´Ausência de debates favorece quem não quer mostrar os índices ruins da cidade`, diz Cézar Leite

         



Candidato a prefeito de Salvador pelo PRTB, Cezar Leite criticou a falta de debates na eleição deste ano, e cutucou os adversários Bruno Reis (DEM) e a Major Denice Santiago (PT). “A ausência de debates favorece quem não quer se expor. Quem não quer ser questionado, quem não quer mostrar os índices ruins da cidade, de segurança pública, educação, saúde, principalmente, econômicos. Salvador tem a pior taxa de desocupados do Brasil em capitais há oito anos. Não é na pandemia. Quem não quer expor, quem não quer discutir, aí favorece”, declarou.

Leite disse ainda que, se eleito, terá três focos na gestão: saúde, economia e segurança pública. O postulante do PRTB tem dito que é o único nome, que defende o conservadorismo, na disputa eleitoral. “Quando você defende a família, os valores de respeito aos mais velhos, a quem tem maior conhecimento, defende a fé, todos têm direito a fé, a acreditar em Deus. Não se pode colocar em segundo plano. Não pode ser de forma jocosa. Quando defende o direito à vida, contra o aborto. A gente é a favor da propriedade privada. O que é meu é meu, o que é seu é seu. Não pode chegar ao poder público e tomar, o MST que invade. Quando a gente começa a traduzir isso, as pessoas começam a entender o que é conservadorismo”, pontuou.

Tribuna – Como o senhor avalia este início de campanha eleitoral?

Cezar Leite – A gente nota que as pessoas ainda não estão vivendo o clima de campanha. As pessoas nem acham que começou a campanha eleitoral, por causa dessa situação da pandemia e as regras deste ano. Há uma ausência de debates. Eu acho que é fundamental debate quando se coloca frente a frente candidatos com pautas e propostas. E a partir daí, você consegue fazer uma avaliação melhor de quem é quem para conquistar a prefeitura de Salvador. A ausência de debates é muito ruim. Não me agrada. Nós temos um bom engajamento nas redes sociais. Uma pesquisa da Folha de São Paulo nos colocou lá pau a pau com a candidata do PT. E a gente não tem recurso quase nenhum. A gente não tem fundo eleitoral. Isso mostra a força da gente e a força de engajamento. É uma guerra, do ponto de vista econômico, assimétrica.

Tribuna – A falta de debates favorece Bruno Reis e Major Denice, que têm respaldo das máquinas da prefeitura e do governo, respectivamente?

Cezar Leite – A ausência de debates favorece quem não quer se expor. Quem não quer ser questionado, quem não quer mostrar os índices ruins da cidade, de segurança pública, educação, saúde, principalmente, econômicos. Salvador tem a pior taxa de desocupados do Brasil em capitais há oito anos. Não é na pandemia. Quem não quer expor, quem não quer discutir, aí favorece. Nós estamos de peito aberto para discussão, com cara na rua, com cara na rede social. Estou conversando com a minha equipe para gente ir para rua e estar exposto a conversar com as pessoas. Tirar dúvida. Não tem problema nenhum. Qualquer tipo de pergunta, a gente vai responder. O programa eleitoral é editado, programado, mas um processo para enganar tudo o que acontece em Salvador. São programas editados, bonitinhos, para tentar enganar a população. A gente não vai ter nem tempo de televisão nem de rádio. A gente vai para a rua, rede social, de cara aberta para que o povo conhece de forma natural, real. E não formada por marqueteiros.

Tribuna – Se o senhor for eleito, qual será o foco do mandato? Qual será a prioridade?

Cezar Leite – Três pontos importantes. A saúde. [A prefeitura] tem construído UPA, mas qual o serviço entregue? Nós vamos ampliar projetos específicos, começando com áreas de cardiologia, pediatria, ginecologia. Também a rede de combate à Covid. Teremos um tratamento precoce como marco. Por isso que é importante a rede de combate. Eu já convidei a doutora Raíssa para ser a coordenadora projeto. E, na parte de economia, voltada para o turismo. Além de a gente suspender taxa de publicidade e outras taxas, nós vamos desregulamentar muitos processos do ponto de vista de empreendedorismo. Hoje, a fiscalização, a indústria da multa, é de perseguição ao empresariado. Nós precisamos que se produza. E a segurança pública será outra (prioridade). A gente precisa trabalhar com maior efetivo. Estou implantando a zona de segurança total e vai começar no Centro Histórico. A gente vai ter um cinturão de monitoramento. O processo de segurança é fundamental para o turismo. O turismo é 23% da receita que a gente tem aqui em relação à prefeitura arrecada. Então, esses pontos são importantes: saúde, segurança e a desregulamentação da economia.

Tribuna – O senhor acha que com a campanha tem conseguido mobilizar o eleitorado mais conservador?

Cezar Leite – O conservador não tem crescido, ele já é presente. Se confunde o conceito. Muitas pessoas são conservadores e não sabem. Eu mesmo fui a longo do tempo, estudando a respeito do assunto. Quando você defende a família, os valores de respeito aos mais velhos, a quem tem maior conhecimento, defende a fé, todos têm direito a fé, a acreditar em Deus. Não se pode colocar em segundo plano. Não pode ser de forma jocosa. Quando defende o direito à vida, contra o aborto. A gente é a favor da propriedade privada. O que é meu é meu, o que é seu é seu. Não pode chegar ao poder público e tomar, o MST que invade. Quando a gente começa a traduzir isso as pessoas começam a entender o que é conservadorismo. A gente faz a mudança na nossa vida de forma prudente, organizada. E não revolucionária, não descontruindo tudo, como se nada do que feita está valendo e vai começar do zero. Não é isso. O mundo existe uma história, um caminho, e a partir daí vai crescendo. Ao longo dos anos, o Brasil tem expandido essa linguagem e tem abraçado. Por isso que eu saí candidato a prefeito, se eu não saísse quem ia sair? Seria a mesma conversa de comadre. A gente está mostrando o outro lado da discussão. Polarizou porque existe uma opinião diferente.

Tribuna – Uma pesquisa Datafolha mostra que nem Lula nem Bolsonaro serão bons cabos eleitorais nessa campanha. O que isso pode sinalizar?

Cezar Leite – Bolsonaro tem provado cada vez mais que é um presidente que tem honrado tudo que falou durante a campanha. Tem carregado muito forte os nossos valores conservadores e cristãos. Isso é indiscutível. Durante dois anos não tem um processo de corrupção dentro da Presidência. O auxílio-emergencial fez crescer o setor de mercado periferia. São pessoas que recebem R$ 400, e quando injeta R$ 1,2 mil as pessoas começam a comprar mais. Acabou crescendo o mercado de bairro, o comércio de bairro. Bolsonaro aumentou a popularidade no Nordeste por conta disso. Acredito que o Bolsonaro é um bom aliado, e pode estar ao lado do candidato seja a prefeito ou a vereador. A minha candidatura é do cara que é pai de família, trabalhador, preocupado em dar conforto aos filhos, ter uma sociedade melhor. É uma candidatura real, de um homem real que quer chegar à gestão para ajudar as pessoas.
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Da Tribuna. Por: Guilherme Reis - Editor de Política; Rodrigo Daniel Silva- Repórter e Paulo Roberto Sampaio - Diretor de Redação