Em Salvador, espetáculo transforma plateia em parte da experiência

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A Lamira Artes Cênicas, em curta temporada com o espetáculo infanto-juvenil A Jornada de Kokoro, em cartaz no Teatro Molière/Aliança Francesa, na Ladeira da Barra, anuncia sessão especial com vivência e mediação sob o comando de Henrique Rochelle, na tarde do próximo sábado, 12 de setembro, a partir das 15h30. A proposta é criar um espaço de troca a partir das percepções, sentimentos e perguntas que a montagem provoca, fazendo com que a plateia deixe de ser apenas espectadora e se torne parte da experiência artística.

Em cena, Kokoro embarca em uma jornada pela recuperação do coração aflito, em busca de reconstrução, sabedoria e novos sentidos para a vida, enquanto o público é convidado a olhar para os próprios afetos e sentimentos. Com a vivência, crianças e adultos podem compartilhar suas impressões sobre o espetáculo que reúne dança, teatro e bonecos, e descobrir diferentes maneiras de interpretar os temas, as linguagens e os afetos presentes na obra.

A iniciativa também cria uma oportunidade para que crianças e adolescentes falem sobre emoções, e que adultos percebam como diferentes gerações enxergam uma mesma história.

A sessão do dia 12 também contará com recursos de audiodescrição e tradução simultânea em Libras, ampliando o acesso à experiência para pessoas com deficiência visual e auditiva.

A Jornada de Kokoro é o segundo espetáculo da curta temporada da Lamira Artes Cênicas em Salvador, dentro da circulação nacional que celebra os 15 anos da companhia, e conta com realização do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Ministério da Cultura e do Governo Federal, por meio da Lei Rouanet.

Henrique Rochelle é crítico de dança, doutor e mestre em Artes da Cena, especialista em Mídia, Informação e Cultura, bacharel em Estudos Literários, com estágio doutoral na Université Paris 8, e dois estágios de Pós-Doutorado na USP (Historiografia da Crítica de Dança e Mediação Cultural e Artística em Dança). É também membro do corpo editorial da Revista Sala Preta (PPGAC/USP), da coluna 3º Sinal (Portal MUD), colaborador do site Dança em Arena e editor do site Outra Dança. Autor do livro “Companhia de Danças de Diadema 25+2”, editor do livro “Dança, História, Ensino e Pesquisa”, além de ter contribuído para coletâneas como “Interdisciplinarity in the Performing Arts”, “Periodismo Cultural em el siglo XXI”, “The Bloomsbury Handbook of Philosophy and Dance”, “The Oxford Handbook of Contemporary Ballet” e “Quasar em n9ve Perspectivas”.

 SERVIÇO:

O que: A Jornada de Kokoro
Quando: 12/9, às 15h30)
Onde: Teatro Molière/Aliança Francesa (Av. Sete de Setembro, 401, Ladeira da Barra, Salvador-BA).
Classificação: A partir de 10 anos
Quanto: R$30 (inteira), R$15 (Meia entrada)

Ingressos: https://ingressosccbb.com.br/teatro-15-anos-lamira__3981

Sobre o CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) é uma rede de espaços culturais gerida e mantida pelo Banco do Brasil, com o objetivo de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura e valorizar a produção cultural nacional. Presente no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, está em avançado processo de instalação de sua nova unidade em Salvador. Na capital baiana, passa a ocupar o Palácio da Aclamação, histórico edifício do início do século passado e que, durante mais de cinquenta anos, foi residência oficial dos governadores da Bahia. Mesmo antes de iniciar suas atividades no Palácio da Aclamação, o CCBB já realiza intervenções culturais em importantes espaços da cidade de Salvador.)

Sobre a Lamira Artes Cênicas:

Criada em 2010, em Palmas (TO), a Lamira nasceu da necessidade de desenvolvimento de uma pesquisa autoral nas artes cênicas. Fundada por Carolina Galgane e João Vicente, a companhia construiu uma trajetória marcada pela experimentação entre teatro, dança, palhaçaria e formas animadas, alinhando criação artística, formação de público e ações pedagógicas e inclusivas. Ao longo de seus 15 anos, realizou centenas de apresentações pelo país, consolidando-se como uma das principais referências da produção cênica contemporânea da região Norte.