VIVA O MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA

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Por Antônio Lins

Viva o ministro André Mendonça!

Num país em que tanta gente poderosa parece considerar a fiscalização uma ofensa pessoal, é preciso coragem para dizer o óbvio: ninguém está acima da lei.

As graves controvérsias que envolvem autoridades, órgãos públicos e figuras influentes precisam ser esclarecidas até o fim. Sem maquiagem. Sem censura. Sem proteção de amigos. Sem perseguição a inimigos.

Queremos saber a verdade.

E a verdade não pode ser seletiva.

Não aceito uma Justiça que investigue apenas aqueles que pertencem ao lado errado da política. Se a lei vale para um cidadão comum, deve valer igualmente para ministros, presidentes, delegados, banqueiros e qualquer autoridade.

Ou a lei é para todos ou não é lei: é instrumento de poder.

É simples.

Se há denúncias, investiguem-se.

Se há provas, apresentem-se.

Se houve crime, punam-se os responsáveis.

Se houve inocência, reconheça-se a inocência.

Mas chega de blindagens!

Chega de segredos eternos!

Chega de transformar perguntas em crimes e críticas em ameaças à democracia!

Uma democracia verdadeira não teme investigação. Quem teme a verdade deveria, no mínimo, explicar por quê.

Por isso, a coragem de exigir esclarecimentos merece aplauso. Se André Mendonça está contribuindo para que fatos sejam apurados e que as instituições prestem contas à sociedade, merece o meu reconhecimento.

Não quero heróis intocáveis. Quero autoridades fiscalizadas.

O Supremo não é um Olimpo.

Brasília não é propriedade privada de quem ocupa um gabinete.

E o povo brasileiro não nasceu para assistir calado aos poderosos decidirem o que pode e o que não pode ser investigado.

Vamos passar o Brasil a limpo.

Da esquerda à direita.

Do governo à oposição.

Do banco ao tribunal.

Do gabinete à delegacia.

Quem for inocente, que seja respeitado.

Quem for culpado, que responda.

E quem se julgar acima da lei que desça imediatamente do pedestal.

Porque numa República digna desse nome há uma regra que deveria ser sagrada:

ninguém é grande demais para ser investigado.
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Escritor, poeta, compositor e dramaturgo