Lojas baianas estão ´surfando` no mundo do comércio eletrônico

         



Baianão Móveis, Top Móveis e Lojas Guaibim. Sabe o que elas têm em conjunto, além de atuarem no segmento moveleiro e de serem genuinamente baianas, é que, a partir da pandemia do coronavírus, todas estão ‘surfando’ no mundo do comércio eletrônico (e-commerce) no estado da Bahia.

Assim como elas, que são de médio a grande porte, outras empresas de pequeno porte, como a Reset –Loja de Moda Masculina -, que atua comercializando roupas, calçados e acessórios para homens, também estão se movimentando nesse espaço e se dando muito bem.

Segundo o empresário Lucas Silva, trata-se de um ‘caminho novo’, em franco crescimento, onde ele explora o Instagram e o WhatsApp Business. Esse último, um aplicativo gratuito para download e desenvolvido especialmente para os proprietários de pequenas empresas.

“Estou há dois anos com uma loja física no Edifício Mondial, no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador. Aposto no Instagram por ser a primeira plataforma em acesso no mundo, assim como preciso estar bem posicionado também no Google. O e-commerce exige, de nós empresários, uma postura muito grande e quem tem lojas físicas e virtuais, geralmente se utiliza de CNPJ diferentes. Assim fiz. Considero o mundo virtual um negócio promissor, que nos traz bons resultados de ganhos”, sintetiza.

NICHOS ABERTOS

Estudos recentes sobre lojas virtuais da Bahia, registram que 120 foram abertas no último ano, conforme dados da Loja Integrada (www.lojaintegrada.com.br) – uma plataforma para a criação de lojas virtuais mais popular do país com mais de 500 mil lojas criadas. A pesquisa revelou, ainda, que alguns segmentos se destacam entre os ‘nichos’ mais investidos pelos lojistas na hora de abrir uma loja virtual no estado.

Ainda para Lucas Silva, da Reset, o crescimento dos negócios exige estrutura e utilização das muitas ferramentas que estão surgindo a cada dia; enquanto outras se transformam para se adequar à nova realidade, conforme necessidades empresariais. E de maneira sábia alerta: “Como empreendedores que adotamos a venda ‘online’ buscamos uma maneira para mitigar a perda de receita das lojas físicas e aumentar ss investimentos em ferramentas de venda e marketing digital.

OPORTUNIDADES

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) que registrou entre os dias 23 de março e 31 de maio, o surgimento de 107 mil novas lojas online no Brasil informa que boa parte delas nasceu de empresas físicas que fecharam suas portas. Foi a mesma crise que gerou oportunidades para que o comércio eletrônico se tornasse um dos principais aliados dos brasileiros na aquisição de produtos. Entretanto, o principal desafio daqui pra frente para o e-commerce é multiplicar os resultados das vendas sem aumentar os custos.

Neste momento da pandemia – ainda sem controle - as principais mudanças na forma de funcionamento das micro e pequenas empresas baianas, está na adoção do horário reduzido (49,84%), com rodízio de funcionários (12,77%) e liberação para o home office (10,64%). Quanto à forma de atendimento, o WhatsApp lidera como o principal canal de comunicação entre os clientes e os negócios (85,8%), seguido do Instagram (44,8%), Facebook (29,6%) e site próprio (11,5%). A utilização de sites ou aplicativos de entrega de entregas somaram 8,6% do total.
Da Tribuna da Bahia/Foto: EBC