Bahia perde do Cruzeiro de virada em casa e sai de campo vaiado 

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Por Zédejesusbarreto

Outra derrota, feia. O Bahia já não consegue vencer nem jogar bem em casa. A fase é ruim, o torcedor vaia, já não enche as arquibancadas, e pede a cabeça de Rogério Ceni, que ainda não tinha vivido uma crise dessa à frente do Tricolor, em queda, descendo a ladeira. Nada mais dá certo em campo, a equipe corre, corre mas não tem pegada e nada constrói.  A derrota para o Cruzeiro (1 x 2, de virada) foi até por um placar pequeno, diante do volume de jogo dos mineiros, donos do meio-campo, ganhando rebotes e divididas, com mais gana, atuando quase todo tempo no campo defensivo tricolor, como se fossem os dono da casa, e da bola. O Cruzeiro foi melhor, mereceu vencer. Ganhou o duelo no meio-campo e buscou o gol o tempo todo.

  Acevedo tem de voltar, urgente, para o meio de campo, é a melhor pegada do time.  Jean Lucas e Everton Ribeiro caíram muito de produção, não acham a bola, o passe.  Nossos meias não marcam e não chutam, e o centroavante não existe. Rogério Ceni parece desolado, já não consegue motivar ou perdeu o tesão, o vestiário, a confiança dos jogadores… A tendência, no fim dessa rodada é o time ter caído posições na tabela de classificação.  Uma sacudidela já, com mudanças necessárias e ousadas, ou a ‘vaca vai pro brejo’. Tá no caminho, pertinho.

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Na Fonte Nova

– Pela rodada 15ª, o Bahia em 6ºlugar, com 22pontos ganhos, precisando voltar a vencer em casa para, quem sabe, voltar ao G-4. O Cruzeiro, vindo de derrota no clássico mineiro, com 16pontos, em 15º lugar, lutando por pontos pra fugir das proximidades da zona de perigo.

– Tempo instável em Salvador, sem chuvas, público aquém do costumeiro, relvado com boa aparência.  O Tricolor de camisetas brancas, com aquela faixa diagonal em vermelho e azul; o Cruzeiro de camisas azuis.

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Com bola rolando…

Primeira chegada do Bahia, aos 6min, com chute cruzado e forte de Sanábria, na rede por fora. Um começo aberto e bem equilibrado, posturas ofensivas das equipes. Marcações adiantadas e briga pela bola. Aos 10’, Sinisterra caiu pro meio e ficou de cara, Acevedo atirou-se na bola e travou o chute. A ‘raposa mineira’ bem ousada, com um meio-campo consistente. Muita pegada nas intermediárias.

 – Aos 23’, após grande jogada de Pulga pela direita, cruzou para o meio e Fabricio deu uma rasteira em William José, na hora do arremate. O árbitro deu pênalti e os mineiros o cercaram, reclamando, minutos perdidos. Cartão amarelo para o zagueiro.

– Gol! 1 x 0 Bahia, Juba, aos 27min. Bateu seco, forte, rasteiro, no canto. O goleiro foi mas não chegou.

   Aos 35’, William José sentiu o tornozelo e foi substituído por Everaldo.

– Gol! 1 x 1, Cruzeiro. Kauã, aos 40min. A raposa entrou trocando passes da direita para o meio e Mateus Pereira achou Kauã livre, sem marcação, entrando na área pela esquerda (cadê Pulga?). O tiro saiu forte, cruzado, passou por baixo do goleiro Leo Vieira. O bandeira marcou impedimento, mas o VAR confirmou o gol, não houve irregularidade no lance.

  Os tricolores sentiram o gol, perderam-se por uns instantes. Aos 46’, num contragolpe, a defesa baiana aberta, Lucas Romero despachou a pancada, Leo Vieira espalmou pra frente. Aos 51’, Gérson tentou de longe, assustando. Parte da torcida vaiou, no intervalo, queria mais.

   O Cruzeiro foi mais consistente, marcou melhor e errou menos, ganhando mais os duelos no meio de campo, jogando com mais objetividade, chutando mais. O Bahia correu muito, mas não conseguiu impor seu jogo de troca de passes. Foi insinuante pelos lados, sobretudo com Pulga. O time não chuta de longe.  Muita pressão dos mineiros em cima do árbitro.

– Segundo ato:

                          – Mudanças: No Bahia, Ademir no lugar de Sanábria. Logo no recomeço, o árbitro marcou falta de Jean Lucas, próximo da área defensiva; bola alçada, testada e completada, gol anulado por impedimento. Muita pegada forte, de lado a lado. O Cruzeiro mais ofensivo, assediando, mostrando mais gana, buscando o gol.

Um Bahia lento, perdendo as divididas, marcando mal. E sem poder de fogo.

 – Aos 15’, Nestor no lugar de Everton Ribeiro, já sem pernas, sem fôlego. Só aos 20’ o Bahia chegou, com um bom chute de Ademir, de canhota; o goleiro Otávio espalmou. Aos 22’, Kaio Jorge girou e bateu, a bola passou a um palmo do rodapé de Leo Vieira. Os mineiros continuavam atuando mais próximos da área tricolor, insistindo nas bolas alçadas, perigosas, sobretudo em escanteios e faltas. Leo Vieira tendo trabalho. O Bahia explorava a velocidade de Ademir pela direita. Mais substituições dos dois lados, por volta dos 25’.  

–  Aos 34’, Everaldo ganhou do zagueiro no corpo, ficou de cara, tentou por cima, a bola fora, chance desperdiçada. Aos 36’, boa jogada de Kike, livrando-se da marcação; o chute da meia lua no canto, Otávio espalmou no rodapé. Ações mais equilibradas, então. Mas…

– Gol! 2 x 1 Cruzeiro. Kayky, aos 40min. Cortou da direita para o meio e bateu cruzado, rasteiro, no canto. Leo Vieira não chegou nela, braço curto.

– Aos 42’, chute de Ademir da entrada da área, passou rente. O árbitro acrescentou 7 minutos.  Derrota tricolor em casa, muitas vaias, protestos do torcedor pedindo a cabeça do treinador, crise na área.       

Destaques                          

– Como esse Gerson gosta de jogar contra o Bahia! A gana e aplicação de toda a equipe mineira, sobrando em campo. Dominaram o meio-campo e venceram o jogo.

  No Bahia, a despeito de levar um gol defensável, o segundo, Leo Vieira fez boas defesas. Lampejos de Pulga no primeiro tempo e Ademir no segundo. Um Bahia coletivamente confuso e fisicamente inferior em campo. 

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Ficha técnica

– O Bahia escalado por Rogério Ceni: Leo Vieira, Acevedo, David Duarte, Mingo e Juba; Erick, Jean Lucas (Michel Araujo), Everton Ribeiro (Nestor); Sanábria (Ademir) , William José e Pulga (Kike).

– O Cruzeiro do treinador Artur Jorge: Otávio, Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan e Kauã; Lucas Romero, Gerson (Lucas Silva), Matheus Henrique (Keiji) e Matheus Pereira; Sinisterra e Neyser (Kaio Jorge). (Wanderson, Kayky, Villalba) 

– No apito, o pernambucano Rodrigo Pereira Lima (permitiu muito a pressão dos mineiros). 

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 – O Tricolor volta a campo na quarta-feira, às 21h30. Enfrenta o Remo, em Belém do Pará, pela Copa do Brasil. Pra continuar vivo na competição precisa reverter o placar amargo (1 x 3), sofrido em casa.

– Pela 16ª rodada do Brasileirão, recebe o Grêmio, domingo (dia 17), às 16h, na Fonte Nova.

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Feliz Dias das Mães, neste domingo. Beijos ternos às mamães.

Foto: EC Bahia