Aliado de Neto acusa Prefeitura de falta de "sensibilidade" ao embargar micareta aquática com DJ Maroca

      



O vereador Felipe Lucas (MDB), integrante da base do prefeito ACM Neto (DEM), fez duras críticas contra a decisão da Prefeitura de Salvador de embagar mais uma edição da "micareta aquática" no Porto da Barra. Após agendar mais uma apresentação no mar, na tarde da última segunda-feira (7), o DJ Maroca teve o equipamento apreendido pela Secretaria Municipal da Ordem Pública (Semop).


O vereador, que também é músico, argumenta que a decisão foi uma atitude "pouco sensível" do órgão, diante da criatividade típica do baiano. "Não podemos esquecer que são essas expressões natutais e autênticas que contribuem para construir a identidade da cidade, essa simbologia que faz Salvador encantar o mundo", argumenta Felipe.

O edil ainda ressalta que Salvador detém o título de Cidade da Música, concedido pela Unesco. "Isso faz com que a gente reflita ainda mais antes de coibir atividades culturais. Se a questão é segurança, vamos organizar o aparato e deixar que as pessoas se divirtam", defendeu.

Felipe Lucas também levanta a dúvida se é da Prefeitura a premissa da fiscalização no mar. "É preciso avaliar também de quem é a responsabilidade dessa fiscalização, por se tratar de uma área de Marinha. Acredito que o município precisará pensar uma solução mais harmônica", finaliza.

Em nota, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) informou que enviou uma equipe de funcionários ao local para apreender o som porque o DJ “insiste em realizar a atividade sem autorização de uso de som e também por configurar poluição sonora”.

Pouco antes de ter o material apreendido, Maroca, por sua vez, rebateu os argumentos da Prefeitura. "Estava lá fazendo meu som no caiaque, porque não posso colocar meu som aqui? Tem lancha, tem tudo lá. O pessoal tudo alegre, a gente deu uma voltinha lá e vi o pessoal da Semop".
*Do BNews