Criadores dos EUA abatem animais por asfixia, afogamento e tiro

         



Uma nova polêmica tomou frigoríficos americanos durante a pandemia do coronavírus: milhões de animais de criação estão sendo abatidos com métodos cruéis, que vão de asfixia a tiro, mesmo com a demanda sem precedentes por alimentos no país. segundo reportagem do The Guardian e republicadada pela Folha on line.

Desde o início da crise, dezenas de plantas foram fechadas nos EUA por causa da contaminação por Covid-19 e, sem processar porcos e aves, empresas têm abatido os animais não utilizados.

Segundo o jornal The Guardian, estima-se que cerca de 10 milhões de galinhas foram abatidas desde o início da pandemia, a maioria delas sufocada por uma espécie de espuma à base de água, semelhante à usada no combate a incêndios, método considerado desumano por especialistas.

A indústria de suínos, por sua vez, alertou que mais de 10 milhões de porcos podem ser abatidos até setembro pelo mesmo motivo. As técnicas nesse caso incluem uso de gases tóxicos, overdose de analgésico, tiro, trauma por força, e até a variação de temperatura para que, com o calor, os animais comam menos.

De acordo com a Associação Americana de Medicina Veterinária (AVMA, na sigla em inglês), em "circunstâncias restritas" podem ser utilizadas técnicas que combinem o desligamento da ventilação no ambiente de criação dos porcos com adição de CO2 para, dessa forma, os animais sufocarem.

Os métodos cruéis são mais um grave problema que coloca os frigoríficos dos EUA sob holofotes.
*Foto: AFP