infinita pela morte de um grande amigo, extraordinário ser humano, Rafael Merchán. Vai fazer muita falta. Que dor. Que descanse em paz", escreveu no Twitter o ex-senador Carlos Fernando Galán, que era muito próximo ao ex-secretário de Transparência.

Segundo o jornal El Tiempo, o corpo de Merchán, que tinha 43 anos, foi encontrado em circunstâncias suspeitas dentro da casa que ele vivia em Bogotá. O ex-secretário havia sido chamado como testemunha em favor no processo penal contra Luis Fernando Andrade, ex-presidente da Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), dentro do caso Odebrecht.

Andrade é acusado de ter cometido os crimes de interesse indevido na celebração de contratos, de ocultação, adulteração ou destruição de elementos materiais probatórios e de falso testemunho.

Os promotores investigam o aditivo do contrato de concessão da Rota do Sol II, assinado por Andrade como presidente da ANI. A Odebrecht liderava o consórcio responsável pelas obras.

Já Jorge Enrique Pizano morreu em novembro após supostamente sofrer um infarto. Três dias depois, um de seus filhos, o arquiteto Alejandro Pizano Ponce de León, morreu envenenado após beber uma garrafa de água que estava na escrivaninha do quarto de seu pai. Após a morte do filho, o legista que analisou o corpo de Jorge Enrique se demitiu em meio às dúvidas sobre seu trabalho.

Pizano trabalhava como auditor e representava o Grupo Aval no contrato de concessão da Rota do Sol. Segundo o Ministério Público da Colômbia, a Odebrecht pagou 84 milhões de pesos (28,35 milhões de reais) em propinas para vencer a licitação.

O diretor do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses da Colômbia, Carlos Valdés, renunciou ao cargo em meio ao uso polêmico de provas sobre a morte de Pizano. Outras informações dizem que a família revelou que Rafael Marchán cometeu suicídio em casa.