Dá para Salvador ganhar grana no Natal e outras datas

      



Por Jolivaldo Freitas
São grandes as possibilidades da nossa capital ir em busca do tempo perdido e passar a faturar uma boa grana: dinheiro para o município, para o trade turístico, bares e restaurantes, empregos, capilé para a baiana que vende acarajé e o moço que vende algodão doce, como já acontece hoje com o réveillon na “Festa da Virada”.

O Papai Noel está só aguardando chegar o próximo Natal para nos mandar muito larjan, bufunfa, Money. Basta que a experiência que foi feita com sucesso este ano no Campo Grande pela prefeitura, ganhe maior dimensão e visão econômica. Um exemplo é Gramado, na Serra Gaúcha que vai faturar este ano mais de R$ 30 milhões. Só a prefeitura vai ficar com uns R$ 7 milhões para os cofres públicos. A cidade toda agradecendo a Jesus e a Papai Noel. Os turistas felizes e gastando.

Somos o lugar certo para o Natal acontecer, pois temos na nossa história e no destino o nome de quem representa a essência natalina. Somos a Cidade do Salvador. Temos direitos à alma dos festejos em relação ao resto do Brasil. Bom ver o Campo Grande fervilhando de gente. Imagine se tivermos em 2019 um projeto natalino de verdade. Salvador tem tudo pronto para se tornar um dos grandes destinos turísticos para os festejos: possui ampla rede de hotéis. É dona de um vasto acervo religioso e cultural. Tudo se concentra numa área que é o Centro Histórico. Podemos ganhar grana também com a Semana Santa. Temos o maior e mais rico acervo religioso.

Cidades como Nápoles atraem milhões de pessoas todos os anos que vão apreciar os lindos presépios. Aqui temos presépio. Muitos vão a Londres e a Paris pagando caro para ver as luzes acesas de Oxford Street ou o Champs-Élyisèess. Se Gramado que é tão pequena “explora” o Natal de forma econômica, sem pudor, claro que Salvador pode fazer melhor. Seria simples realizar o “Desfile de Natal” que os gaúchos fazem nos 500 metros da rua Borges de Medeiros. Faríamos a volta no Campo Grande que vai dar a mesma distância. Iluminava-se todas as árvores do Campo Grande, Canela, Forte de São Pedro. Queima de fogos. Corais. Orquestra. Bonitas casas de Papai Noel. Cenografia. Música. Permitia-se a venda de produtos natalinos (sob temática regional) em lojinhas bem transadas (barracas) ao longo do Campo Grande, Forte de São Pedro, Banco dos Ingleses. Monta-se estrutura de arquibancada. Dá desconto no IPTU para casas que decorassem a fachada. Que tal uma neve (mesmo de sabão) caindo sobre as crianças? Muita luz. Muito som. Retretas. Charangas. Escolas envolvidas. A Igreja Católica dando uma mãozinha. Corais. Clássicos. Jazz. Tenores. Lojas abertas.

E o mesmo podia ser feito paralelamente na Barra (que seria mais um point) e no terreiro (outro point) e estaria criado o Circuito de Natal de Salvador. Da Barra ao terreiro, passando pelo Campo Grande, Praça da Piedade, Relógio de São Pedro, Castro Alves, Rua Chile. Praça Municipal. Sé e Terreiro de Jesus. Buscar patrocínio. Criar um departamento de marketing no município só para viabilizar a agenda de Natal, réveillon, Carnaval, Semana Santa. Trazer grana. Fazer bonito.

Grande sacada seria também fazer espetáculos (uma ópera? Uma encenação de presépio vivo? Um show musical com artistas baianos cantando temas natalinos com fogos, iluminação, projeções e mais) usando as águas mansas do Dique do Tororó. Envolver as igrejas.

O Natal no Campo Grande é sucesso. Mais de 12 mil pessoas por dia apareceram para ver as luzes, o jogo de som e luz que embora ainda incipiente agradou. Excelente passo inicial. Vamos lá que Jesus ajuda na causa e afasta os grinchs.