Petistas baianos defendem soltura de Lula

      



Diante das denúncias do "The Intercept" contra a Lava Jato, petistas baianos pediram a soltura imediata do ex-presidente Lula. “A divulgação da troca de mensagens entre Deltan Dallagnol, Sérgio Moro e outros Procuradores da República só provam que a operação Lava Jato teve motivações políticas, partidárias e ideológicas”, disse Marcelino Galo, deputado estadual e líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa da Bahia. “Aquele famoso power point utilizado pelo MPF como prova para incriminar Lula, a condução coercitiva desnecessária, a propriedade de imóveis imputados a ele, fizeram parte do teatro montado para manipular a opinião pública contra o ex-presidente. A cada dia as farsas são desfeitas e todos podem constatar que Lula foi preso para que não concorresse as eleições de 2018”.

Para o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto (PT), "o juiz Sérgio Moro nunca foi, de fato, um juiz". "Ele é um ente político pró Estados Unidos que quer ver o Brasil subordinado aos interesses norte-americanos. Moro montou, em parceria com Deltan Dallagnol, uma farsa jurídica para mudar a rota de desenvolvimento do Brasil. Com isso, ele orientou o Ministério Público a construir uma tese para chegar à prisão do presidente Lula. Ainda assim, mesmo depois de prender o presidente Lula, entrevista do Presidente Lula, o que poderia influenciar positivamente a campanha de Fernando Haddad a presidente".

O deputado estadual Jacó (PT), vice-líder da bancada do PT, repetiu o argumento de que se trata de uma "farsa" a condenação de Lula. "Por onde andei nestes últimos tempos, sempre dizia que Lula é inocente e que tramaram contra o maior líder popular vivo para tirá-lo das eleições de 2018", avaliou.

Já o deputado estadual Robinson Almeida (PT) avaliou, em posts no Twitter, que a revelação de uma série de mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram entre 2015 e 2018 pelo ex-juiz e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, "expõe uma relação promiscua, grave e comprova a atuação política da força-tarefa que levou à prisão, em abril de 2018, o ex-presidente Lula". Segundo ele, a Constituição de 1988 determina que não haja vínculos entre o juiz e as partes em um processo judicial. Para que haja isenção, o juiz e a parte acusadora --neste caso, o Ministério Público-- não devem trocar informações nem atuar fora de audiências, como aconteceu, segundo reportagens do site ‘The Intercept Brasil’, com Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato.
*Da Tribuna