Polícia prende suspeito de ser o mentor do roubo de ouro no aeroporto de Guarulhos

         



Foi preso na madrugada deste sábado um homem suspeito de ser o mentor do roubo de 700 quilos de ouro no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, em julho do ano passado.

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito é Francisco Teotônio da Silva Pasqualini, mais conhecido como "Véio", que teve a prisão decretada pela Justiça sob a acusação de comandar o cinematográfico roubo, que contou com carros clonados da Polícia Federal e da Aeronáutica para ter acesso ao hangar da transportadora de valores. Na fuga, a quadrilha utilizou uma ambulância.

Segundo informações da Polícia Civil, "Véio" foi preso por homens da 6ª Delegacia de Investigações sobre Narcóticos (Dise), do Denarc (Divisão Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico. Eles faziam uma operação contra o tráfico de drogas no município de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, quando reconheceram o suspeito, que já havia sido identificado como mentor do roubo.

A prisão aconteceu na Rua José de França Dias, no Jardim São Caetano. Além dele, outras quatro pessoas suspeitas de integrarem o banco também estão presas.

Francisco já havia sido identificado através de imagens obtidas durante a investigação, que mostram o suspeito chegando a um local onde foi realizada uma reunião para tratar detalhes do assalto.

De acordo com o delegado Pedro Ivo, da 5ª Delegacia de assalto a bancos, o mentor do crime atua em roubo de carros-forte desde a década de 80. O delegado descobriu que a quadrilha tentou fazer o assalto anteriormente. Houve um planejamento em março, que acabou cancelado.

No dia 13 de agosto do ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo já havia aceitado aceitou denúncia contra os suspeitos identificados durante a investigação. A quadrilha responde por roubo qualificado, por organização criminosa armada e adulteração de sinal identificador de veículos automotores.

Além dos 718 quilos de ouro, os ladrões também roubaram ainda 15 quilos de esmeraldas, relógios e correntes da marca Louis Vitton e outros 51 quilos de ouro de outra transportadora. O assalto ocorreu em apenas dois minutos e meio e sem o disparo de um tiro sequer. A polícia investiga se o ouro foi contrabandeado para a China.

A facilidade com que os criminosos invadiram o aeroporto, entrando inclusive em áreas restritas, levou à discussão para adoção de regras mais rígidas de segurança, tanto por parte da Polítia Federal quanto pela operadora do aeroporto, a GRU Airport.

Uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que entrou em vigor em novembro passado, estabeleceu controle mais efetivo, com biometria, de agentes públicos em áreas restritas, como a do raio-x. Mas não houve novas medidas para o setor de cargas.