O crime organizado e a crise da OAB

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Por Joaci Goes

                       Para o casal amigo Joedna e Vinycius Souza

           A educação é o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade; o atraso e o desenvolvimento; a sociedade violenta e desigual em que vivemos e o estágio civilizatório avançado que aspiramos.     

A tragédia socioeconômica em que o Brasil está mergulhado constitui o resultado que cientistas sociais avançados denominam de futuro presente ou futuro que já aconteceu. Algo assim tão previsível como o tempo que leva um objeto de peso, forma e volume conhecidos para chegar ao solo, quando lançado de determinada altura. A tragédia social em que o Brasil foi lançado pela nossa esquerda terceiro-mundista, através dos governos petistas, constitui uma crônica macabra perfeitamente previsível, na medida em que fôssemos capazes de aprender com os crimes e o fracasso do socialismo soviético, chinês, cubano ou com os desastrosos experimentos  sociais realizados em países infelizes como Camboja e, mais perto de nós, com a outrora próspera Venezuela, transformada em mendigo internacional, graças  ao comando dos delinquentes Hugo Chávez e Nicolás Maduro, modelos de ação dos governos de Lula e Dilma.

A desigualdade, a corrupção, a violência e o atraso em que vivemos, uns, e sobrevivemos, outros, manam dessa teimosa tentativa de obter resultados distintos de suas causas geradoras, precisa definição de loucura, segundo Albert Einstein. Não é de estranhar, pois, que em lugar da prosperidade e da paz social prometidas pelos governos petistas, Bahia e Brasil afora, tenhamos colhido precisamente o contrário, como não poderia ser diferente, males que vêm afetando pessoas e profissões, acima de tudo a advocacia, como aconteceu na semana passada, quando 11 advogados – sete mulheres e oito homens-, foram presos por servirem, de modo delituoso, aos interesses do CO – Crime Organizado, sendo recolhidos ao ambiente latrinário de nossa infraestrutura presidiária,  de onde os detentos, ao invés de recuperados, saem muito mais preparados para delinquir com maior intensidade, abrangência e periculosidade.

É verdade que a permissiva licenciosidade com que a legislação brasileira vem estimulando nosso espírito de litigância, em lugar da busca da concórdia, realidade que se exprime no sesquipedal número de profissionais do Direito em nosso País, o maior do Planeta, teria, necessariamente, que nos levar a este difícil desfecho para não dizer beco sem saída em que nos encontramos.

Como é do conhecimento geral, além de sediar um dos mais baixos IDH do continente Americano, a Bahia lidera, também, na má qualidade da educação pública que oferece, do ensino fundamental ao superior, além de contar com o maior percentual de analfabetos, desempregados, doentes e menor desenvolvimento intelectual e longevidade média dos seus filhos, em razão do handincap de sua péssima estrutura sanitária, os governos baianos lideraram o processo de destruição de nossa estrutura jurídico-social ao, sistematicamente, ignorarem decisões constitucionais do Poder Judiciário que lhes impunham o dever de dar apoio policial contra a bandidagem organizada que resultou na situação em que nos encontramos: a unidade federativa mais exposta à bandidagem, com 29 grupos marginais presentes em todos os cenários da vida econômica e social, 9 acima de Pernambuco, que sedia 20 organizações criminosas. Até agora, nada nos leva a crer que este lamentável estado de coisas venha a melhorar, sobretudo quando assistimos nosso delirante e etílico Presidente desafiar o Presidente dos Estados Unidos, como meio desesperado de sensibilizar a numerosa patuleia ignara para conquistar mais um mandato com que venezuelar o Brasil.

A crise da OAB, Bahia e Brasil afora, reclama uma ação conjunta do mundo oficial como do paisano, para debelá-la. A prisão domiciliar requerida para abroquelar os 11 advogados presos, o mesmo número dos integrantes de nossa fracassada seleção de futebol, até parece um sinal do alto para comunicar que se o Brasil não acabar com o PT, o PT continuará sua marcha batida para acabar com o Brasil.