AS NORTE-AMERICANAS SÃO TETRACAMPEÃS

         



Por Zedejesusbarreto
Venceu a melhor equipe, mais bem preparada e experiente, venceu a competência. A infraestrutura do futebol feminino nos EUA é muito boa, superior até ao ‘soccer’, o futebol masculino. As meninas jogam nas escolas, universidades, bons clubes, campeonatos ... Eis o resultado de um bom planejamento: - títulos !

Todos os elogios à belíssima Copa do Mundo feminina realizada na França !

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A final : - EUA 2 x 0 Holanda, domingo, em Lion/ França. Muito calor no verão europeu. Mais de 60 mil pessoas no estádio.

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Curiosidades

- Duas treinadoras (viva as mulheres!) no banco: Sarina Wirgman, da Holanda, e Jill Ellis, a norte-americana, inglesa de nascimento com cidadania americana; dirige a equipe dos EUA desde 2014.

- As americanas em busca de seu quarto título mundial. As holandesas, as “Leoas Laranjas” fazendo sua segunda Copa e já disputando uma final.

- Casa cheia, milhões de olho na telinha por todo o planeta. Definitivamente o futebol feminino pegou pra valer. O mundo de olho, é gostoso de ver.

- Arbitragem francesa, feminina, óbvio. Sthephanie Frappart no apito. Segura.

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Bola em jogo

- Mesmo sendo um jogo entre mulheres, a partida começou pegada, corrida, com faltas duras de lado a lado; afinal, é uma final. Um título, uma taça em jogo. Equilíbrio, a despeito das iniciativas da equipe mais rodada, com mais conjunto. As europeias mais jovens e velozes.

- Aos 25’, pela primeira vez a Holanda chegou, obrigando a boa saída da goleira Naeher; três minutos depois a resposta dos EUA, com duas finalizações seguidas: uma defesa e rebote da goleira Van Veenendaal, e um chute de frente, por cima do travessão.

- As americanas tentam se impor. As europeias marcando forte, mais retraídas, apostando na estratégia do contragolpe em velocidade. Aos 38’ e 39’, novamente a goleira holandesa salva sua meta, grandes defesas, em pressão e finalizações das americanas.

- Uma primeira etapa com predomínio ofensivo dos EUA, mais equipe. As holandesas defenderam-se com bravura e correram muito, mas assustaram pouco. O destaque foi a goleira Veenendaal, com quatro intervenções difíceis.

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- Aos 8’, com a ajuda, deduragem do VAR, a arbitragem marca pênalti em favor das americanas. Um pé alto e chute da zagueira no corpo da avante americana. Foi.

- Gol ! 1 x 0 EUA, aos 11’. A veterana Rapinoe bateu firme e forte a penalidade, abrindo o placar.

- Com a mexida no placar, a Holanda teve de sair mais para o jogo e ficou ainda mais bonito de ver, lá e cá, aberto, indefinido, cheio de emoção. As ‘Leoas Laranjas’ foram pra cima. Mas se abriram demais na defesa. Risco.

- Gol ! 2 x 0 , Lavelle, aos 24 minutos. Grande jogada individual, pelo meio, entortando a marcação na meia lua e batendo seco, de canhota, rasteiro, no canto. Golaço.

- As holandesas sentiram muito o golpe dos dois gols e o calor no estádio. Mas tentaram de tudo, trocaram três atletas, atacaram, chutaram...

Mas deu as norte-americanas, superiores, maduras, bem treinadas. Festa americana em Lion !

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As tetracampeãs:

Naeher, O’hara, Dahlkemper, Sauerbrunn, Dunn, Mewis, Ertz, Lavelle, Heath (Loyd), Morgan e Rapinoe.

Vale destacar a excelente atuação da goleira holandesa, Veenendaal.

Todos os elogios também às holandesas. Fizeram uma copa surpreendente.

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As Suecas em terceiro

Suécia 2 x 1 Inglaterra, no sábado, em Lion. Todos os gols no primeiro tempo. As suecas surpreenderam e aos 20 minutos já venciam por 2 x 0. As inglesas reagiram, chegaram a marcar o segundo gol, aos 32min, que seria o empate, mas a arbitragem de vídeo anulou. As inglesas bem que tentaram a virada na segunda etapa, mas as suecas souberam controlar a partida e garantir o placar até o final.

Assim, com justiça, as suecas ficaram com a medalha de bronze da competição, o honroso terceiro lugar.

 

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