Por Zédejesusbarreto
Vencer é sempre bom, melhora o astral, dá confiança. Melhor ainda jogando bem, fazendo quatro gols (4 x 2 o placar). Uma atuação nada empolgante do escrete de Ancelotti, mas muito melhor que a anterior. Uma postura mais ativa, mais vontade, um meio-campo mais encorpado, bons lampejos aqui e ali. Mas ainda mostrando problemas, deficiências, sobretudo defensivas, nas laterais pouco criativas, a falta de pegada no meio de campo (só Danilo marca?), a carência de um futebol mais coletivo, com jogadas ensaiadas, o que deve acontecer com o tempo, mais treinamentos, jogos. Que os talentos, verdadeiros, apareçam. De todo modo, vimos um time mais solto, ofensivo, ligado. Bons sinais.
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Em Brisbane
– Terceira maior cidade da Austrália, litorânea, com mais de dois milhões e duzentos mil habitantes. Segundo amistoso entre as seleções, data Fifa (o primeiro, semana passada, deu empate, 1 x 1.
– Clima ameno, noite por lá (manhã de terça-feira) por cá, céu limpo, o Suncorp Stadium com capacidade para umas 55 mil pessoas, um relvado aparentemente decente e arquibancadas quase lotadas, presença marcante de animados torcedores canarinhos.
– O técnico Carlo Ancelotti fez 7 mudanças na equipe (daquela escalada no jogo passado), em todos os setores – goleiro, defesa, meio campo e ataque -, e mudou também o sistema, o esquema de jogo; saiu do obsoleto 4-2-4 para um 4-3-3, com mais um homem de meio-campo. Continua testando jogadores, à procura de uma equipe e de um sistema de jogo competitivo.
Mais do que vencer, é preciso jogar bem, honrar a história de uma camisa, a única com cinco títulos mundiais
– A seleção australiana, os donos da casa, de camisetas amarelas, calções vedes; a brasileira com seu uniforme dois, um azul escuro total, estranho, fora dos padrões costumeiros. Hinos cantados à capela, vozes femininas.
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Com bola rolando …
– Gol! 1 x 0 Brasil, logo aos 2minutos, no primeiro ataque brasileiro. Trama pela direita, Ryan, Bontempo, Vanderson acertou um belo chute, abrindo o placar.
Um começo animador da seleção. Postura ofensiva, agressiva, sufocando o adversário, e um meio de campo mais encorpado – Danilo mais plantado, Bruno e Bontempo mais soltos.
Na sequência, um bombardeio com três finalizações seguidas, duas de Raphinha, o goleirão australiano Beach trabalhando. Passado o susto, por volta dos 10 minutos passados, os australianos foram equilibrando ais as ações, incomodando também na frente.
– Aos 18’, Bruno Guimarães enfiou para Vini Jr nas costas da zaga, entraria de cara, mas o nosso ‘astro’, tropeçou na bola. Os ‘Cangurus’ perigosos nas bolas alçadas.
– Gol! 1 x 1, Austrália. Aos minutos, após cobrança de escanteio, da direita, Rayan desviou pelo alto, atrapalhando a saída de soco do goleiro Otávio, a bola caiu do lado oposto e o alto zagueiro Circati, mesmo desajeitado, consegue finalizar, empatando. O VAR foi consultado (impedimento?), gol validado. Aos 32min.
– Gol! 2 x 1 Austrália, aos 34min. Os brasileiros ainda atordoados com o gol, levaram o segundo. Trama australiana e Metcalfe, livre, acertou um chute frontal, da meia lua, no ângulo de Otávio, que não chegou nela, braço curto..
A essa altura, só dava Austrália em campo, o Brasil sumido, envolvido coletivamente, sofrendo com as bolas alçadas. A virada dos cangurus.
– Aos 41’, Vini Jr desperdiçou mais uma boa chance. O Brasil tentou uma pressão final. Aos 42’, Danilo sofreu um carrinho dentro da área australiana, na hora do arremate. O VAR chamou, o árbitro foi conferir e marcou a penalidade.
– Gol! 2 x 2 Brasil, aos 45min. Raphinha bateu seco, forte, por baixo, sem tomar muita distância. O goleiro foi, mas não achou. Empate.
– Aos 46’, Irankunda fez catadinho na defesa brasileira e encheu o pé, de frente, por cima! Ufa.
Com um gramado em boas condições, uma partida tecnicamente bem melhor que a anterior, com quatro gols num primeiro tempo corrido, equilibrado. O Brasil começou arrasador, fez o gol e amoleceu, apagou. Os cangurus encararam, empataram e viraram o placar, coletivamente melhores. Mas, no finalzinho, na pressão, achamos um pênalti e descemos pra merenda com um empate. Uma atuação descompensada da equipe brasileira, com altos e baixos. Rayan e Danilo, destaques. Laterais sumidos (Vanderson fez o gol e…), defesa desarticulada, Vini Jr sonâmbulo, um meio-campo sem pegada, marcando frouxo.
Segunda etapa – Saiu Raphinha (sentindo incômodos), entrou Endrick. Voltamos em cima, atacando. A partida num ritmo mais lento. Aos 9’, Endrick arrancou pelo meio, do campo brasileiro, desbravou e achou Vini Jr livre, na área inimiga, mas… o ‘astro’ cochilou. Aos 10’, defesaça do goleiro Beach em cabeçada de Gabriel Magalhães. Aos 15’, em escanteio alçado, a zaga brasileira pastando, os australianos desperdiçaram chance clara, na pequena área. Equilíbrio.
– Andrey, Estevão e Mateuzinho em campo, depois dos 15min (saíram Bontempo, Rayan, que começou bem e sumiu, e Vanderson, autor do chute no primeiro gol brasileiro, e só). Aos 20’, Endrick, esquentado, se envolveu em confusão com os grandalhões cangurus, muito empurra-empurra.
– Gol! 3 x 2 Brasil, aos 25min. Bruno Guimarães, na pequena área, escorando bom cruzamento de fundo, da esquerda, de Endrick.
– Aos 27’, nova jogada esperta de Endrick, morreu nos pés de Vini Jr. Os cangurus foram pra cima, na correria. Momentos de baba, pelada. Aos 30’, Estevão finalizou, num bom contragolpe, o goleiro deu rebote, Endrick não conseguiu concluir.
– Aos 33’, Vini Jr driblou o marcador, numa boa e rara jogada individual, foi tocado por trás, derrubado por Irankunda na área, e o árbitro assinalou o pênalti.
– Gol! 4 x 2 Brasil, aos 34min. O mesmo Vini Jr bateu e converteu; rasteiro, colocado, o goleiro até tocou na bola, mas não evitou o gol.
A seleção soube suportar a pressão final e administrou bem a vantagem.
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Destaques
Danilo, o mais regular, todo tempo; Endrick entrou turbinado; Bruno Guimarães ataca melhor do que marca. Jair mostrou qualidades e Bontempo estreou a contento. O começo de Rayan.
Irankunda é a estrela da companhia australiana, buliçoso, perigoso.
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Escalação
Time de Carlo Ancelotti para começar o jogo: Otávio, Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Jr; Danilo, Bruno Guimarães e Bontempo; Rayan, Raphinha e Vini Jr. (O goleiro Otávio, o zagueiro Jair, o lateral Mauro Jr e o meio-campista Bontempo estreantes)
Entraram ainda no decorrer da partida: Endrick, Mateuzinho, Estevão, Andrey, Martinelli, Samuel Lino)
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No apito, o Japonês Yusuka Araki.
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A seleção realiza seu terceiro e último amistoso nessa data FIFA no próximo sábado, dia 3, às 11h (horário de Brasília), em Calcutá, contra a desconhecida seleção da Índia.
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Tricolorices
Parabéns à garotada do Sub-20 do Bahia, octacampeões baianos, que venceram a Copa do Nordeste da categoria, batendo na final o time do Fortaleza (2 x 0) em jogo disputado no Jóia da Princesa, em Feira de Santana,
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De gravemente negativo, registramos a prisão de nove integrantes (inclusive membros da diretoria) da torcida uniformizada Bamor, por crimes hediondos, como atos de tortura, cometidos dentro da sede da dita entidade.
Que sejam realmente punidos com rigor. Lacraram a sede? Basta de bestialidades, chega de impunidades. O clube se manifestou, condenando?
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Foto: Reprodução

