ASDERBA/SINDICATO EMITE MOÇÃO DE PESAR PELA TRAGÉDIA DE BRUMADINHO

         



Ao final de sua Assembleia Geral Ordinária, a Associação Sindical dos Servidores da SIT e Extinto Derba (Asderba/Sindicato) aprovou, na tarde desta quinta-feira (dia 31), uma Moção de Pesar pela tragédia de Brumadinho (MG). A nota diz que “mais uma vez, a irresponsabilidade, a imprevidência e ganância desmedida se associam para ceifar a vida e o futuro de dezenas de brasileiros, com a repetição, três anos depois, em escala avassaladora, da tragédia de Mariana, desta vez em Brumadinho, também em Minas Gerais”.

 

Afirma que se os culpados pela mesma primeira tragédia tivessem sido punidos, com rigor e de maneira exemplar, a segunda não teria ocorrido. E declara ainda que “é necessário também responsabilizar o poder público, omisso na fiscalização das condições das barragens; célere e dócil na concessão de licenças de exploração das minas”.


Leiam a nota na íntegra:


MOÇÃO DE PESAR PELA TRAGÉDIA DE BRUMADINHO (MG)

Mais uma vez, a irresponsabilidade, a imprevidência e ganância desmedida se associam para ceifar a vida e o futuro de dezenas de brasileiros, com a repetição, três anos depois, em escala avassaladora, da tragédia de Mariana, desta vez em Brumadinho, também em Minas Gerais. Se os culpados pelo primeiro crime – pois não pudemos chamar de desastre e muito menos de acidente uma tragédia anunciada – tivessem sido punidos de maneira rigorosa e exemplar, certamente este novo rompimento de uma barragem da mineradora Vale não teria acontecido, a mesma Companhia Vale do Rio Doce que, no governo Fernando Henrique Cardoso, foi privatizada a preço de banana, ou (como alguém já disse) de um forno siderúrgico estrangeiro.


Não apenas chorar os mortos, lamentar as perdas materiais e os danos irreversíveis ao meio ambiente, nem sequer indenizar as famílias das vítimas. Afinal, quanto vale uma vida? Isto, nem a famigerada Vale principal e não a única responsável pelas duas tragédias, poderá responder. É preciso punir, inclusive com cadeia, os empresários que visam apenas o lucro, com a exportação de minérios, deixando para trás um rastro de lama, sangue, dor e destruição.


É necessário também responsabilizar o poder público, omisso na fiscalização das condições das barragens; célere e dócil na concessão de licenças de exploração das minas. Somente assim, o Brasil ficará blindado contra tragédias típicas do terceiro mundo, impulsionadas pelo lucro fácil, o desleixo com as medidas preventivas e de segurança, a falta de zelo com o meio ambiente, a omissão mais mesquinha e o completo desprezo à dignidade do homem e do trabalho.