Por Joaci Góes
Ao amigo e professor César Faria.
Qui gladio ferit gladio perit (Quem com ferro fere, com ferro será ferido) é a frase latina mais proferida, in pectore, nos últimos tempos, em um Brasil que passou a viver sob o broquel de um fascismo inaugurado pela aliança espúria entre Lula e parcela majoritária do STF, sob a liderança do ministro Alexandre de Moraes, seguido da cooptação de personalidades de relevo do legislativo e do Ministério público. O resultado é o que todos sabem dentro e fora do Brasil: a agonia, por esfacelamento moral, do STF-Supremo Tribunal Federal, até há pouco, o órgão mais respeitado e admirado dos 135 anos do Brasil Republicano, hoje rejeitado pela maioria esmagadora da população brasileira, em consequência do comportamento delituoso de três dos seus integrantes, conforme indiciamento, no relatório da CPI do Crime Organizado: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, acompanhados do Procurador Geral da República, Paulo Gonet. Mais cedo do que tarde, saber-se-á quanto custou ao Erário e à dignidade no exercício da Política a exclusão, por 6 votos contra 4, a retirada dessas personalidades que tanto têm colaborado para rebaixar a dignidade e o prestígio do Judiciário Brasileiro.
Uma vez esgotadas as manobras para fazer de conta que nada tem a ver com as ultrajantes práticas que, na atualidade, enodoam a imagem do Brasil aos olhos do Mundo, Lula já não sabe como agir, para fazer de conta que nada tem a ver com o mar de lama que já ultrapassa, folgadamente, a soma dos assaltos aos cofres públicos decorrentes do Mensalão e da Operação Lava-Jato, a seu tempo, recordes em matéria de saque contra o contribuinte.
Registre-se que, relativamente ao Ministro Gilmar Mendes, além de uma suspeita difusa quanto ao caráter pouco republicano de alguns dos seus votos, ainda ecoam as graves acusações e diatribes que, contra ele, em rosto, e plenamente exibidas pela TV, foram proferidas pelos então ministros Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso.
Relativamente, aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, pela gravidade comprovada dos delitos que cometeram, deveriam ser afastados, em nome da decência mínima, enquanto perdurar o processo jurídico-moral que respondem perante o mundo da decência de dentro e de fora do Brasil. Basta lembrar que os crimes de advocacia administrativa praticados por ambos são sensivelmente mais graves do que o gravíssimo praticado pelo Ministro do STJ Marco Buzzi, já defenestrado pela sua Côrte cujos membros concluíram ser o dever de zelar pela imagem da instituição bem mais valioso a preservar do que os deveres habituais derivados do compadrio corporativo.
Com a popularidade em queda livre, aparentemente, irreversível, de parelha com uma rejeição que não para de crescer, Lula atua como se conhecesse esses senhores, “amigos de amigos meus”, apenas, de ouvir falar, embora já venha negociando a cobiçada ocupação de suas respectivas vagas, que ocorrerão, mais tardar, já no primeiro semestre do próximo ano, na vigência do governo do novo mandatário da Nação. O Senador Rodrigo Pacheco e o PGR Paulo Gonet, segundo observadores da cena política, estariam entre os potenciais destinatários das cobiçadas prendas.
Esforço vão, esse do Presidente, cada dia mais rejeitado por apoiadores tradicionais, que sabem ser Lula o líder natural do conjunto de trambiques que comprometem o esforço nacional pelo seu desenvolvimento. Enquanto 80% das famílias brasileiras se encontram superendividadas, Lula manda a sua assessoria fazer o que for necessário, mesmo quebrando o Brasil, para assegurar a sua continuidade no poder.
Tem razão Joseph de Maistre: “Cada povo tem o governo que merece”(Toute nation a le gouvernement quélle mérite”}!


