Por Joaci Góes
Para o amigo ACM Neto, líder das oposições na Bahia
Conta-se que quando Deus acabou de fazer o Mundo, pediu aos anjos para opinarem sobre a qualidade de sua obra. Em uníssono, os anjos concluíram que Ele fora excessivamente pródigo para com o Brasil, cujo território, além de grande e belo, fora dotado de riquezas excepcionas, o que parecia injusto com os demais países. A essa crítica, Deus teria respondido: -Esperem para ver o povinho que eu vou botar no Brasil. Nada expressa tão bem a grande contradição do Brasil: um país tão dotado de grandes riquezas naturas, com um povo majoritariamente tão pobre.
Como o Brasil perante o mundo, o Estado da Bahia, tão bem dotado de riquezas múltiplas, relativamente aos demais estados brasileiros, abriga uma população, majoritariamente, desgraçada quando comparada às populações das demais unidades de nossa infeliz Federação.
Se, no plano internacional, o Brasil vem perdendo posição no ranking dos maiores PIBS, tendo caído para a 11ª posição, ultrapassado que foi pela Rússia, sua colocação em matéria de produtividade da Economia é a 65ª, em razão da péssima qualidade da educação aqui praticada, do ensino fundamental ao superior, vítima que tem sido do fundamentalismo ideológico das elites dominantes, de padrão terceiro-mundista, sob a liderança maior da filósofa Marilena Chaui(1941-?), autora de marcante obra sobre a vida e o pensamento do filósofo holandês Baruch Spinoza(1632-1677). Marilena Chaui foi isolada pela frente lulista por haver proposto o fuzilamento, em massa, da classe média brasileira, como medida protetora do saneador avanço do socialismo, no Basil.
Na prática, a população baiana vive, majoritariamente, em estado de miserabilidade, por sediar o maior número de analfabetos do País, de chagásicos, tuberculosos, morféticos, sub-habitações e subempregados, sem falar no maior percentual de sua população, sem saneamento básico, 60%, razão pela qual a longevidade média dos baianos é a menor do Brasil, bem como o coeficiente de inteligência, uma vez que a fase de maior desenvolvimento dos neurônios ocorre entre o sétimo mês de gravidez, até os dois anos de idade. Daí, o elevado índice de evasão escolar do alunado baiano em razão do bullying sofrido pelo alunado pobre, incapaz de acompanhar o curriculum acadêmico por insuficiência intelectual. Daí para servir ao tráfico de drogas é menor do que um passo. Ainda mais quando o Presidente da República, insultando a dignidade e a inteligência do povo brasileiro, entre um pileque, uma mentira e uma boçalidade populista, enriquece o anedotário popular com tiradas que estimulam a farsa, a mentira, o roubo e compromete a boa convivência entre brasileiros, a serviço do grande Deus de sua crença: a manutenção do poder, a qualquer preço.
Na Bahia, como no Brasil, nos últimos vinte anos, o crime organizado tem encontrado no poder público o grande parceiro de seu crescimento e impunidade, bastando mencionar os milhares de mandados judiciais, ignorados pelos governos petistas, requerendo apoio policial para expulsar invasores liderados pelo MST, movimento social que se transformou em braço da bandidagem mais covarde e vadia, para cuja prática vem aliciando índios, ambos coligados com as diferentes divisões do crime organizado que ameaça autoridades estaduais e federais, levando essas autoridades a despacharem, on- line, a partir de locais secretos. Sobre o avanço do crime organizado no Sul da Bahia, uma autoridade regional comentou matéria publicada nas páginas desta TB, na última terça, denunciando ações delituosas e omissivas do Governo baiano: “Esta matéria ratifica o ideal do governo baiano do quanto pior, melhor, ao promover a desordem fundiária, dificultando a legitimação de áreas de inquestionável domínio privado, ensejando, assim, a ação de organizações criminosas que vivem de achacar empreendedores, extorquindo-os e ameaçando-os e aos seus familiares, enquanto irrigam com dinheiro sujo os diferentes nomes afinados com as candidaturas majoritárias do PT”.
No Plano federal, basta lembrar os momentosos episódios do Mensalão, Lava Jato, roubo dos velhinhos do INSS e, agora, o sesquipedal escândalo do Banco Master, que nasceu na Bahia, de onde só Deus sabe o que ainda virá à tona, tudo isso comprovado pela preferência quase total da bandidagem encarcerada pelas candidaturas petistas, como tem sido comprovado em sucessivas pesquisas de opinião.
Infeliz e miserável Bahia cujos governos têm estimulado a maioria do seu povo a reagir como mulher de malandro ou como as vítimas da síndrome de Estocolmo: Quanto mais maltratados, mais se entregam aos propósitos dos seus ofensores.
