Lula, Palocci e Paulo Bernardo viram réus em caso envolvendo propina da Odebrecht

         



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se réu mais uma vez, ontem, quinta-feira (6), juntamente com os ex-ministros Antonio Palocci e Paulo Bernardo, em um caso que envolveria o pagamento de propina pela Odebrecht em 2010.

A propina, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal aceita pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, foi de 40 milhões de dólares (R$ 64 milhões) e foi paga em troca de ampliação do limite da linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para exportação de bens e serviços do Brasil para Angola. A ampliação beneficiaria a Odebrecht.

Lula, Palocci e Bernardo responderão pelo crime de corrupção passiva. O ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht também tornou-se réu na mesma ação penal, acusado de corrupção ativa.

O ex-presidente, preso em Curitiba desde abril do ano passado pelo caso do tríplex em Guarujá (SP), também já foi condenado em primeira instância na Justiça Federal do Paraná no caso que envolve o sítio em Atibaia (SP) e é réu em outros casos ainda.

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que representa Lula, disse que o novo processo contra o petista demonstra que ele é alvo de perseguição jurídica para fins políticos.

“Lula jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida antes, durante ou após exercer o cargo de presidente da República”, disse Zanin.

“Lula sequer foi ouvido na fase de investigação, uma vez que claramente não tem qualquer relação com os fatos. Seu nome somente foi incluído na ação com base em mentirosa narrativa apresentada pelo delator que recebeu generosos benefícios para acusar Lula.”

Também em nota, a advogada Verônica Sterman, que representa Paulo Bernardo, negou as acusações contra o ex-ministro.

“A defesa de Paulo Bernardo nega veementemente a participação de seu cliente nos fatos e informa que demonstrará sua inocência ao longo da ação...