O CHORORÔ BAIANO FAZ SENTIDO

         



Por Zédejesusbarreto
O Bahia não jogou bem contra o Fluminense, o 1 x 0 não foi injusto pelo que os times (não) produziram em campo, mas ... aquele pênalti marcado na tora pelo VAR contra o Tricolor baiano foi um absurdo. Menos de 24 horas depois acabo de ver dois lances idênticos, bem mais fortes, e as arbitragens nada marcam. Num deles, o atacante que se atirou levou cartão. Sim, há pouco, pelo Brasileirão, primeira e segunda divisão. Critérios? 

Sejamos claros. Nenhum árbitro europeu marcaria falta naquele lance, nem mesmo um árbitro de Libertadores. Nenê encenou, chamou a falta, ludibriou – o que, por sinal, faz muito bem, além de ser um craque – e merecia de fato era um cartão amarelo, pela presepada.


Ele entrava em velocidade na área pela esquerda, perseguido por Gregore e, ao sentir que a bola já lhe fugia do alcance, na direção da linha de fundo, deixou o corpo, retardou a passada esperando o choque natural de Gregore (na cola dele) e atirou-se teatralmente, gesticulando e berrando. O árbitro estava próximo do lance e não deu a falta, até gesticulou mostrando que nada tinha acontecido e o jogo seguia, mas... aí entrou em ação a máfia dos cariocas à frente do VAR lá do alto, pressionando o árbitro a parar e rever o lance na telinha, já um minuto e meio depois do acontecido. O que se viu a partir daí foi o árbitro de olho na tela, vendo e revendo, minutos, e confabulando com os árbitros de vídeo, carioquíssimos.Pressionado, voltou atrás e deu a penalidade, para revolta dos baianos. 

O que mais chateia é que não é a primeira nem segunda vez que Nenê faz a mesma coisa contra o Bahia, arma, encena e ganha, sempre. Algo combinado? Não condeno o atleta, muito pelo contrário, a manha é válida, como a catimba, mas a arbitragem posta-se conivente com a malandragem, sempre em favor dos cariocas contra os times do Nordeste. Seja Bahia, Vitória, Sport, Fortaleza...
Reafirmo: - Qualquer pessoa que jogou um pouco de futebol na vida sabe que aquilo jamais foi falta, nunca poderia ter sido marcado pênalti. Mas tem soprador de apito e cronista esportivo que nunca chutou uma bola, e outros adoram de ficar de quatro para os sulistas.


Chega, basta de ser prejudicado, anos seguidos, sempre, como regra geral !!! Não é de hoje. Na dúvida, sempre contra o Bahia. O VAR é manipulado, manipulável e ajuda sempre os do Sul, temos visto. Nenê sabe, conhece bem as tretas.
Depois do gol do VAR, o Flu fez o anti-jogo e nada mais aconteceu, o soprador de apito perdido em campo e conivente. Pior que o choque de Gregore em Nenê foi o lance do zagueiro Nino numa disputa pelo alto com Saldanha, na área, já quase no fim: lateral alçado da esquerda, Saldanha tenta subir para cabecear ou matar no peito mas não consegue, é derrubado pelas costas pelo zagueiro Nino, que usa o cotovelo claramente no ombro do atacante, impedindo-o de subir, e o empurra pelas costas, derrubando-o na área. O árbitro nem tchum, nada de VAR. Dois pesos, duas medidas. Mas, sabe como é, foi o garoto Saldanha, o baiano, o otário, o matuto ... não foi o es(x)perto e consagrado Nenê, manjado em cavar faltas e penalidades para ele mesmo bater e se consagrar. E glorificado por isso.
Assim é o futebol brasileiro, medíocre, hoje mais vivendo de simulações, cai-cai, mão no rosto, paralizações seguidas, sujeiras (dentro e fora de campo)...
Vejo diariamente jogos da Europa(clubes e seleções), da Argentina, Sul-americana e Libertadores ... e nenhum árbitro decente marca ou marcaria um mero encontrão daquele, forçado pelo atacante, cinema !


Claro não foi e não é bom para o Bahia o descontrole de Mano Menezes, mas ... que dá para perder a cabeça, lá embaixo, no calor da luta, sim, dá. Ainda mais quando se sabe dos preconceitos e favorecimentos contra os baianos. Mano sabe, esteve uma vida do lado de lá, conhece as tretas, como funciona o ‘esquema’. Daí a revolta.


Sim, senhores dirigentes do Tricolor, o Bahia, Bi-Campeão Brasileiro, continua ignorado, desmerecido, desrespeitado pelos ‘donos’ do futebol nacional, os sulistas. Eles querem tudo, mesmo que seja na tora. E conseguem, mandam.
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Jornalista e escritor