“Não basta prender quem executou, tem de descobrir o mandante”, diz Valmir sobre caso Marielle

      



A prisão de dois envolvidos nos assassinatos da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (Psol), e do motorista Anderson Gomes, nesta terça-feira (12), gerou mais um desconforto para o governo federal do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Isso pelo fato de um dos suspeitos morar no mesmo condomínio que o atual presidente da República e por um dos seus filhos ter namorado com a filha do PM aposentado Ronnie Lessa – um dos presos na operação desta terça. O outro detido foi o ex-PM Élcio Queiroz. Para o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), o caso chega cada vez mais próximo do Palácio do Planalto e “isso é muito preocupante” e que “as ‘coincidências’ servem como ‘convicções’”. Assunção cobra que a polícia responda quem foi o mandante do crime.

 

“As investigações apontam que os presos são milicianos. No entanto, não basta prender quem executou o crime, tem de descobrir o mandante. Essa é a pergunta principal e ainda não foi respondida pela polícia. Todos nós queremos saber: quem mandou matar Marielle. Essa resposta é a que queremos. A morte de Marielle atingiu todos e todas que lutam contra o machismo, contra o racismo, contra o ódio. Aqui nos somamos ao cuidado de sua memória. À Marielle Franco, verdadeira heroína de nosso Brasil. País nosso, como bem disse a Mangueira, precisa ouvir as ‘Marias, Mahim, Marielles, Malês’”, relata o parlamentar petista.

 

Valmir diz ainda que o presidente da República nunca manifestou sequer pesar pela morte da vereadora, “um verdadeiro atentado à democracia” para ele. Marielle Franco foi vereadora do Rio, ativista dos direitos humanos, negra, feminista, oriunda da Maré e com futuro político. Socióloga com mestrado em Administração Pública, foi eleita vereadora pelo Psol, com 46.502 votos. “Homenageamos Marielle ao reconhecer que sua luta nos motiva a ter firmeza aos valores humanistas. A potência dela tornou-se semente. Aqui, saudamos e nos solidarizamos com os colegas e as colegas do Psol, com cada mulher negra que se sentiu atingida por este crime. Com cada um de nós somando às lutas de Marielle, que são as lutas dos movimentos populares”.