O dia 7 de outubro, dedicado aos compositores, teve sessão especial para comemorar a data. A homenagem aconteceu no Centro de Cultura, na Praça Municipal, centro da capital baiana. De autoria da vereadora Marta Rodrigues (PT), o evento foi marcado pela entrega de certificados aos compositores presentes, em reconhecimento às suas trajetórias e às suas contribuições para a música e para a luta por justiça social, diversidade, inclusão e respeito.
A sessão abriu o debate sobre a necessidade de reconhecer o compositor como parte fundamental da cadeia musical, garantindo visibilidade, direitos autorais e condições dignas de trabalho para quem está na origem da arte. Esta é a terceira vez que o assunto é debatido: Em 2019 e 2023, o tema atraiu autores e artistas que denunciaram a invisibilidade da categoria e as dificuldades para assegurar o reconhecimento de suas obras.
“A Bahia tem um povo musical. A nossa música nasce da ancestralidade, da mistura, da criatividade e da história de um povo que transformou sua identidade em ritmo, melodia, poesia e canção. Mas, quando uma música chega ao público, muitas vezes a primeira coisa que desaparece é justamente o nome de quem a criou. O compositor não pode ser lembrado apenas quando a música faz sucesso; ele precisa ser reconhecido como trabalhador e ter seus direitos garantidos”, afirma Marta.
Para o cantor e compositor Tonho Matéria, assim como outros como Carlos Cabral, Carlinhos Dias, Edybinho, Luciano Gomes, Tinga, Mestre Jackson, Katia Show, Sérgio Baleiro, Genivaldo Evangelista e Ferrugem, que foram homenageados, o compositor é um ser invisível, que ´so é lembrado de sua existência quando homenageado. “A retomada do debate sobre direitos autorais, valorização e condições de trabalho é de fundamental importância para ocuparmos o nosso lugar na cena cultural”, afirmou Tonho.

