O BAHIA PERDE DE NOVO EM PITUAÇU NA ESTREIA DE MANO E BEIRA O FOSSO

         



Por Zédejesusbarreto
É a sétima partida sem vencer, o time tem a defesa mais vasada, sofreu mais uma derrota em casa e está na beirola do fosso, a zona dos quatro últimos colocados. 

A derrota contra o Atlético de Goiás tem amargores maiores do que o placar (1 x 0, gude preso): - o Tricolor estreava o treinador Mano Menezes, que vai ter muito trabalho pela frente, jogou mal, foi inferior ao adversário, alguns atletas atuaram abaixo da crítica e, ainda por cima, levou um gol de goleiro, do Jeanzinho, cria do Trticolor.
Pior, o time, na sequência, jogará três partidas seguidas longe, uma em São Paulo, outra no Paraná e uma terceira no Rio.
Com os resultados desse domingo, o Bahia parou nos 9 pontos e pode até já dormir no desconforto da zona do terror, dependendo dos resultados de jogos que ainda acontecem. Péssimas perspectivas. É hora de ver quem realmente merece estar vesindo a camisa que já foi bi-campeã brasileira e tem história. É um time sem alma, sem personalidade.
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Com a bola rolando
Na boca da noite de um domingo quase primaveril, arquibancadas ainda vazias, relvado verdinho, o Tricolor há seis jogos sem vencer, de treinador novo, e um adversário tinhoso, com treinador que conhece bem o futebol baiano. As duas equipes juntinhas, com 9 pontos na tabela de classificação. Mano mexeu na equipe: escalou o goleiro Douglas, de volta, um sistema de marcação com Ronaldo e Jadson e lançou Clayson na frente. Um 4-1-4-1 típico.
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A partida começou cautelosa e estudada, lado a lado. Muita disputa pela bola, marcação curta, apertada, a preocupação de não correr riscos. Só aos 8 min o Bahia chegou na frente, numa arrancada de Capixaba que varou a defensiva contrária mas errou o passe na área para Gilberto. Tentativas lá e cá, mas sem dar muito trabalho aos goleiros. Equilíbrio.
Aos 29’, um susto. Nicolas, de longe, disparou forte e a pelota passou zunindo a um palmo do poste esquerdo de Douglas. O time da casa até chega mais, mas não finaliza. Aos 35’, Janderson saiu driblando área a dentro, livrou-se de Douglas, mas Juninho salvou o gol, quase em cima da linha. O ‘dragon’ mostrava suas garras.
- Gol! E de goleiro, de Jeanzinho, cria da casa, que nem comemorou “por respeito e carinho ao Bahia e sua torcida”, disse. Foi uma falta na entrada da área, Jeanzinho cobrou, a bola repicou na barreira e voltou na perna esquerda do goleiro, que bateu firme, por baixo, sem defesa. Foi o primeiro gol da carreira de Jean, logo em cima de seu ex-clube, revelador. 1 x 0 Atlético, o ‘dragon’. Aos 40 minutos.
Aos 46’, noutra boa cobrança de falta para os visitantes, Douglas voou para espalmar.
- Mais que justo o placar da primeira etapa, o time de Goiás mais tranquilo, arrumado e consciente em campo, ocupando melhor os espaços e chutando mais no gol. O Tricolor quase nada criou e levou mais um gol de bola parada.
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O ‘dragon’ de Goiás voltou do intervalo ainda mais tranquilo, valorizando a posse de bola, gastando tempo, marcando bem atrás e insinuante na frente. O Bahia com muita dificuldade de criar alguma coisa. Daí, o técnico Mano Menezes lançou Rossi e Danilinho nos lugares de Claysson, que nada fez, e Jadson. Aos 10 minutos.
Na primeira bola, Rossi arrancou pela direita e cruzou forte, rasteiro, para Gilberto, mas a zaga chegou antes do sonolento atacante. O Athético controlou e mascou o ritmo, e o Tricolor não reagia, não brigava, marcando à distância.
Mano pôs Marco Antonio no lugar de Rodriguinho, que nada fez, Edson no de Nino, machucado, e Saldanha no de Gilberto, lerdeza. Mancini, manhoso, tirou Chico e Janderson, que correram muito, e colocou mais velocidade: Everton e Vargas. Depois Hyuri no lugar de Ferrareis. E apelou para a manjada operação ‘cai-cai’ do time goiano, velha tática de jogo do treinador- gasta tempo, trava om faltas, quebra o ritmo, catimba e enerva o adversário.
O relógio corria. Os meninos do Bahia apertaram um pouco, pra cima. Aos 38’, numa tabela com Saldanha, Marco Antonio foi travado na hora de fuzilar, na frente da pequena área. Aos 43’, quase Marco Antonio empatou, a zaga salvou sobre a linha.
- Aos 46’, numa disputa na lateral, Juninho disputou bola e embolou-se com um adversário na lateral, o goianense caiu com a mão no rosto e o árbitro expulsou Juninho. Não teve mais bola, só a chuva, que caiu forte, o torcedor chorando a derrota.

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Destaques
A garra, a manha, a aplicação defensiva do ‘dragon’, fez o que precisava para vencer. Édson, o volante, esteve em todos os cantos do campo, 90 minutos. A zaga não errou. E Jean fez o gol. Mancini arrumou bem a equipe, briga muito, defende-se bem.
No Bahia, Capixaba tentou, a zaga não comprometeu, os garotos que entraram, Marco Antonio, Saldanha, Edson... jogaram mais que os titulares. Decepcionantes atuações de Gilberto e Rodriguinho, alheios.
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Escalações
- Bahia : Douglas, Nino, Ernando, Juninho e Capixaba; Ronaldo, Jadson, Clayson e Èlber; Rodriguinho e Gilberto. Treinador estreante, Mano Menezes.
- Atlético (GO) : Jean (ex-Bahia), Dudu, Eder, J. Vitor e Nicolas; Oliveira, Edson (ex-Bahia), G Ferrareis (ex-Bahia) e Chico; Janderson e Kayzer (Gilvan). Treinador, Vagner Mancini.
Arbitragem gaúcha. No apito, Vinícius Amaro.
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O próximo compromisso do Tricolor baiano é contra o Corínthians, quarta-feira, 21h30, na Arena Itaquera (SP). Nada fácil. Uma sequência de três jogos fora: Depois contra o Athlético do Paraná e o Botafogo (jogo atrasado). Dureza. E trabalheira dobrada para Mano Menezes.
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Outros jogos da 10ª Rodada:
- Athlético (PR) 1 x 0 Coritiba; Santos 2 x 2 São Paulo; Fluminense 2 x 1 Corínthians;
Grêmio 1 x 1 Fortaleza; Atlético (MG) 2 x 1 RBBragantino; Ceará 2 x 0 Flamengo;
Goiás 1 x 0 Internacional. E mais ...
Às 9h45 – Palmeiras 1 x 1 Sport Recife (andamento); às 20h30, Botafogo 0 x 0 Vasco
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Pela Série B, o Vitória joga na terça-feira à noite, contra o Juventude, em Caxias do Sul (RS).
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Foto: EC Bahia