Neste domingo (18 de outubro de 2026), último antes do segundo turno das eleições, manifestações a favor da democracia e de apoio à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, ocorrem em cidades de todas as regiões do país. Os atos, organizados por entidades civis e estudantis sob a mobilização “Brasil nas Ruas”, reúnem apoiadores ao longo do dia e se somam à intensificação das campanhas dos dois candidatos à Presidência. Em Salvador, Bahia, a concentração se dá entre o Farol da Barra e Ondina.
Além das manifestações pró-democracia e pró-Lula, aliados do atual presidente e do senador Flávio Bolsonaro (PL) se organizam para atos de apoio em diferentes regiões. À noite, a partir das 20h (horário de Brasília), Flávio e Lula participam do debate presidencial da Band, também promovido pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
O debate deste domingo será o primeiro confronto entre os candidatos, após dúvidas sobre a presença de ambos. Na terça-feira (13), Flávio havia anunciado que não compareceria ao debate. Momentos após a negativa do candidato do PL, Lula enviou um vídeo para a Band confirmando sua presença. No dia seguinte, o senador voltou atrás e disse que iria, indicando que se tratava de uma estratégia para o atual presidente confirmar a participação.
O petista permanecerá em Brasília neste domingo para se preparar para o debate, enquanto o candidato do PL estará em São Paulo desde o início da manhã para se reunir com apoiadores.
Após questionamentos sobre os atos previstos para este domingo, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), manteve o espaço para as mobilizações conforme previamente organizado. O corregedor rejeitou o pedido para proibir preventivamente apresentações artísticas e o uso de trios elétricos nas manifestações.
A decisão foi tomada em ação apresentada pelo Novo contra entidades civis e estudantis responsáveis pela mobilização “Brasil nas Ruas”. O partido sustentava que os eventos funcionariam, na prática, como atos de campanha em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e poderiam configurar showmício.
Ilustração: Redes sociais

