Gamepólitan 2026 encerra edição histórica no Parque de Exposições

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Com mais de 140 rodadas de negócios na área GP Business, vitrine para produções locais e forte engajamento do público, o maior festival de cultura lúdica, digital e tecnológica do estado consolida seu impacto social e confirma retorno em 2027.

Após três dias de imersão intensa no Parque de Exposições de Salvador, o Gamepólitan 2026 encerrou no domingo (2) uma de suas edições mais transformadoras. Apresentado pelo Ministério da Cultura, Petrobras e Estado da Bahia, o festival reuniu milhares de entusiastas, competidores, educadores e empresários, reafirmando sua vocação como vetor de desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e inclusão social no Nordeste.

O evento marcou época tanto pela diversidade das atividades, que variaram de desfile cosplay a disputas acirradas de eSports, quanto pela consolidação de uma agenda de negócios de alto impacto. Selecionado no programa Petrobras Cultural como o único projeto de games do Brasil, o Gamepólitan evidenciou o potencial estratégico da cadeia produtiva de cultura digital.

“O Gamepólitan tem um grande divisor de águas nesta edição, não apenas pelo formato, mas pela quantidade de entes, profissionais e instituições que puderam estar presentes por aqui. Muito mais do que números, o impacto de transformação social que nós conseguimos provocar se torna histórico, pois reunimos entusiastas, curiosos, educadores e empresários em um diálogo direto”, destaca Ricardo Silva, idealizador do festival. “As leis de incentivo e o programa Petrobras Cultural foram fundamentais para nós.”

Fomento à economia criativa: a força do GP Business e da produção baiana

Um dos pilares de maior destaque em 2026 foi a área GP Business, desenvolvida em parceria com o Sebrae. O espaço promoveu mais de 140 rodadas de negócios e reuniu 40 startups, conectando estúdios locais a investidores e agentes do mercado nacional e internacional.

Paralelamente, em aliança com a Associação de Desenvolvimento de Jogos da Bahia (BIND), a produção baiana ganhou protagonismo no Palco GP-DEV e na mostra de jogos independentes. Projetos autorais como Escola de Axé, de Marco Alemar, e Um Gato no Cangaço, da Bragi Estúdios, demonstraram a riqueza da regionalização e a capacidade criativa do estado.

“Estamos exibindo jogos de diferentes empresas e coletivos baianos para mostrar tanto para o público quanto para os próprios desenvolvedores que eles não estão sozinhos e que temos capacidade de ir muito longe”, pontuou Lobba Mattos, presidente da BIND.

Acessibilidade, inclusão e o impacto no público

A marca da inclusão permeou o festival desde o primeiro dia, quando 2 mil estudantes da rede pública visitaram o evento. A acessibilidade foi tratada de forma prática na área de exposição com títulos inclusivos — como o áudio game Breu: Ataque das Sombras —, e em palestras da AbleGamers Brasil sobre tecnologias assistivas no universo gamer.

A diversidade de públicos traduziu-se em vivências únicas ao longo das arenas livres e temáticas. Na Auto Arena Petrobras, dedicada a simuladores de alta imersão, o público celebrou a oportunidade de experimentar o automobilismo virtual. “Eu sempre quis jogar assim, com volante, era meu sonho viver essa experiência que é muito legal. A gente viu no Instagram e se entusiasmou para vir”, relataram as amigas Adriele e Luana.

Já nas arenas competitivas, que acolheram torneios como os de Valorant, Free Fire e EA Sports FC 26, o sentimento foi de inspiração e renovação de gerações. “Competir é minha vida. Sempre que há campeonatos na nossa região, faço questão de estar presente. O importante é o que vamos deixando para as novas gerações. Eu já fui essa criança assistindo da plateia no Gamepólitan e hoje tenho a oportunidade de competir em alto nível no palco”, celebrou Ronival Ribeiro, logo após vencer uma disputa de Valorant.

A importância do ecossistema presencial para as novas gerações também foi enfatizada pelo visitante Luís César Souza. “Um campeonato ao vivo eu nunca tinha visto. Acho importantíssimo eventos como esse, porque senão a gente não tem nada além do que já pratica em casa. O Gamepólitan alimenta o sonho dos adolescentes que chegam aqui, mostrando que eles podem tentar caminhos diferentes.”

Comunidade, celebração e o olhar para 2027

O encerramento do festival no Palco Petrobras GP-EXPO celebrou a paixão da cultura pop com o aguardado Desfile Cosplay, realizado em parceria com a Cosnection. O palco foi dominado por apresentações cheias de criatividade e figurinos detalhados, reafirmando o Gamepólitan como um ponto de encontro e pertencimento para a comunidade geek regional.

Com o balanço positivo consolidado em fomento, público e visibilidade para o setor, a organização confirma que a próxima edição já está a caminho.

“Daqui a duas semanas, a gente inicia o planejamento da edição 2027. É um sim: o evento vai acontecer em 2027”, confirma Silvani Neri, curadora de conteúdo do festival. “Tudo o que o público viu nesta edição estará de volta, mas com a perspectiva de mais espaços, mais atividades, mais empresas, trilhas formativas e mais dias de festival. Vamos buscar mais investimento, fomento e parcerias estratégicas para continuar expandindo.”

Empresas e marcas interessadas em construir parcerias para a edição 2027 já podem entrar em contato pelo site oficial do evento, gamepolitan.com.br.

O Gamepólitan é apresentado por Ministério da Cultura, Petrobras e Estado da Bahia. Apoio institucional UNIFACS; Energético oficial Monster; Patrocínio Sebrae, Fanta e Estado da Bahia (Lei nº 7.015/96). Realização da 42 Cultural e Ministério da Cultura.