BAHIA SÓ EMPATA COM A CHAPECOENSE E TORCEDOR FICA BRAVO NA FONTE NOVA

         



Por Zedejesusbarreto
Foto: Romildo de Jesus
O gol de empate Tricolor saiu já no final, evitando uma derrota que seria inexplicável, até pelo volume de jogo da equipe. O time correu muito no segundo tempo, dominou, encurralou, mas faltaram talento e inspiração para furar o bloqueio da Chapecoense que achou um gol aos 15 minutos da primeira etapa e postou-se todo na defesa, tentando garantir o resultado.

Resultado, 1 x 1, que nada satisfez o torcedor da casa, mas foi pior para o time visitante, atolado na zona de degola. O Bahia fez seu quinto jogo sem um triunfo, coisa rara nesta temporada, sobretudo em partidas na Fonte Nova. Pior, vai encarar, nas próximas rodadas, o Flamengo, no Maracanã e o Palmeiras, na Fonte Nova - o líder e o vice-líder da competição. E estamos já no retão final da competição, é preciso pontuar.

O Tricolor, com o resultado, voltou ao 9º lugar, com 43 pontos ganhos.

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Na Fonte

- Público nas arquibancadas bem abaixo do esperado, noite maneira, 27 graus, o Bahia em 10º lugar, 42 pontos, olhando pro alto da tabela e a Chape em situação de desespero, em penúltimo lugar, lutando pressionada contra o fantasma inédito de rebaixamento. Mas a Chape carrega um histórico de não perder em Salvador, sempre complica, às vezes surpreende.

Bahia de uniforme tricolor, a Chapecoense de branco com detalhes verdes.

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Com a bola rolando ...

- Com um minuto, a primeira chance tricolor: bola enfiada por Marco Antonio na esquerda, cruzamento de fundo rasteiro de Moisés e o chute de Fernandão... sem direção. Proposta ofensiva dos donos da casa. Os visitantes encolhidos, em princípio, armado para os contragolpes. Acreditando nas bolas paradas/ faltas e escanteios alçadas, bem ensaiado.

- Aos 6’, Gregore arriscou de longe, longe do gol. Totó pra lá e pra cá, daí ...

- Gol ! Chape 1 x 0, aos 15 minutos. Falta levantada na área baiana, a defesa estática, três cabeçadas – linha de passe de cabeça na área tricolor – e Henrique Almeida completou, de testa, quase dentro do gol. Um gol que mudaria toda a feição da partida.

- A Chapecoense, então, passou a fazer o jogo que lhe convinha. Na manha, cavando faltas na frente, brigando muito no meio campo, dando chutões na defesa, aferrolhando atrás, quebrando o ritmo do adversário. O Tricolor sentiu o golpe; passou momentos perdido em campo, sem conseguir tramar, aceitando a marcação adversária.

- Aos 26’, Élber fez ótima arrancada pela esquerda, livrou-se da marcação, invadiu a área livre e encheu o pé ... pra fora. Chance perdida! Foi a melhor jogada dos mandantes na primeira etapa.

- O Tricolor atuou no campo adversário, pressionando, mas... faltava a finalização. O goleiro João Ricardo começou a cair, simulando, fazendo cera... mascando.

Vaias das arquibancadas na descida para os vestiários. A Chape achou um gol e fechou-se inteira atrás. O Bahia sentiu o gol. Teve a posse de bola, tentou, mas não finalizou muito. Nino errando cruzamentos e Fernandão perdido, sem noção. Difícil.

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- No intervalo, duas modificações: Marquinhos trocou Henrique Almeida por Dalberto; mais fôlego, mais pegada. Do outro lado, Roger tirou Élber e colocou Gilberto; dois centroavantes fustigando na área inimiga em busca do gol. Daria certo? Não deu.

- Aos 6’, um chute de Flávio da entrada da área, sem direção. Aos 7’, Gilberto bateu falta de longe, forte, mas João Ricardo, arrojado, salvou. Pressão tricolor. Os sulistas se safando como podiam, fazendo o tempo passar, usando e abusando do manjado cai-cai.

- Na metade da segunda etapa, Roger foi pras cabeças: trocou o apoiador Flávio pelo meia Guerra. Saiu o poste Fernandão, entrou Caíke. Ao tudo ou nada, todos ao ataque, pois. A defensiva, como consequência, ficou mais vulnerável aos raros mas possíveis contragolpes da Chape, plantada, suportando, sem arriscar nada na ofensiva.

- Aos 38’, Guerra entrou pelo meio, costurando, mas o goleiro salvou, dividindo, fechando o ângulo, mandando a escanteio.

- Gol ! 1 x 1, Marco Antonio. Guerra cobrou o escanteio para o meio, rasteiro, fora da área; Marco Antonio ajeitou e bateu firme de direita, acertando o canto. Aos 40’. Ufa!

- Na sequência, a torcida cobrando, e outra bola na área da Chape: Gilberto testou bem e acertou o travessão, o goleirão batido. A bola quicou na linha, não entrou. O torcedor queria a virada...

- Olhe o VAR ! Aos 44’, Renato deu uma voadora para parar uma arrancada de Guerra pela esquerda, e foi expulso. Seria, porque, consultando os árbitros de vídeo, o soprador de apito anulou o cartão vermelho pelo amarelo, estranhamente.

Jogo travado, nada mais aconteceu. Parte da torcida vaiou no final, a despeito do esforço da equipe em campo, sobretudo na segunda etapa, quando raramente o adversário passou do meio campo. Não faltou entrega aos tricolores, faltou competência.

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Destaques

- O goleiro Douglas praticamente não teve trabalho. Nino errou muito, Moisés foi melhor. Juninho bem acima de Lucas Fonseca, que não ganha mais as bolas no alto. Flávio e Gregore suaram muito; Guerra entrou bem. Marco Antonio pelo belo chute no gol do empate. Fernandão decepcionou.

Na Chape, o manhoso goleiro, o becão Douglas que ganhou todas pelo alto, na defesa e no ataque; a catimba do veterano Amaral, a dedicação coletiva na marcação, no fechamento da casinha atrás.

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- Time escalado por Roger Machado:

Douglas, Nino, Lucas Fonseca, Juninho e Moisés; Gregore, Flávio (Guerra), Marco Antonio, Artur e Elber (Gilberto); Fernandão (Arthur Caíke).

- Na Chape de Marquinhos Santos : João Ricardo; Renato, Douglas, Rafael Pereira (Hiago) e Bruno Pacheco; Márcio Araújo, Amaral, Locatelli e Roberto; Henrique Almeida (Dalberto) e Everaldo.

Arbitragem paulista, com VAR; no apito, Henrique Furlan.

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Encarando o Mengão

O próximo compromisso do Tricolor é domingo, no Maracanã/RJ, contra o líder absoluto e quase imbatível Flamengo, já quase campeão. Rodada 32, às 18h.

Só lembrando, o Rubro-negro carioca levou 3 x 0, na Fonte Nova, em tarde iluminada de Gilberto. Daí, o time carioca embalou e não perdeu mais de ninguém na competição.

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Outros jogos da rodada 31

- Corínthians 3 x 2 Fortaleza; Atlético MG 2 x 0 Goiás; Avaí 1 x 2 Santos

Vasco 1 x 1 Palmeiras; Athlético Paranaense 0 x 0 Cruzeiro.

Nesta quinta: - Ceará x Internacional; São Paulo x Fluminense; Botafogo x Flamengo;

Grêmio x CSA.

 

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Braga na elite

Cinco rodadas antes de acabar a Série B, o Bragantino/RedBull (SP) já garantiu sua classificação e subida para a Série A em 2020.

Com 65 pontos ganhos, oito à frente do Sport Recife, que é o segundo colocado, o Braga vai se empenhar em manter o ritmo para conquistar o título da Segundona. Tá sobrando. No quinto lugar está o Paraná (próximo adversário do Vitória), com 50.

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