Por Zédejesusbarreto
Mais um empate do Bahia, o quinto seguido. Dessa vez, na Arena Condá/SC, contra o lanterna Chapecoense (3 x 3), num meio dia de domingo de sol. Jogo parelho, o time da casa com mais gana, disputando e ganhando mais as divididas; mas o Bahia esteve sempre na frente do placar e sempre permitiu o empate, porque marcou frouxo e mal, sobretudo no meio-campo, e a zaga não suportou o assédio, entregou nas bolas cruzadas… Na frente, destaque para Pulga, o mais aceso. No final, com o jogo aberto, o Tricolor desperdiçou duas boas chances. O empate terminou justo pelo que produziram as duas equipes.
Com mais esse empate, o décimo na competição, o tricolor é o time que mais empatou até aqui; terminou o jogo em 5º lugar, com 34 pontos, mas a rodada segue. E o time de Ceni volta pra casa consciente de que precisa jogar muito mais pra encarar o Vitória, um clássico de rivalidades, domingo que vem, no Barradão. A torcida anda preocupada, cabreira com a bolinha murcha da equipe, questionando o trabalho do treinador Ceni.
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Na Arena Condá/SC
– Tempo limpo, sol de inverno, gramado tapete sintético, bola rápida, público pequeno para a importância do jogo, com a presença de tricolores.
– 23ª rodada, o Bahia em campo brigando por pontos para voltar ao G-4, em sexto lugar, 33pontos ganhos; a Chape, com apenas 10 pontos conquistados, na lanterna da competição.
– O Bahia de uniforme branco, detalhes em azul&vermelho; a Chape de verde&branco.
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Com bola rolando
– O Bahia, desde o começo, tentando impor seu toque e a Chape marcando alto e forte, dificultando, forçando o erro do adversário. Ritmo morno.
– Aos 11’, Pulga (mais rápido) foi chutado numa disputa na área catarinense, a árbitra em cima marcou pênalti.
– Gol! 1 x 0 Bahia, aos 13min. Veliz bateu (mal), o goleiro foi, tentou segurar mas a bola forte escapoue entrou. Abrindo o placar, primeiro gol válido do artilheiro argentino com a beca tricolor.
– Aos 16’, Pulga fez boa jogada individual pela esquerda e tentou o ângulo, pelo alto; passou perto. Com o placar adverso, a Chape apertou ainda mais a marcação, correndo muito, tinha de ir pra cima.
– Gol! 1 x 1, Chapecoense, aos 18min. Marcação frouxa dos baianos, bola da direita pra esquerda, o veterano Giovani Augusto pegou livre (Cadê Jean Lucas?) e bateu forte, cruzado, Ronaldo não alcançou. Jogo empatado.
– Aos 20’, cruzamento de Ze Guilherme/ Juba, cabeçada de Veliz, por cima. Muito parelho, a Chape mais empenhada, brigando e querendo mais. Um Bahia lento, muitos passes laterais, marcando mal no meio-campo. Aos 30’, após uma disputa na área da Chape, David Duarte arriou, vomitando, sentindo-se mal. Um minuto fora de campo.
– A Chape melhor, ganhava o duelo no meio de campo, atacava mais. Mas…
– Gol! 2 x 1 Bahia, aos 41min. Troca de passes pela esquerda, com Nestor e Pulga, chute forte por baixo do ponteiro, a bola desviou na zaga/ Kauan e entrou. Desempate tricolor.
Um primeiro tempo apático do Tricolor, sem fibra, mas a turma desceu pra merenda com o placar favorável, graças a Pulga, o melhor, o mais aceso dos baianos (2 x 1). Sol forte, dia esquentando (26graus), uma segunda etapa aberta. A Chape foi mais dinâmica, assediou. O Bahia no totó, passeando. Jean Lucas parecia nem ter entrado em campo, sumido. Mingo e David Duarte segurando atrás. Uma segunda etapa aberta, imprevisível.
Segundo ato – O time da casa voltou com três alterações – Eduardo, Everton e Tulio em campo, Rafael Lacerda partindo pro tudo ou nada, mais força, atacar era preciso. Ceni não mexeu no time. Pressão total da Chape, pondo correria e …
– Gol! 2 x 2, logo aos 2 min. Bola alçada na pequena área baiana, a defesa cochilou, Marcinho foi mais esperto e bateu forte, empatando.
Um time com fome de bola, a 120k/hora, chegando duro e o outro enfastiado, sem pegada, a 60, passeando. Depois de umas três bolas paradas nas imediações da área sulista, Jean Lucas tentou, por cima.
– Aos 17min, a Chape teve um tento anulado, num contragolpe, por impedimento.
– Gol! 3 x 2 Bahia, uma bomba de Acevedo da entrada da área, desempatando, após boa jogada de Jean Lucas, que voltou mais esperto na segunda etapa. Aos 20min.
– Ceni trocou quatro. Sanábria, Ze Guilherme, Caio Alexandre e Erick em campo. Uma segunda etapa animada, lá e cá.
– Gol! 3 x 3, Chape. Tulio Eduardo, de cabeça, aos 25min. Livre na pequena área, bola alçada, Ronaldo parado, ninguém resolveu.
– Aos 30min, pausa para hidratação (28graus) e arrumação geral. Jogo franco, indefinido. Aos 37’, Ze Gulherme cruzou largo, da esquerda e Sanábria tentou de primeira, errou feio.
A Chape aos chutões pra frente, buscando o gol, o Bahia já sem pernas, sem fôlego, segurando, tocando, chegando pouco, sem ganas. Aos 43’, bom cruzamento de Ze Guilherme, Erick testou livre, na pequena área, pra fora; chance incrível desperdiçada.
Seis minutos de acréscimos.
Destaques
– Goleiro e defesa em baixa, não podem tomar três gols da maneira que aconteceu. No meio de campo só Acevedo marca. Na frente, Veliz correu à toa e só Pulga fustigou.
A Chape lutou e correu mais. A defesa é fraca.
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Ficha técnica
– A Chapecoense do treinador Rafael Lacerda: Anderson, Heitor, Kauan, Doma e Fernando; Camilo, Bruno, Yago Felipe e Giovani Augusto; Marcinho e Kevin. (Everton, Eduardo, Tulio, Bruno, David)
– O Bahia escalado por Rogério Ceni: Ronaldo, Roman Gomez (Caio Alexandre), David Duarte, Ramos Mingo e Juba (Ze Guilherme); Acevedo, Nestor (Michel Araujo), Jean Lucas (Erick); Kauê Furquim (Sanábria), Alejo Veliz e Pulga.
– Árbitra de SP, Daiane Muniz (com regras novas adotada pela FIFA/CBF no intuito de coibir o antijogo, a velha ‘cera’). Boa atuação.
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No próximo domingo à tarde, na sequência, tem BaVi, ou Vi x Ba, pois o jogo é no Barradão. Rodada 24.
Pelas rodadas 25 e 26, o Bahia enfrenta o Internacional/RS (30agosto, na Fonte Nova, ás 19h30), e depois o RBBragantino, no dia 5 de setembro, em Bragança Paulista, um sábado, 16h.
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Outros jogos da rodada 23:
– No sábado, Fluminense 3 x 2 Palmeiras; AthléticoPR 1 x 1 RB Bragantino;
São Paulo 1 x 1 Coritiba.
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O Vitória joga ainda neste domingo, às 18h30, no Barradão, contra o Botafogo RJ.
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Foto: EC Bahia/Catarina Brandão
