Por Roberval Santos
Depois de um ensaio num novo equipamento cultural em Salvador, no Campo Grande, inaugurado esta semana, a charmosa e aconchegante Casa de Cultura Eduardo Cabus, ao invés de pegar um Uber, ainda era cedo, resolvi caminhar, como sempre faço e gosto.
Perto do “Abaixadinho”, encontrei Buck Jones com aquele alto astral de sempre. Pra variar, cantarolou um samba lindo e inédito.
Mais adiante, um ex-colega da EMUS, que estava indo para um concerto de despedida no MAB, me deu a notícia da aposentadoria do professor de percussão da UFBA, Jorge Baguinha. Se soubesse antes, teria me programado.
Quando cheguei em frente ao MAC, avistei uma trupe sentada num “açaí”, que fica num nível mais elevado, ao mesmo tempo em que um automóvel que passava buzinava freneticamente! Subi para dar um abraço em Paquito e os Retrofoguetes (Fábio Rocha, Rex e Julio Moreno), quando me ligou Ray Gouveia: “Oh, seu sacana, buzinei e você nem olhou!” Estava indo para o concerto de Baguinha.
Contei e mostrei o celular com as mensagens a Paquito sobre sua canção, e ele se emocionou! Ontem, provocado por uma mensagem que enviei sobre um disco de Jussara Silveira com canções de Ronaldo Bastos, Chico Gomes me retornou sobre uma outra canção que Jussara canta no excelente disco de 1997, e que ele acha o máximo: “O que pode ser!”
Fiquei de perguntar a Paquito de quem era a letra, já que é uma parceria com Eduardo Luedy. Chico, grande músico, enviou mensagem confessando que era fã dele. Pedi pra Roney George me enviar o contato, pois tinha perdido. Nem adiantou, a caminhada me fez encontrá-lo junto aos super talentosos e muito queridos Retrofoguetes. Papo bom, divertido e ideias jogadas no ar…
O Retrofoguetes lançou recentemente uma linda camisa com a marca do grupo e uma arte muito massa! Para adquirir, é só entrar em contato pelo Instagram. Não vou trocar uma boa caminhada com a perspectiva de vários encontros pelo individualismo solitário de um automóvel(UBER)… Um carro é necessário para várias necessidades, principalmente de trabalho. Mas tente caminhar em pequenos trajetos… Talvez tenha boas emoções e histórias para contar!
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Músico e cronista

