Bahia só empata com Juventude e permanece no sétimo lugar

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Por Zédejesusbarreto

Mais uma atuação ruim do Bahia fora de casa. O empate (1 x 1) até foi bom diante do sufoco que levou no final. Não perdeu por conta de grandes e salvadoras defesas do goleirão Ronaldo, destaque da partida. Algumas atuações vergonhosas, como a do becão de roça Gabriel Xavier e do lateral Gilberto, perdidos. O time de Ceni começou bem o primeiro tempo, fez o gol e depois que levou o empate sumiu. Voltou assediando no segundo tempo, mas logo arrefeceu o ímpeto, Ceni fez substituições que de nada adiantaram e, no final, foi um sufoco, um lá e cá de matar o torcedor do coração.

  A conclusão é de que temos de nos contentar mesmo com uma classificação, já assegurada, pera uma pré-libertadores (um sétimo lugar tá bom demais); é de bom tamanho para a qualidade da equipe que temos.   

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Em Caxias do Sul, serra gaúcha

–  Estádio Alfredo Jaconi, tempo bom, muitos espaços em branco nas arquibancadas, torcedor ressabiado, gramado em perfeitas condições. Presença de tricolores.

– Duelo entre o alto e o baixo da tabela, 36ª rodada. O Bahia, já garantido numa pré-libertadores em 2026, briga pra ficar entre os 5 primeiros e garantir vaga direta na disputa da principal competição continental. O Tricolor tem 56 pontos, no 7º lugar; vencendo ultrapassa Fluminense e Botafogo, é a meta. Mas, pra isso precisaria quebrar o tabu de não conseguir vencer esse duelo na serra gaúcha e, mais que isso, tem o desafio de voltar a vencer fora de casa. O time com um miolo de zaga (Kanu e Gab. Xavier) que não joga junto há uns seis meses, por conta de lesões de um ou outro.

– O Juventude está na vice-lanterna, praticamente desclassificado, rebaixado, com apenas 33 pontos ganhos, mas…  Só um milagre para que não volte à Série B em 2026; precisa vencer seus três jogos que faltam e ainda torcer por resultados favoráveis de seus concorrente diretos.. Mas é uma equipe que costuma dificultar dentro de seus domínios, joga pela honra diante do seu torcedor.

– Trajes: o time da casa no seu tradicional verde e branco; o Bahia com sua beca tri-colorida.

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Com bola rolando …

– O Bahia começou impondo seu ritmo, trocando passes, atacando. Aos 4’, em trama pela direita, Everton arriscou da entrada da área gaúcha, na  rede por fora, o goleiro Jandrei só espiando. O Juventude cercando, marcando.

– Aos 10’, Jandrei salvou, arrojado, nos pés de Juba. O Tricolor com mais posse de bola, os gaúchos reativos, avançando as linhas de marcação, apostando num erro do adversário. Aos 18’, a primeira chegada dos donos da casa, numa cabeçada de Mandaka, nas mãos de Ronaldo. A essa altura, as ações já mais equilibradas.

– Gol! 1 x 0 Bahia, aos 21min. Contragolpe, Everton, William José, o passe em profundidade e Ademir penetrando pela direita cortou pro meio e bateu de canhota, acertando o canto. Belo chute.

– Aos 25’, o árbitro inventou uma falta de Gabriel Xavier quase em cima da linha da grande área, Nenê bateu com perigo, a bola desviou a escanteio.

– Gol! 1 x 1 Juventude, aos 27’. Taliari recebeu da esquerda dentro da área, dominou, girou em cima de Gabriel Xavier e bateu seco, no canto. Empatando. Ah, meu zagueiro!

– O Tricolor sentiu. Os gaúchos foram pra cima, com mais apetite. Aos 37’, arremate de Nenê, de longe, Ronaldo espalmou, por baixo.

   O Bahia começou melhor, fez o gol, tinha o domínio das ações até levar o gol num cochilo primário de Gabriel Xavier. Com o empate, o Juventude cresceu e terminou se impondo, com vigor. Ou o Tricolor mudava a postura para a segunda etapa ou… se antevia mais uma jornada negativa fora de casa. Cá pra nós, não se pode levar um gol de baba daqueles, sr Gabriel Xavier; tenha dó.

 Segundo ato – Ceni mexeu no intervalo; Nestor no lugar de Jean Lucas (que levou amarelo e está fora do jogo contra o Sport). Logo no recomeço, uma bomba de longe de Nestor, o goleiro Jandrei bateu roupa, Pulga quase aproveitou o rebote, foi atropelado; o árbitro deu escanteio. Aos 4’, Juba recebeu em profundidade, pelo meio, mas foi atropelado pela zaga, o árbitro nem tchum.  O Tricolor recomeçou acuando, pressionando, explorando mais o lado esquerdo, com Pulga e Juba.

  –  Aos 8’, Pulga penetrou livre pela esquerda, mas ao invés de finalizar resolveu passar e a zaga travou. Aos poucos, os gaúchos foram novamente equilibrando. Aos 16’, após uma lambança pelo alto do goleiro Jandreii, o Bahia teve duas chances de marcar, a bola pererecando na pequena área gaúcha; a zaga prevaleceu. O Tricolor continuava assediando, mas…

– Olhe o War!

 – Gol anulado do Juventude, aos 23min. Marcos Paulo, de bicicleta, um golaço, no  primeiro contragolpe dos gaúchos; bola levantada na área, pra lá e pra cá, Marcos Paulo pegou livre, sem marcação, o miolo de zaga baiano espiando, beleza, mas… o VAR pegou impedimento na jogada, ufa!  

– Aos 29’, Gilberto envolvido, cruzamento da esquerda, Negueba se antecipa a Gabriel Xavier e Ronaldo salva, corajoso. Aos 32’, em outra boa arrancada de Ademir, Gilberto ficou com ela limpa na grande área, mas pegou muito mal na bola.

O tempo passando, muitas substituições, o jogo ficou morno e bem parelho, aberto.  – – Aos 41’, um cruzamento longo de Enio, da esquerda, bola traiçoeira, Ronaldo salvou, espalmando. Aos 43, demir foi lançado em profundidade, pela direita, foi atropelado na área, nada. Aos 44’, novamente Ronaldo apareceu bem numa cabeçada perigosa. O árbitro acrescentou 10minutos e os gaúchos na velha tática do Carpini, a alçar bolas na área inimiga, sufocando. Ronaldo gigante, salvando pelo alto, garantindo o empate. O Bahia já não ameaçava na frente.  

Dai’, num contragolpe, Tiago, Ademir, Caio tiveram chances em sequência do desempate; os baianos pediram pênalti, o árbitro não deu. Na volta, quase gol do Juventude, a bola atravessando a pequena área baiana, ninguém escorou.  Um lá e cá absurdo, emoções até o apito final, e a bola não quis entrar. Deu empate.  

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– Destaques

  No Bahia, Acevedo (monstro), Ademir, Éverton (enquanto deu), W. José.  Grandes  defesas do goleiro Ronaldo, garantiu o empate no final. Atuações muito abaixo de Gilberto, Jean Lucas, Pulga…  e o desastre do becão Gabriel Xavier (lento, sem noção, sem tempo de bola, comprometeu no gol)  

  No time gaúcho, Nenê, aos 45 anos, ainda joga muito, enquanto tem pernas e fôlego, e manda no jogo, cava, apita, catimba… Mandaka, Marcos Paulo… a garra do time, à beira do rebaixamento, a entrega.  

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Ficha Técnica

– Juventude do treinador Tiago Carpini: Jandrei, Luan, Rodrigo San, Marcos Paulo; Reginaldo (Ewerton), Caíque, Mandaka, Marcelo Hermes e Nenê (Babi); Bilu (Negueba) e Taliari. (Jadson, Ênio)

– O Bahia escalado por Rogério Ceni: Ronaldo, Gilberto, Gabriel Xavier, Kanu, Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Jean Lucas (Nestor), Everton Ribeiro (Erick); Ademir, William José e Pulga (Tiago). (Cauly)

– Arbitragem do Pará (? longa viagem…) – Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho (haja nome) no apito. Fraco, caseiro, apitava tudo o que Nenê e os gaúchos pediam (faltas, cartões…).  

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– O próximo jogo do Bahia, pela penúltima rodada, é na Fonte Nova, contra o já rebaixado Sport Recife. Quarta-feira, dia 3 dezembro, às 20h.

 – O Vitória joga neste sábado, dia29, pela 36ª rodada, no Barradão, às 16h, contra o Mirassol, a sensação, grande surpresa da competição, 4º colocado. O Leão brigando pra não cair.

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Outros jogos da sexta:

– Vasco da Gama 2 x 0 Internacional (jogo interrompido por conta das fortes chvas no Rio); às 21h30, Santos x Sport Recife.   A rodada segue no sábado e domingo.

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 Final da Liberta

Na boca da noite deste sábado,  dia 29, em Lima, capital do Peru, numa altitude suportável, a grande final brasileira da Libertadores da América – Palmeiras x Flamengo.

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Foto: EC Bahia – Letícia Martins