Derrota de Caetano e queda de Luiza Maia simbolizam enfraquecimento do PT de Camaçari

         



A recente derrota do ex-deputado Luiz Caetano e a queda da ex-secretária estadual Luiza Maia apontam para o enfraquecimento do PT de Camaçari. Considerados os principais nomes do partido no município, ambos iniciaram 2019 enfraquecidos após as eleições do ano passado.

Condenado em segunda instância por improbidade administrativa, Caetano teve o registro de candidatura barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, com isso, não voltou ao Congresso. Ele chegou a recorrer ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que não atendeu ao pedido do ex-prefeito de Camaçari para tomar posse na Câmara.

Luiza Maia, por sua vez, perdeu o cargo de secretária estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), posto que será ocupado agora pelo vice-governador João Leão (PP). A saída de Luiza da SDE evidencia o descrédito do grupo político de Caetano dentro do próprio grupo do governador Rui Costa (PT).

Caetano até foi cogitado a assumir um cargo no governo, mas a Constituição da Bahia proíbe expressamente a nomeação de casos como o do petista, condenado em segunda instância e com contas rejeitadas. Já existe, inclusive, jurisprudência do caso. Em 2015, a Justiça estadual suspendeu a nomeação do atual prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira (PDT), como diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Agora, tanto Caetano quanto Luiza Maia ficam sem cargos públicos e veem sua base enfraquecer em Camaçari. O próprio resultado das eleições corrobora para isso. Entre os candidatos a deputado estadual, o vice-prefeito José Tude (DEM) foi, disparado, o mais votado.

Já Raimundinho da JR (PDT), que fez dobradinha com Caetano, foi apenas o sexto mais votado na cidade, com pouco mais de 4 mil votos. O apoio de Caetano a Raimundinho, inclusive, provocou uma rixa interna entre petistas no município, que condenaram a dobradinha.

O ex-deputado Bira Coroa (PT), também integrante do grupo de Caetano, não conseguiu a reeleição e ficou apenas na terceira suplência da coligação dos aliados do governador. Outro petista, o vereador Jackson, também se candidatou a deputado estadual e foi derrotado.

A situação, contudo, é ainda pior. A decisão do TSE contra Caetano não apenas barrou o petista das eleições do ano passado quanto confirmou a inelegibilidade do ex-deputado por 13 anos. Ou seja, o ex-prefeito não pode retornar às urnas antes de 2031.