LEÃO E COELHO EMPATAM E O TORCEDOR NÃO GOSTOU

         



Por Zedejesusbarreto
Foto: Romildo de Jesus
A torcida tinha criado uma boa expectativa mas ficou decepcionada com a fraca exibição da equipe, em casa, contra um adversário direto na competição, a despeito de o resultado ( 0 x 0 ) ter mantido a equipe fora da zona de perigo. Mas o time não teve competência para fazer um gol, mesmo atuando com um atleta a mais desde os 20 minutos da segunda etapa. Faltaram talento, criatividade, ofensividade; muito poucas chances criadas, raros chutes a gol.

Para os mineiros, bom resultado. Um ponto fora, com um a menos, e também dormindo fora da zona de rebaixamento. O Coelho encarou o Leão, teve chances de vencer, meteu uma na trave... não levou grande sufoco, suportou bem atrás.

Vitória e América, ambos com 18 pontos agora, respirando.

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O clima antes

- A partida era encarada como decisiva. Ambas as equipes com 17 pontos ganhos, colados, um na porta (o Leão) e o outro já dentro da zona, um triunfo a menos. Rodada 17ª, quase na metade da competição.

- O time mineiro nunca se deu bem jogando no Barradão. Foram sete partidas, seis triunfos baianos e um empate. Neto Berola, atacante do Coelho, foi jogador no Vitória em 2009/10.

- Com apenas dois jogos à frente do elenco, o treinador Carlos Amadeu conseguiu o que nenhum outro técnico obteve: dois triunfos seguidos, um inclusive fora de casa, contra o CRB (1 x 0). Mudou o astral dos atletas, pareciam mais confiantes. Todos apostando num bom triunfo na Toca.

- E o torcedor se chegando aos poucos, um número bem mais aceitável de rubro-negros nas arquibancadas nesse começo de noite da quarta.

- O Leão de uniforme rubro-negro; o Coelho de branco com detalhes em verde.

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Com a bola rolando ...

- A partida começou corrida, brigada no meio campo e bem equilibrada. Vê-se o dedo de Amadeu no jogo do rubro-negro, tentando por a bola no chão, valorizando a posse, trocando passes, a bola passando mais pelos pés dos meio-campistas, mas encontrando dificuldades para as penetrações ofensivas.

- A despeito de o América parecer mais objetivo, chegando mais na área baiana, o time da casa perigou primeiro, aos 21’, num chute cruzado e forte de Gedoz, da esquerda, para a espalmada do goleiro mineiro. Aos 42’, Thiaguinho recebeu nas costas do lateral esquerdo, entrou livre na área mas vacilou, demorou a definir: nem finalizou nem passou, perdeu a chance.

Uma primeira etapa sem gols, raras chances, sem predomínios. O Coelho mais à frente, mas chutando mal no gol, errando o alvo; o Leão teve duas oportunidades: o chute de Gedoz e a falta de discernimento de Thiaguinho. Sò.

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- O Vitória voltou dos vestiários com uma modificação ofensiva: o forte e veloz equatoriano Caicedo, aberto na direita, no lugar de Rui, que pouco apareceu em campo. Amadeu foi para um 4-3-3 típico, em busca do triunfo.

-´Mas foi o América que chegou assustando, aos 5’, uma bomba de canhota de Geovani que tirou lasca na quina do travessão, após boa trama na esquerda do time mineiro.

- Aos 13’, depois de erros seguidos de Anselmo Ramon, Amadeu mexeu na escalação e na postura da equipe: lançou o jovem Eron pelo lado direito, enfiou Caicedo entre os zagueiros mineiros, pelo meio, e Thiaguinho aberto na esquerda. Vamos que vamos, correria neles! Mas o Coelho levava perigo quando tinha a bola,evoluía bem. Jogo parelho.

- Aos 22 min, o árbitro do DF, bem caseiro, deu uma ajuda: rigoroso, expulsou o meia Zé Ricardo (dois cartões amarelos) numa dividida com Lucas Cândido no meio campo. O Coelho ficou com 10 homens em campo. Daí, o treinador Felipe Conceição trocou Viçosa, cansado, por Neto Berola, mais rápido e inteiro.

- Aos 31’, Eron arriscou da direita, o goleiro Jori deu rebote mas a zaga travou Caicedo na hora do arremate. Logo, Amadeu trocou Thiaguinho, apagadíssimo, pelo alto e veloz Marcelo. O Leão todo à frente. Do lado mineiro, saiu o avante Mateusinho e entrou o lateral Diego, uma mudança defensiva, reforçando a marcação, tentando garantir o empate com um atleta a menos no gramado.

- Ao tudo ou nada, pois. O tempo passando, o Coelho mascando, travando o ritmo, na manha. Outra troca entre os mineiros: saiu Geovani e entrou W Maranhão, mais folego no meio campo, resistindo. O Leão todo no campo adversário, chegando, tentando. O torcedor nervoso, querendo o gol. Mas ... cadê competência ?

Vaias das arquibancadas no final. Os mineiros comemoraram o resultado fora de casa e com um atleta a menos.

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Destaques

No Vitória, os melhores foram o zagueiro Everton Sena e o meia Lucas Cândido, mais lúcidos.

No América, o goleiro Jori segurou bem, a zaga suportou a pressão, e os meio-campistas Zé Ricardo e Geovani.

 

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Ficha Técnica

- Vitória : Martin Rodrigues, Van, Éverton Sena, Ramon e Capa; Lucas Cândido, Baraka, Gedoz e Ruy; Thiaguinho e Anselmo Ramon e Jordy Caicedo. Técnico, Carlos Amadeu.

- América Mineiro : Jori, Leandro Silva, Paulão, Ricardo Silva e João Paulo; Juninho, Zé Ricardo e Geovane; Matheusinho, Viçosa e Felipe Azevedo. Treinador, Felipe Conceição.

Arbitragem de Brasília / DF ; no apito, Rodrigo Raposo.

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O próximo compromisso do Vitória é sábado, ainda no Barradão, contra o Operário (PR), nono colocado.

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