Bloqueio de orçamento da Ufba aumenta

         



O bloqueio de orçamento da Universidade Federal da Bahia (Ufba) feito pelo Ministério da Educação (MEC) aumentou. O possível corte, que só será um corte oficial se nenhuma mudança ocorrer com o bloqueio até o fim do ano, passou de R$ 37,342 milhões para mais de R$ 55,906 milhões.

O novo bloqueio, que foi de aproximadamente 30% para 40% na rubrica de funcionamento da Universidade, aconteceu na sexta-feira (3). No mesmo dia, outras instituições federais, como o Instituto Federal da Bahia (Ifba), notaram bloqueio de cerca de 30% no orçamento de custeio.

A Ufba foi uma das primeiras instituições federais a receber o bloqueio de 30%, junto com a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). A justificativa, de acordo com o ministro Abraham Weintraub, é que as universidades teriam baixo desempenho acadêmico e promoviam "balbúrdia". Após críticas, o MEC anunciou que o bloqueio de 30% se estendia a todas as universidades e institutos federais.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse, nesta terça-feira (7), em uma audiência na Comissão de Educação no Senado, que não haverá corte no orçamento das universidades e instituições de ensino federais, mas sim um contingenciamento.

Ele destacou, ainda, que o recurso poderá voltar a ser liberado se a reforma da Previdência for aprovada e se a economia do país melhorar no segundo semestre.

Ao portal G1, o reitor da Ufba informou que viajará à Brasilia para participar de reunião da Comissão de Orçamentos da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil, onde tentará reverter o corte no orçamento da universidade.

A Ufba anunciou o primeiro bloqueio de R$ 37,3 milhões no dia 30 de abril. Com o corte adicional, a situação na instituição deve ficar ainda mais delicada. A instituição prevê impactos significativos no funcionamento da universidade até o final de 2019, caso a situação não seja revertida.

Atualmente, a Ufba tem 40 mil alunos, divididos entre os três campi da instituição, em Salvador, Camaçari, na região metropolitana, e Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. A universidade oferece 105 cursos de graduação e 136 de pós-graduação (54 doutorados e 82 mestrados).

A instituição é a 1ª do Nordeste, a 10ª brasileira e a 30ª da América Latina no ranking Times Higher Education (THE), da revista inglesa Times, que avalia 1.250 universidades de 36 países. Apenas 15 brasileiras estão entre as mil melhores do mundo, e 36 entre as 1.100.
*Da Tribuna