Bahia decide estadual homenageando povos indígenas; "Flecha Fulni-ô" ou Garrincha é inspiração

      



Neto de indígenas do povo Xucuru, no agreste pernambucano, o atacante Rogério entra em campo, neste domingo (19) pelo Esporte Clube Bahia. O Bahia decide o estadual com o Bahia de Feira de Santana.

No dia em que o tricolor tenta conquistar o 48º título do Campeonato Baiano, Rogério e seus companheiros de equipe vão levar nos uniformes uma homenagem aos povos originários do Brasil. As camisas dos atletas Esquadrão de Aço terão os nomes dos de guerreiros e guerreiras indígenas do passado e do presente.

Entre os homenageados, o cacique Xavante Mário Juruna, primeiro deputado federal indígena do país e a índia Bahetá, do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe, última sobrevivente do último bando indígena contatado ainda em liberdade nas matas do sul da Bahia, na década de 1930.

Outro homenageado é reverenciado pelo seu povo como “A Flecha Fulni-ô”. Estamos falando de Mané Garrincha. O craque era de uma família de indígenas Fulni-ô migrados de Pernambuco para a Baixada Fluminense, onde nasceu.

Entre as atividades programadas para o Abril Indígena, o clube lançou a campanha "Não tem jogo sem demarcação!". Em um vídeo divulgado nas redes sociais, 12 pataxós reivindicam a demarcação de terras indígenas.

O Núcleo de Ações Afirmativas do Esporte Clube Bahia, já realizou outras atividades que dão exemplo para fora dos gramados. Em novembro, mês da Consciência Negra lembrou personalidades negras da História do Brasil.
*Foto: EC Bahia