Por Gilfrancisco
A caminhada

José da Silva Ribeiro Filho nasceu em Aracaju, Sergipe, às 21 horas à rua de Japaratuba a 15 de janeiro de 1907, filho do coronel José da Silva Ribeiro, avós paternos (José Eusébio da Silva e Francisca Jardins de Oliveira) e de D. Maria Eugênia de Matos Ribeiro, avós maternos (João Wictor de Mattos e Maria Enorácia de Mattos). Iniciou seus estudos em Aracaju e na adolescência deu continuidade em várias cidades. Em 1921 encontrava-se cursando a 2ª turma do Ginásio Pernambucano, como aluno interno, realizando exames gerais preparatórios.
Em virtude de adaptação com à alimentação, e a situação financeira enfrentada pela família naquele momento, optaram por retornar para Sergipe. De Aracaju. o jovem Silva Ribeiro vai morar na Bahia, no município de Ilhéus e inicia-se nas atividades comerciais. Não se adaptando, resolve cursar Direito na capital baiana.
Conforme documento escolar atestado pelo Atheneu Pedro Segundo, que o mesmo realizou exame vestibular, sendo aprovado em 10 de abril de 1931, nas seguintes matérias: Literatura Geral; Literatura Nacional; Filosofia; História Universal e
História do Brasil. Documento assinado pelo diretor Bernardino José de Sousa, aprovado em 10.04.1931 na Faculdade Livre de Direito da Bahia, e transferido no 3º ano, em 1933 para a Universidade do Rio de Janeiro, conforme documentos apresentados pelo acadêmico José da Silva Ribeiro Filho, o qual colou grau de Bacharel em ciências jurídicas e sociais, em 3 de dezembro de 1935.
Na capital federal, para manter os estudos na Faculdade, emprega-se no Centro D. Vital, passando a conviver com a intelectualidade católica, entre as quais Sobral Pinto, Wagner Dutra e Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde).

Despedida
A Faculdade de Direito (RJ) homenageou José da Silva Ribeiro Filho entre os mais brilhantes expoentes da turma de bacharéis de 1935:
O novo advogado nosso amigo e companheiro de AVC é natural de Sergipe, para onde deverá partir agora, afim de ocupar o cargo de Delegado de Polícia, em Aracaju.
Por motivo de sua partida, foi-lhe oferecido um almoço, no Assírio, pelos amigos, que lhe fizeram, na mesma ocasião, o presente de um anel de bacharel em ciências Jurídicas e Sociais.
A entrega deste presente foi feita pelo Dr. Alceu Amoroso Lima, o qual, em rápidas palavras, realçou os dotes morais e intelectuais do homenageado, dizendo tratar-se de um possuidor da primeira virtude necessária a todas as demais, que é a modéstia.
E, para prova-lo, recordou o fato de um dia se ter, com muita insistência, descoberto um escritor para a “Coluna do Centro”, que vivia humildemente escondido entre os funcionários da Coligação Católica Brasileira.
O homenageado, muito comovido, agradeceu aquela manifestação de carinho, dizendo nunca mais poder esquecer os amigos que ali se encontravam. [1]

Homenagem
Por ato do Exmº Governador de Sergipe, foi nomeado, faz poucos dias, delegado de polícia de Aracaju, Dr. José da Silva Ribeiro Filho, bacharel em ciências jurídicas e sociais, curso recentemente concluído com brilhantismo:
Espírito superior, inteligência vigorosa e sobretudo boníssimo coração, conseguiu o Dr. Ribeiro Filho, durante o tempo em que esteve entre nós, fazendo o seu curso de direito e ao mesmo tempo aplicando as suas atividades num posto da Coligação Católica Brasileira, conquistar grande número de amigos e admiradores.
Este querendo prestar-lhe numa justa homenagem, oferecem-lhe, a 11 do corrente, no Restaurante Assírio, um cordial almoço de despedida, durante o qual usou da palavra o Dr. Alceu Amoroso Lima, fazendo ao homenageado a entrega oficial de um belo anel de grau, presente dos seus amigos. [2]
União Republicana

Em 10 de março de 1936, aconteceu uma grande reunião da União Republicana de Sergipe, da qual participou o recém bacharel:
Estiveram reunidos no Cineteatro Rio Branco os correligionários da URS, partido que apoia a administração do governador Eronides Ferreira de Carvalho, festejando a passagem do terceiro aniversário de sua fundação.
O recinto do teatro foi pequeno para conter a enorme massa de adeptos, vindas de todos os pontos do Estado, atendendo ao chamado dos chefes políticos e elementos vários que se acobertam sob essa bandeira política.
Discursaram Ephrem Lima, José da Silva Ribeiro Filho, Maria Rita Soares de Andrade, Dr. Abelardo Maurício Cardoso e outros. [3]
Homenagem ao Pai
Em nome do seu venerado pai, coronel José da Silva Ribeiro, homenageado pela Academia Sergipana de Letras – ASL, na inauguração- do seu retrato na Galeria da Casa, o poeta José da Silva Ribeiro Filho, discursou na sessão festiva realizada em 4 de março de 1949:
Homem simples, mas de delicada sensibilidade, foi-lhe fácil compreender a nobreza da vossa intenção, tanto mais quanto a aposição do seu retrato neste sodalício é iniciativa que parte daqueles mesmos corações amigos que já o fizeram patrono da Academia, num ato menos de justiça que de bondade. E atos que tais, bem o sabemos, enobrecem e dignificam sobretudo aqueles que os praticam.
Mas senhores acadêmicos, eu vos acabo de dizer que meu pai é exatamente sensível. Pois bem: Si a sensibilidade pode realmente ser, sob certos aspectos, uma outra forma de inteligência, estarão descobertos os laços que vós prendestes a esse homem simples de quem, todavia, tantos vos distanciais pelo vosso talento e pela vossa cultura. É que, senhores acadêmicos, o vosso engenho e a vossa arte não vos separam do comum dos mortais. Sois alma “vivas”, vivas no sentido de que nos falava Jackson de Figueiredo, e porque e sois vos comunicar em outras almas, simples e humildes, porém transbordantes de simpatia humana. (…) [4]
Academia de Letras
Eleito para assumir a cadeira nº.11, em 15 de agosto de 1951, sucedendo a Costa Filho, José da Silva Ribeiro Filho foi recebido pelo acadêmico (padre) Carlos Camélio Costa, que destacou suas virtudes morais e intelectuais. A Academia Sergipana de Letras viveu nesta data, um dos seus grandes dias com a magnifica sessão solene, em que se empossaram a Nova Diretoria do sodalício e o novo imortal, Dr. José da Silva Ribeiro Filho, eleito para a cadeira de que é patrono Francisco Antônio de Carvalho Lima Junior (1856-1929) e que foi ultimamente ocupada pelo Dr. Luiz José da Costa Filho.
Após pronunciar brilhante discurso em que traçou as linhas metras do programa da nova Diretoria e focalizar aspectos da vida da Academia, desde os dias primeiros da Hora Literária, o Dr. Marcos Ferreira situou muito bem o homem intelectual na paisagem movimentada do mundo hodierno, tecendo, a respeito, considerações que motivaram entusiásticos aplausos.
Vejamos um trecho do Discurso de Silva Ribeiro:
Quando homenageastes o vosso patrono, meses antes do seu falecimento, concedestes-me a honra de ocupar a tribuna desde Sodalício como interprete dos sentimentos do homenageado.
Senti-me, então, à vontade, não apenas pela circunstância de ocupa-la acidentalmente, mas sobretudo, porque certo estava da complacência com que me ouviríeis no desempenho de um mandato que a outro não devera de ser conferido e do qual facilmente me desobrigara dizendo breves e singelas palavras.
Do outro modo, aliás não pudera traduzir os sentimentos e as emoções de um homem que, como vosso patrono, trazia sempre o coração nos lábios. De um homem que nunca se fez nebuloso e reticente para dizer o que sentia, por isso mesmo que a sinceridade era uma das suas principais características.
O novo acadêmico impressionou muito bem a assistência constituída de escól social e intelectual de nossa Barbosópolis. Orador eloquente, Mons. Carlos Costa, apesar de seu estado de saúde um pouco abalado, proferiu bela e substanciosa oração em que deu boas vindas ao novel imortal, evocando a figura respeitável e saudosa de seu pai, Cel. José da Silva Ribeiro, a quem a Academia deve a sua existência.
Santo Souza na Academia
Em 4 de julho de 1970, o poeta Silva Ribeiro Filho recebe na ASL, o poeta Santo Souza (1919-2014). Finalmente o poeta Santo Souza assumiu a cadeira de nº 3 na Academia Sergipana de Letras, na vaga deixada pelo poeta Cleomenes Campos (1895-1968), e da qual é patrono Fausto de Aguiar Cardoso (1862-1906). Santo Souza é filho da cidade de Riachuelo, e nasceu a 27 de janeiro de 1919, sendo filho de D. Hermínia de Araújo Santos, casado com D. Maria Ana Gama Souza. Vejamos um trecho do Discurso:
Senhores acadêmicos
Vamos falar de poetas. Do que ora está sendo recebido festiva e carinhosamente – Santo Souza – e daquele outro, não faz muito tempo desaparecido, que legou às letras pátrias uma obra aplaudida pela nossa melhor crítica literária – Cleomenes Campos.
Felicitamos o novo confrade, por isso que sobremaneira honrado há de sentir-se com a sua eleição para uma vaga tão difícil de preencher. Felicitemo-lo efusivamente, como sucessor de um poeta de quem se pode dizer, sem lisonja, que foi um dos grandes poetas brasileiros de sua geração; mas felicitemos com efusão ainda maior a Academia, por ter sabido fazer de tal sucessão uma auspiciosa continuidade.
Sabemos nós outros, distinto recipiendário, que sois um autêntico “self made man”.
Menino pobre que não logrou chegar sequer ao curso secundário, cedo demais, quando mal se definiam as vossas primeiras aspirações, começastes a compreender que pobreza é sinônimo de adversidade.
Morte
Faleceu no inicio da tarde do dia 10 de setembro de 1976 em sua residência, o poeta e professor José da Silva Ribeiro Filho, ex secretário de Segurança Pública e Diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Sergipe. Enfermo há algum tempo, talvez pressentindo a morte, lançou poucos dias antes, em sua residência, seu único livro de poesia “A Estrela e a Flor”, com belíssima capa do artista plástico J. Inácio, cuja edição preparada por Wagner da Silva Ribeiro.
José da Silva Ribeiro Filho, advogado, exerceu vários cargos públicos em Sergipe. Foi Secretário da Fazenda, Secretário de Justiça e por fim, Secretário de Segurança Pública, deixou-a para ir dirigir a Faculdade de Direito, da qual tinha sido um dos fundadores. Durante sua trajetória, assumiu a diretoria do Serviço das Municipalidades, consultor jurídico do Serviço Pessoal e Diretor do Reformatório Penal do Estado.
Na área do ensino universitário, exerceu a de professor da Cadeira de Direito Penal, lecionando também na Faculdade de Ciências Econômicas de Sergipe. Informa a Gazeta de Sergipe, que Silva Ribeiro era:
Magistrado por concurso, aposentou-se como Juiz Presidente da 1ª Junta de Conciliação e Julgamento de Aracaju. Pertenceu à Hora Literária e foi membro da Academia Sergipana de Letras, ocupando a cadeira de número 11, em 15 de agosto de 1951, sendo recebido pelo amigo, padre Carlos Camélio Costa, cujo patrono era Francisco Antônio de Carvalho Lima Junior, um dos grandes jornalistas e pesquisador da cultura sergipana. Igualmente, foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e da Associação Ibero-Americana de Direito do Trabalho. Recentemente recebeu a Medalha do Mérito Cultural Inácio Barbosa.

Filhos
Filhos de José da Silva Ribeiro Filho e d. Maria Eugênia de Mattos Ribeiro: Maria Eugênia Pereira Ribeiro, José da Silva Ribeiro Neto, Wagner da Silva Ribeiro, Maria Luiza Ribeiro Guerra, Artur da Silva Ribeiro (falecido), Marcelo d Silva Ribeiro, Rita de Cássia da Silva Ribeiro, Maria de Fátima da Silva Ribeiro, Ligia Ribeiro de Araújo e Maria Auxiliadora Silva Ribeiro. [5]
Antes do sepultamento, seu corpo foi velado na Faculdade de Direito, onde recebeu as homenagens dos professores, alunos e familiares. O sepultamento foi às nove horas no cemitério Santa Isabel. O professor Silva Ribeiro deixou viúva a Sra. Joana Brandão da Silva Ribeiro.
Post-scriptum
A estrela e a flor
Morreu José da Silva Ribeiro Filho. Todos nós, seus colegas e amigos, já esperávamos a sua chegada. Recolhido ao leito, doente, ele sofria. E em que pesem os recursos da Medicina, nada mais podia ser feito. Chegara a hora do poeta. Do autor de A Estrela e a Flor. Desde o lançamento do livro, sentimos que a estrela estava se apagando e a flor murchando lentamente.
Apesar de esperar, a notícia colheu-me de surpresa. Recolhida ao Santa Isabel, acompanhando meu pai doente, liguei o rádio do carro quando ia até minha residência tomar um banho restaurador enquanto outro irmão ficava a cabeceira do velho (que graças a Deus vai indo bem, entregue aos cuidados eficientes do Dr. Fernando Maynard) e ouvi a notícia.
A morte sempre causa um impacto. A certeza de que não somos nada. Vieram as lembranças dos papos intermináveis, entre uma aula e outra, na sala da diretoria da Faculdade de Direito. As confidências diriam melhor reminiscências entre ele, Monteirinho e Osman Hora Fontes. Nós, os mais jovens, ouvimos e participávamos das recordações dos tempos em que o trio estudava no Rio. Das suas recordações de infância no casarão enorme, vividos na casa de seus pais, onde hoje funciona a nova Caixa Econômica. Você precisava ver as mangueiras, menina, dizia ele, o quintal ia até a rua Itabaiana. Eu fechava os olhos e tentava encontrar o Aracaju antigo, de sua infância.
Que dizer a Wagner Ribeiro, seu filho tão querido? Que dizer a Maria Eugênio e todos os outros que encontrei a noite, chorando inconsoláveis. Que, inegavelmente, a morte é a única certeza da vida. “A nuvem, em chuva, sobre a terra se desfaz/ o homem lavra a terra e sob ela jaz/ E depois de muitos verões/ Também os cisnes, morrem.” [6]
Centenário (1907-2007)
O ano de 2007, culturalmente muito importante para Sergipe, quando foram festejados vários centenários de intelectuais da terra Serigy, que atuaram em diversos campos da memória cultural sergipana, alguns como: Severiano Mauricio Cardoso (1840-1907), estanciano, professor de língua italiana, de lógica, de aritmética e matemática na Escola Normal. Deputado provincial por duas legislaturas, um dos fundadores da Loja Maçônica Cotinguiba, de Aracaju. Colaborou em vários jornais baianos: A Bahia, Jornal dos Caixeiros e Phenise, e em Sergipe O Americano, Jornal do Comércio, Folha de Sergipe, O Estado de Sergipe. Abelardo Romero (1907-1979), lagartense, é um dos introdutores do modernismo em Sergipe, iniciou sua carreira de jornalista escrevendo para os jornais de Estância, além de desenvolver essas atividades no Rio de Janeiro, em periódico como: Diretrizes, O Panfleto, O Jornal e muitos outros pertencentes ao grupo dos Diários Associados de Assis Chateaubrianb (1891-1968). Deixou uma obra extensa, prosa e poesia. Outra figura importante, João Bosco de Andrade Lima (1907-1980), bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, foi juiz municipal de Anápolis, Vila Nova e de Lagarto, até chegar ao cargo de Desembargador do Superior Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe. Em seguida, assumiu a Presidência do Tribunal Regional Eleitoral, permanecendo até 1946, alcançando depois a Presidência do Tribunal de Justiça, em 1960, sendo reeleito em 1965. Francisco Leite Neto (1907-1964) estudou as primeiras letras em escolas particulares na cidade de Riachuelo e Aracaju. Advogado, dirigiu a Penitenciária Modelo de Aracaju. Foi eleito deputado pelo PRS à Assembleia Constituinte Estadual, e por algum tempo foi consultor jurídico do Estado. Leite Neto dirigiu O Jornal da Manhã, foi um dos fundadores da Faculdade de Direito de Sergipe, na qual lecionou a disciplina Ciências das Finanças. Ingressou em 1940 na Academia Sergipana de Letras.
Quando José da Silva Ribeiro Filho completou 100 anos de nascido (1907-2007), celebrações organizadas pelo poeta Wagner Ribeiro (1944-2017), incluiu um concurso literário de poesia, e lançamento do livro A Estrela e a Flor, 2ª edição, ampliada e revisada, 190 páginas. Esta nova edição, traz em seu Apêndice: Prefácio à primeira edição (Santo Souza), Um homem exemplar (Luiz Antônio Barreto), Carta, trecho (Alceu Amoroso Lima), Prefácio (Wagner da Silva Ribeiro), contracapa (Jackson da Silva Lima) e dois dos seus discursos – Discurso de posse de S.R.F., na Academia Sergipana de Letras e Discurso recebendo Santo Souza , na ASL, e resultado do Prêmio de Poesia – Centenário de Silva Ribeiro Filho.

Mensagem de Wagner da Silva Ribeiro
Em 12 de dezembro de 2007, o acadêmico Wagner da Silva Ribeiro proferiu discurso na sessão solene da Academia Sergipana de Letras, anunciando o Centenário de Silva Ribeiro Filho. Vejamos um trecho:
Quando José da Silva Ribeiro Filho, meu querido e muito saudoso pai, ingressou nesta Academia, foi recebido pelo seu amigo de longas datas, Monsenhor Carlos Costa, em oração cujas palavras finas foram estas: “Bendito o filho que volta à casa paterna”.
Diz Silva Ribeiro em seu Discurso:
Seja, porém, como for, eu vos sou profundamente reconhecido por esta outra homenagem que prestais a meu pai. E não me humilha, antes me comove e desvanece terdes querido fosse eu, nesta Casa que ele tanto amou, o seu retrato vivo, a sua continuidade emocional.
Continua Wagner:
Como homem de letras, Silva Ribeiro Filho foi essencialmente um poeta. E se começo por uma referência a discursos seus, faço-o porque os seus textos estão repletos de imagens poéticas; e porque, em dois deles, discorre, amplamente, sobre poesia e poetas, deixando assentados seus ideais estéticos. A eles voltarei nesta oração.
Wagner Ribeiro, chama a atenção para o texto do jornalista Luiz Antônio Barreto (1944 -2012) Um Homem exemplar, publicado na 2ª edição de A Estrela e a Flor:
O discurso de José da Silva Ribeiro Filho é uma peça da mais alta qualidade literária, entranhada com a essência humanística que marcou gerações em todo o mundo, própria para ser recitada numa entrada acadêmica, em si consagradora, e para ele da mais inteira justiça.
Encerrando sua oração, o orador Wagner Ribeiro reproduz as últimas palavras reveladoras, que foram dirigidas a ele, por seu pai:
Meu filho, este barco não vai longe.
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GILFRANCISCO é jornalista, escritor, Doutor Honoris Causa concedido pela Universidade Federal de Sergipe – UFS, Membro do Grupo Plena/CNPq/UFS, do GPCIR/CNPq/UFS e do Clic – grupo de pesquisa – Crítica Literária e Identidade Cultural.
[1] Vida. Rio de Janeiro, nº 22, janeiro, 1936.
[2] A Cruz. Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1936.
[3] Diário de Notícias. Aracaju, 10 de março de 1936.
[4][4][4] Revista da Academia Sergipana de Letras. Aracaju, nº 14, abril de 1949.
[5] Gazeta de Sergipe. Aracaju, 11 de setembro de 1976.
[6] Gazeta de Sergipe. Aracaju, 9 de dezembro de 1976.

