Vendedor acusa Damares de agressão e vai à PGR contra ministra

      



O vendedor Thiego Amorim, que protagonizou uma confusão com a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, entrou com uma representação contra ela na Procuradoria Geral da República (PGR) nesta segunda-feira (7).

O caso aconteceu numa loja de um shopping em Brasília na semana passada. Thiego, de 34 anos, questionou por que Damares estava vestindo uma camisa azul. A ministra se envolveu em uma polêmica depois que um vídeo dela afirmando que o Brasil está em “nova era” em que “menino veste azul e menina veste rosa” viralizou.

Segundo o advogado do rapaz, Suenilson Sá, imagens das câmeras de segurança do estabelecimento podem comprovar que a ministra segurou seu cliente pelo pescoço, enquanto lhe dirigia a palavra em tom de ameaça, causando-lhe constrangimento.

De acordo com o vendedor, a assessora que acompanhava Damares teria dado um tapa na sua mão, enquanto ele pegava o celular para gravar.

“Na filmagem só aparece uma parte do que aconteceu, não mostra a evolução dos fatos. Antes ele disse que a loja estava toda em promoção, ela chegou a experimentar uma roupa e foi no final que ele fez a pergunta sobre a cor. Ele começou a gravar porque se sentiu ameaçado. Não teria tido a atitude de filmar se ela não tivesse feito nada. O gesto de segurar em seu pescoço configura ameaça. Ainda que só tenha conseguido gravar uma parte, que não dá sustenção do principal, o caso tem como ser comprovado pelas imagens das câmeras do circuito interno da loja”, afirmou o advogado ao jornal O Globo.

O defensor também registrou ocorrência na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, por causa de uma série de ameaças que Thiago vem recebendo nas redes sociais, muitas contendo injúrias raciais.

O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos foi procurado pelo jornal, mas não respondeu. No dia da discussão, o rapaz relatou que a ministra se disse “constrangida” por ele.