A Palas do Theatro XVIII

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Por José Armando Nogueira

Aninha Franco, Humildemente, já a batizei Palas Atena, sem ter sido ungido por Zeus, nem ter a apologia de Prometeu, que após moldar os bonecos, Palas soprou-lhe num arfar de pneuma, a alma e a inteligência. Essa também foi a gestação do Theatro XVIII. Que agora, num gesto aflito, emulado por um novo momento dos hominídeos, quase à beira de uma catástrofe universal, clamam por alma e inteligência.

Seria um fragor, maior que do poeta no Negreiros, ressuscitar o XVIII. Um cântico feroz, uma voz mais que altissonante, certeira. E insuflar oficialidades das três administrações públicas para, quando nada, servirem na restauração, recuperação e remontagem física do XVIII. Porquê sua alma é sua palma, Aninha Franco.

Nenhum outro órgão estatal tem o seu agape de condutora. Acredito piamente nessa motivação votiva. Que fará das pedras do Pelô um caminho para uma Delfos padroeira e imaginária. Avante Palas. Os deuses do Theatro estão contigo! A platéia vai aplaudir, aderente o tempo todo.
Escritor e publicitário